{"id":2035,"date":"2023-08-25T15:49:10","date_gmt":"2023-08-25T18:49:10","guid":{"rendered":"http:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/?p=2035"},"modified":"2023-08-26T10:50:10","modified_gmt":"2023-08-26T13:50:10","slug":"analise-indireta-de-incendio-em-sistema-fotovoltaico-ongride-residencial-em-araxa-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/2023\/08\/25\/analise-indireta-de-incendio-em-sistema-fotovoltaico-ongride-residencial-em-araxa-mg\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise indireta de inc\u00eandio em sistema fotovoltaico ongride residencial em Arax\u00e1 MG"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"951\" height=\"508\" src=\"http:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Sistema-fotovoltaico.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2036\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Sistema-fotovoltaico.jpg 951w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Sistema-fotovoltaico-300x160.jpg 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Sistema-fotovoltaico-768x410.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Trata-se de um inc\u00eandio ocorrido em uma resid\u00eancia na cidade de Arax\u00e1 &#8211; MG, que teve parte de seu sistema de gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica afetado. O Perito foi nomeado para realizar a an\u00e1lise, por\u00e9m o fato tinha ocorrido a muitos anos atr\u00e1s, a cena pericial j\u00e1 n\u00e3o mais existia, portanto a per\u00edcia teve que ocorrer de forma indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>OBS: Alguns dados foram modificados ou suprimidos para garantir a integridade dos sujeitos processuais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>PROBLEMATIZA\u00c7\u00c3O<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAlega\no\n<strong>REQUERENTE<\/strong>\nter\no equipamento inversor de frequ\u00eancia para uso fotovoltaico falhado e\npreconizado inc\u00eandio, vindo a destruir grande parte do sistema\nfotovoltaico instalado em seu <strong>CLIENTE<\/strong>,\npleiteando\nrestitui\u00e7\u00e3o total do valor de implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAlega\na\n<strong>REQUERIDA<\/strong>\ninexistir\nqualquer rela\u00e7\u00e3o entre o equipamento inversor e o inc\u00eandio,\nadesivando responsabilidade \u00e0 <strong>REQUERENTE<\/strong>\npor imper\u00edcia na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o a cliente final.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>PRE\u00c2MBULO \u2013 HIST\u00d3RICO<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Nesta fase o Perito descreve sucintamente todo hist\u00f3rico dos servi\u00e7os periciais, desde sua chegada at\u00e9 sua sa\u00edda, incluindo novos e posteriores andamentos. Por\u00e9m toda e qualquer coleta de dados, exame e an\u00e1lise s\u00e3o pormenorizadamente desenvolvidos em seus respectivos momentos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Dos preparativos pret\u00e9ritos<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> No <strong>dia 21\/12\/2021 \u00e0s 13:32 horas<\/strong>, diante da intima\u00e7\u00e3o de sua nomea\u00e7\u00e3o, com o intuito de planejar os poss\u00edveis deslocamentos, estadias e alimenta\u00e7\u00e3o, importantes para elabora\u00e7\u00e3o da proposta de honor\u00e1rios, o Perito fez contato com o <strong>Sr. Dr. Carlos<\/strong>, Advogado da <strong>REQUERIDA<\/strong>, que repassou contato do <strong>Sr. Dr. Ricardo<\/strong>, novo representante da <strong>REQUERIDA<\/strong>. Em contato com o <strong>Sr. Dr. Ricardo <\/strong>, ficou de verificar a disponibilidade dos laborat\u00f3rios da <strong>REQUERIDA<\/strong> para realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia. <strong>\u00c0s 14:39 horas<\/strong> do mesmo dia, em contato com o <strong>Sr. Dr. Ricardo <\/strong>e <strong>Sr. Igor<\/strong> por telefone, fora repassado a informa\u00e7\u00e3o de que a empresa <strong>TERCEIRA<\/strong> teria instalado seu pr\u00f3prio laborat\u00f3rio a poucos meses, na cidade de Osasco SP, tornando-se o melhor local para a per\u00edcia. Recebendo as informa\u00e7\u00f5es, o Perito entrou em contato com o <strong>Sr. Alonso<\/strong>, da <strong>TERCEIRA<\/strong>, que viabilizou per\u00edcia em seus laborat\u00f3rios, que passaria a ser o laborat\u00f3rio mais especializado no <strong>OBJETO PERICIAL<\/strong> no Brasil. Deste aceite o Perito elaborou proposta de honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> No dia <strong>17\/10\/2022<\/strong>, ap\u00f3s v\u00e1rias tentativas de contato com o <strong>Sr. Alonso<\/strong>, via telefone e whatsapp, o Perito encaminhou e-mail para o <strong>Sr. Jos\u00e9 Rafael<\/strong>, gerente de servi\u00e7os Brasil e Caribe da <strong>TERCEIRA<\/strong>, que retornou solicitando tratamento com o <strong>Sr. Caique<\/strong>,&nbsp;supervisor de suporte t\u00e9cnico da <strong>TERCEIRA<\/strong>. Assim no dia <strong>20\/10\/2022<\/strong> encaminhou e-mail ao <strong>Sr. Caique<\/strong>, solicitando disponibilidade para dia <strong>02\/12\/2022 \u00e0s 09:00 horas<\/strong>. Diante da in\u00e9rcia no dia <strong>26\/10\/2022<\/strong> reencaminhou o e-mail, tendo como resposta pronta e prestativamente no mesmo dia, confirmando a data e o hor\u00e1rio. Desta forma, no dia <strong>28\/10\/2028<\/strong>, protocolou agendamento de per\u00edcia para dia <strong>02\/12\/2022 \u00e0s 09:00 horas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Chegada e apresenta\u00e7\u00f5es<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Perito chegou ao local, no dia agendado, \u00e0s <strong>08:18 horas<\/strong>, se apresentou \u00e0 portaria e aguardou autoriza\u00e7\u00e3o do lado de fora. Por volta das <strong>08:25 horas<\/strong> teve sua libera\u00e7\u00e3o autorizada e, por inexistir meio de estacionamento esterno, adentrou com seu ve\u00edculo estacionando em vaga reservada para tal evento. Aguardou na recep\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio da <strong>TERCEIRA<\/strong>, tendo todos os representantes das <strong>PARTES<\/strong> chegado at\u00e9 <strong>08:34 horas<\/strong>. Fizeram-se presentes, em ordem aleat\u00f3ria, os <strong>Senhores<\/strong> <strong>L.<\/strong> e <strong>Michael<\/strong>, ambos profissionais da <strong>TERCEIRA<\/strong>, <strong>Sra. Dra. Isabela<\/strong>, Advogada da <strong>REQUERIDA<\/strong>,os <strong>Senhores<\/strong> <strong>Tiago<\/strong> e <strong>Wellington<\/strong>, todos profissionais da <strong>REQUERIDA<\/strong> e o <strong>Sr. Diego<\/strong>, profissional da <strong>REQUERENTE<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Do comunicado de perdimento do OP<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Antes do in\u00edcio da per\u00edcia, em conversa informal na sala de espera, os profissionais da <strong>REQUERIDA<\/strong> informaram n\u00e3o terem encontrado o <strong>OP<\/strong> em suas depend\u00eancias que, provavelmente devido ao tempo de espera, fora sucateado. Tendo confirma\u00e7\u00e3o do desaparecimento do <strong>OP<\/strong> pela <strong>Sra. Dra. Isabela<\/strong>, informou ainda deter esperan\u00e7a que sua equipe encontre o objeto, por\u00e9m n\u00e3o a tempo da per\u00edcia j\u00e1 agendada.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>In\u00edcio da per\u00edcia parte formal<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u00c0s 09:09<\/strong> o Perito iniciou a oitiva, coletando as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o deslinde de d\u00favidas n\u00e3o sanadas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>In\u00edcio da per\u00edcia parte material<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Da aus\u00eancia do OPP, o Perito solicitou presen\u00e7a de um equipamento identifico para realiza\u00e7\u00e3o de vistoria por m\u00e9todo da m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a. A Equipe da <strong>TERCEIRA<\/strong> cumpriu trazendo um equipamento novo e desmontado, que o Perito fotografou para realizar as compara\u00e7\u00f5es.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Ao final, para tratar algumas d\u00favidas que perduraram, compuseram as <strong>PARTES<\/strong> e o Perito do questionamento em posterior peti\u00e7\u00e3o de complementa\u00e7\u00e3o documental, do qual procedeu peticionando nos autos no dia 08\/12\/2022 em ID 9675740610.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Fim da per\u00edcia<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u00c0s 11:13<\/strong> o Perito terminou os servi\u00e7os periciais, agradecendo a todos, despedindo-se, tratando assim como encerrada a dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Todo descritivo desta fase encontram-se pormenorizadamente detalhado no item <strong>COLETA DOS DADOS<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>COLETA DOS DADOS<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nesta fase o Perito apresenta como realizou a obten\u00e7\u00e3o dos dados que ser\u00e3o examinados e analisados posteriormente. Nesta etapa o Perito descreve exatamente o que observou na per\u00edcia de campo, sem apresentar an\u00e1lise do m\u00e9rito, detalhando cada item considerado importante para a elabora\u00e7\u00e3o do laudo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Integridade do material a ser examinado<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Para garantir a integridade do material, inicialmente antes de realizar qualquer teste, o Perito capturou imagens fotogr\u00e1ficas e cinematogr\u00e1ficas de todas as partes que pretendia analisar, examinar e testar. As imagens mais relevantes ser\u00e3o apresentadas no decorrer dos autos e\/ou em ap\u00eandice e anexo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>In\u00edcio da per\u00edcia parte formal<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Da libera\u00e7\u00e3o dos profissionais da <strong>TERCEIRA<\/strong>, foram todos conduzidos para uma sala de reuni\u00f5es, climatizada, com uma grande mesa e uma TV para utiliza\u00e7\u00e3o como m\u00eddia demonstrativa. Estando todos presentes, representados e dispostos em seus lugares, <strong>\u00e0s 09:09 horas<\/strong> o Perito deu in\u00edcio \u00e0 per\u00edcia parte formal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Inicialmente o <strong>Sr. L.<\/strong> apresentou-se, apresentou formalmente a empresa e realizou questionamento sobre o <strong>OP<\/strong>. Neste momento voltou-se a tratar sobre o tema aus\u00eancia do <strong>Objeto Pericial<\/strong>, garantindo a <strong>Sra. Dra. Isabela<\/strong> possibilidade da localiza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o para o mesmo dia. Diante do estabelecimento desta premissa, o Perito iniciou ent\u00e3o a oitiva, coletando as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o deslinde de d\u00favidas n\u00e3o sanadas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Questionamentos \u00e0 REQUERENTE<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Perito questionou o <strong>Sr. Diego<\/strong> sobre a poss\u00edvel exist\u00eancia de um laudo de inc\u00eandio emitido pelo Corpo de Bombeiros, o qual negou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou sobre a exist\u00eancia do projeto de implanta\u00e7\u00e3o do sistema fotovoltaico, o qual confirmou e consentiu apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou sobre o projeto apresentado \u00e0 concession\u00e1ria de energia, confirmando e consentindo apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou exist\u00eancia de fotografias de pr\u00e9 implanta\u00e7\u00e3o, argumentando possibilidade e consentindo apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou exist\u00eancia do Sistema de Prote\u00e7\u00e3o contra Descargas Atmosf\u00e9ricas (SPDA), bem como seu projeto (PDA) e\/ou projeto de an\u00e1lise de risco afastando necessidade. Da negativa prosseguiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou confirma\u00e7\u00e3o sobre o inversor ser off ou on-grid, obtendo confirma\u00e7\u00e3o de ser on-gride.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou apontar qual seria o alegado v\u00edcio do inversor (<strong>OPP<\/strong>), argumentando concluir-se da interpreta\u00e7\u00e3o do laudo do relat\u00f3rio da <strong>REQUERIDA<\/strong>, n\u00e3o sabendo precisar qual seria o v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou a exist\u00eancia de baterias envolvidas, confirmando negativamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou ao <strong>Sr. Diego<\/strong> por qual motivo interpretou que o termo \u201c<em><strong>reparo invi\u00e1vel<\/strong><\/em>\u201d condenaria o inversor (<strong>OPP<\/strong>) como causador do sinistro e, por que n\u00e3o o contr\u00e1rio, isto \u00e9, o inversor ter-se-ido danificado por sobrecorrente oriunda de curto em outra parte do sistema? Como resposta alegou ser responsabilidade do inversor interromper qualquer tipo de fluxo energ\u00e9tico da exist\u00eancia de curto, sendo controvertido pelo <strong>Sr. L.<\/strong>, que aditou possibilidade de curto em locais que impossibilitem a atua\u00e7\u00e3o do inversor, como curto no sistema de corrente cont\u00ednua (CC), mais precisamente entre m\u00f3dulos fotovoltaicos e respectivo cabeamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou se havia painel de controle de DPS, DR, Disjuntores e sistema de aterramento tanto em circuito CC quanto CA, confirmou positivamente consentindo apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionado se havia o cabeamento verde do sistema de aterramento ligado ao inversor, confirmou positivamente.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Questionamentos \u00e0 REQUERIDA<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionado se ao periciar o inversor (<strong>OPP<\/strong>) a <strong>REQUERIDA<\/strong> teria identificado e extra\u00eddo os logs do equipamento, confirmou positivamente consentindo apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.  <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Questionamentos \u00e0 TERCEIRA<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou da exist\u00eancia de tecnologia limiter no OPP, argumentando confus\u00e3o e consentindo apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou da exist\u00eancia de tecnologia controladora de carga, confirmando negativamente tendo em vista ser \u00fanica e exclusivamente on-gride.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Solicitou apresentar datasheet do OPP, confirmando possibilidade e consentindo apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou a Equipe <strong>TERCEIRA<\/strong>, em sua interpreta\u00e7\u00e3o, da sobrecarga no <strong>OPP<\/strong>, por qual motivo n\u00e3o incendiou tamb\u00e9m como o resto dos equipamentos e cabeamentos envolvidos nas fotografias? Respondeu que da identifica\u00e7\u00e3o de sobrecarga o inversor abre o rel\u00ea do circuito CA, interrompendo o fluxo energ\u00e9tico para a rede alternada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou se confirma que os inversores, desde 2019, n\u00e3o possuem mais fus\u00edveis interno, obtendo confirma\u00e7\u00e3o positiva para modelos acima ou igual a 20K, sendo portanto o caso do <strong>OPP<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou se o modelo do <strong>OPP<\/strong> possui DPS tanto em circuito CC quanto CA, argumentou possibilidade consentindo apresentar em complementa\u00e7\u00e3o documental futura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou sobre deter fun\u00e7\u00e3o anti-ilhamento, confirmou positivamente aditando analisar o desbalanceamento da rede entre fases e, da constata\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancia acima de 10%, ativa-se ilhamento interrompendo o fornecimento de energia. Aditou tamb\u00e9m deter redund\u00e2ncia em todos os rel\u00e9s, dispondo de 6 (seis), sendo 2 (dois) para cada canal, onde um ativa se o outro n\u00e3o funcionar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Questionou sobre o registrador online do <strong>OPP<\/strong>, o qual deveria registrar todos os status de funcionamento do equipamento (logs), sendo informado que existe esta funcionalidade, mas que o <strong>REQUERENTE<\/strong> n\u00e3o a ativou no equipamento em quest\u00e3o, isto \u00e9, a <strong>TERCEIRA<\/strong> n\u00e3o encontrou o registro do n\u00famero serial na plataforma de registro online, o que indica nunca ter sido cadastrado.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Vistoria e detalhamento do OPP<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Como o <strong>OBJETO<\/strong> <strong>PERICIAL<\/strong> n\u00e3o foi apresentado, n\u00e3o foi poss\u00edvel detalhar as caracter\u00edsticas do equipamento espec\u00edfico. Por\u00e9m, da aus\u00eancia do <strong>OPP<\/strong> o Perito desenvolveu sua vistoria utilizando-se do m\u00e9todo da m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a, identificando os pontos principais a serem tratados nas demais fases periciais.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da complementa\u00e7\u00e3o documental<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com intuito de aplicar a celeridade na per\u00edcia de campo, bem como a ampla defesa, muitas quest\u00f5es, que dependiam de complementa\u00e7\u00e3o documental, foram consensualmente pactuadas de posterior apresenta\u00e7\u00e3o em tempo h\u00e1bil e no formato correto, isto \u00e9, protocolado nos autos. Desta feita o Perito apresentou nos autos um pedido de complementa\u00e7\u00e3o documental.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da complementa\u00e7\u00e3o documental<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No dia 08\/12\/2022, conforme relatado preteritamente, o Perito apresentou peti\u00e7\u00e3o de ID 9675740610, requerendo as devidas complementa\u00e7\u00f5es documentais consensualizadas em per\u00edcia de campo e prometida pelas <strong>PARTES<\/strong>, as quais cumpriram.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>EXAMES PERICIAIS<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nessa fase o Perito examina os dados coletados em dilig\u00eancia (per\u00edcia de campo), dos autos e demais adquiridos posteriormente, para garantir sua integridade e determinar sua validade no laudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Como complemento de prova o Perito examinou a documenta\u00e7\u00e3o arrolada nos autos e demais recebidas externamente, utilizando m\u00e9todos de investiga\u00e7\u00e3o, pesquisa e an\u00e1lise cient\u00edficos devidamente definidos neste laudo em momento oportuno. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com o intuito de complementar a documenta\u00e7\u00e3o e sanar d\u00favidas, concedendo tempo h\u00e1bil aos sujeitos processuais, praticando o princ\u00edpio da celeridade e economia processual, respeitando o contradit\u00f3rio e ampla defesa, desta forma procedeu, solicitando via PJE \u00e0s<strong> PARTES<\/strong>, a resposta de questionamentos e apresenta\u00e7\u00e3o documental, as quais foram atendidas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Aus\u00eancia do OPP e demais OPs<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A vistoria dos <strong>OPs<\/strong> \u00e9 um aspecto crucial que pode afetar significativamente a confirma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica da origem de um inc\u00eandio provocado em uma estrutura el\u00e9trica. Os <strong>OPs<\/strong> referem-se aos equipamentos, instrumentos e evid\u00eancias coletadas durante uma investiga\u00e7\u00e3o forense ou t\u00e9cnica para determinar as causas e circunst\u00e2ncias de um incidente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Quando ocorre um inc\u00eandio \u00e9 essencial realizar uma an\u00e1lise minuciosa para identificar a origem do fogo e os fatores que contribu\u00edram para o incidente. Os objetos  incluem c\u00e2meras de vigil\u00e2ncia, sensores, equipamentos de medi\u00e7\u00e3o, amostras de materiais e outros dispositivos usados para coletar dados e evid\u00eancias no local do inc\u00eandio. Tamb\u00e9m podem ser obtidos documentos, registros e informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre a instala\u00e7\u00e3o e o hist\u00f3rico do sistema fotovoltaico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Atrav\u00e9s de an\u00e1lises t\u00e9cnicas e cient\u00edficas, \u00e9 poss\u00edvel identificar poss\u00edveis falhas no sistema, defeitos em componentes, superaquecimentos, curtos-circuitos ou outros eventos que possam ter dado origem ao fogo. A aus\u00eancia de objetos periciais pode dificultar ou at\u00e9 mesmo impossibilitar a an\u00e1lise precisa da causa do inc\u00eandio. Sem as evid\u00eancias adequadas, os Peritos n\u00e3o ter\u00e3o dados suficientes para formar conclus\u00f5es s\u00f3lidas. Al\u00e9m disso, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel conduzir testes laboratoriais ou realizar simula\u00e7\u00f5es que confirmem a hip\u00f3tese da origem do inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Vistoria dos equipamentos danificados<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia n\u00e3o somente do <strong>OPP<\/strong>, mas tamb\u00e9m dos demais equipamentos que englobam o <strong>OP<\/strong>, impossibilitou primeiramente a confirma\u00e7\u00e3o do <strong>OPP<\/strong> como danificado ou n\u00e3o. Consequentemente a inexist\u00eancia dos demais equipamentos que envolvem o sistema fotovoltaico, que tamb\u00e9m sofreram com o acidente, poderia afastar algumas d\u00favidas como a origem do inc\u00eandio, isto \u00e9, o ponto de fadiga.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Das Provas<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Fil\u00f3sofo, f\u00edsico, matem\u00e1tico franc\u00eas e pai da ci\u00eancia moderna, \u201c<em>Ren\u00e9 Descartes<\/em>\u201d criou a teoria da d\u00favida met\u00f3dica. Apesar de alguns de seus aspectos n\u00e3o serem mais relevantes para a ci\u00eancia contempor\u00e2nea, existe uma regra que todos os praticantes da ci\u00eancia n\u00e3o devem desconsiderar, sob pena de erro, que \u00e9 a m\u00e1xima \u201c<em>duvidar de todas as coisas<\/em>\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Quando o Perito \u00e9 chamado significa que existem d\u00favidas t\u00e9cnicas sobre o caso, sobre as provas do caso e\/ou sobre a forma que as provas foram obtidas. Preocupando-se com o rigor metodol\u00f3gico, \u00e9 dever do Perito contestar, analisar, ponderar, autenticar ou condenar todas as provas n\u00e3o produzidas por m\u00e9todos forenses e que venham causar d\u00favidas quanto \u00e0 sua originalidade, veracidade e consequentemente validade.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A ci\u00eancia Forense est\u00e1 cada vez mais capacitada e atualizada para auxiliar a justi\u00e7a a desvendar um crime, desde que se tenha cuidado na captura dessas provas, pois todo o processo de analise, isolamento e captura das evidencias precisam ser realizadas com cuidado, para que toda a cena investigada n\u00e3o sofra altera\u00e7\u00f5es e contamina\u00e7\u00f5es. (Portal da Educa\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os autores Dalla Vecchia (2019) e Athayde (2019), dividem esses processos em etapas conforme consideram necess\u00e1rio. O primeiro divide em identifica\u00e7\u00e3o, coleta, exame, an\u00e1lise e resultados, enquanto o segundo divide em prepara\u00e7\u00e3o e planejamento, identifica\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o, documenta\u00e7\u00e3o, coleta e valida\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e resultados. N\u00e3o existe certo ou errado entre esses m\u00e9todos, cabe ao profissional identificar qual a melhor sequ\u00eancia. (SOARES, 2020)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Todas as provas apresentadas aos autos, para serem consideradas, devem respeitar os m\u00ednimos requisitos t\u00e9cnicos e princ\u00edpios infra e constitucionais. Os princ\u00edpios mais atingidos na produ\u00e7\u00e3o de provas s\u00e3o o devido processo legal, o contradit\u00f3rio, a ampla defesa, do livre convencimento motivado, do dispositivo probat\u00f3rio e o brocardo \u201c<em>o que n\u00e3o est\u00e1 nos autos n\u00e3o est\u00e1 no mundo<\/em>\u201d. Ademais a norma ABNT NBR ISO\/IEC 27037:2013 traz como aspectos fundamentais das evid\u00eancias digitais quatro itens important\u00edssimos: <strong>Auditabilidade, Repetibilidade, Reprodutibilidade e Justificabilidade. <\/strong>Portanto embasado nesses princ\u00edpios,  premissas e normas t\u00e9cnicas \u00e9 que devem ser consideradas inaptas as provas:  <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong> Produzidas unilateralmente, sem a devida defensabilidade e contradi\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, sem o acompanhamento e contraposi\u00e7\u00e3o procedimental de todas as partes interessadas e, impossibilitadas de confirma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica; <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Para que as provas produzidas e analisadas pelos peritos Forenses sejam consideradas como evid\u00eancias legais, precisa ser embasada na Cadeia de Cust\u00f3dia, em sua defini\u00e7\u00e3o utilizar documentos, processos e metodologias de laborat\u00f3rios. (Portal da Educa\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A cadeia de cust\u00f3dia \u00e9 uma das principais obriga\u00e7\u00f5es do perito, que deve garantir a prote\u00e7\u00e3o e integridade da prova, de modo a evitar questionamentos quanto \u00e0 origem ou estado inicial. Qualquer suspeita pode acarretar a anula\u00e7\u00e3o da prova. (SOARES, 2020)<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>1.1.1 Auditabilidade<\/strong><\/p><p> Possui o intuito de determinar se o m\u00e9todo cient\u00edfico, t\u00e9cnica ou o procedimento foi adequadamente seguido. \u00c9 altamente recomendado que os processos realizados sejam documentados para uma avalia\u00e7\u00e3o nas atividades realizadas. <\/p><cite> (OLIVEIRA PERITO citando ABNT NBR ISO\/IEC 27037:2013) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong> Produzidas sem o devido procedimento t\u00e9cnico ou sem a descri\u00e7\u00e3o do procedimento adotado, tornando-a prova irrepet\u00edvel; <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\n<strong>COLETA\nDE DADOS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nesta fase primeiramente precisa ser identificado qual a ferramenta e metodologia a ser utilizada, pois esta fase \u00e9 um passo muito importante para o desenvolvimento da investiga\u00e7\u00e3o, onde s\u00e3o feitas an\u00e1lises, s\u00e3o identificados artefatos, evid\u00eancias digitais. \u00c9 um processo que precisa ter muito cuidado na coleta das provas, precisa ser coletado o m\u00e1ximo de evid\u00eancias poss\u00edveis, como tamb\u00e9m precisa ter muito cuidado ao utilizar a m\u00e1quina ou o equipamento eletr\u00f4nico, para isso s\u00e3o necess\u00e1rios a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos que n\u00e3o danifiquem as provas. (Portal da Educa\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>1.1.1 Auditabilidade<\/strong><\/p><p>Possui o intuito de determinar se o m\u00e9todo cient\u00edfico, t\u00e9cnica ou o procedimento foi adequadamente seguido. \u00c9 altamente recomendado que os processos realizados sejam documentados para uma avalia\u00e7\u00e3o nas atividades realizadas.<\/p><p><strong>1.1.2 Repetibilidade<\/strong><\/p><p>Este conceito \u00e9 considerado quando os mesmos resultados de testes s\u00e3o produzidos utilizando os mesmos procedimentos e m\u00e9todos de medi\u00e7\u00e3o, utilizando os mesmos instrumentos e sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es; e pode ser repetido a qualquer tempo depois do teste original.  <\/p><p><strong>1.1.3 Reprodutibilidade<\/strong><\/p><p>Este conceito \u00e9 v\u00e1lido quando os mesmos resultados s\u00e3o produzidos utilizando diferentes instrumentos, diferentes condi\u00e7\u00f5es; e a qualquer tempo. Exemplo: Comparando as strings de Hash.<\/p><p><strong>1.1.4 Justificabilidade<\/strong><\/p><p>Este conceito tem como objetivo justificar todas as a\u00e7\u00f5es e m\u00e9todos utilizados para o tratamento da evid\u00eancia digital. A justificativa pode ser\u00e1 considerada demonstrando que a decis\u00e3o foi a melhor escolha para obter toda a potencial evid\u00eancia digital. <\/p><cite> (OLIVEIRA PERITO citando ABNT NBR ISO\/IEC 27037:2013) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>  Irrepet\u00edveis por seu perecimento, degrada\u00e7\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>1.1.2 Repetibilidade<\/strong><\/p><p>Este conceito \u00e9 considerado quando os mesmos resultados de testes s\u00e3o produzidos utilizando os mesmos procedimentos e m\u00e9todos de medi\u00e7\u00e3o, utilizando os mesmos instrumentos e sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es; e pode ser repetido a qualquer tempo depois do teste original.  <\/p><p><strong>1.1.3 Reprodutibilidade<\/strong><\/p><p>Este conceito \u00e9 v\u00e1lido quando os mesmos resultados s\u00e3o produzidos utilizando diferentes instrumentos, diferentes condi\u00e7\u00f5es; e a qualquer tempo. Exemplo: Comparando as strings de Hash. <\/p><cite> (OLIVEIRA PERITO citando ABNT NBR ISO\/IEC 27037:2013) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\n<strong>Das\nprincipais preocupa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As provas foram coletadas, examinadas e analisadas utilizando a devida metodologia exigida pela ci\u00eancia?  <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Da coleta de dados\/provas<\/strong><\/p><p> 1. Coleta: etapa que identifica, isola, etiqueta, registra e coleta os dados e evid\u00eancias relacionadas com o incidente que est\u00e1 sendo relacionado.<\/p><p>Esta etapa trata de procedimentos realizados na cena do crime ou local da busca e apreens\u00e3o, em caso de per\u00edcia criminal, ou onde houver suspeita de dispositivos a serem analisados, quando n\u00e3o for considerado um crime. Assim como em um local de crime convencional, as evid\u00eancias e provas devem ser preservadas, os dados contidos no material para exames forenses n\u00e3o devem ser alterados.  <\/p><p>Caso a coleta da evid\u00eancia n\u00e3o seja realizada de forma correta ou sem controles metodol\u00f3gicos necess\u00e1rios, a evid\u00eancia pode ser destru\u00edda.<\/p><p>Segundo Dalla Vecchia (2019), uma das caracter\u00edsticas mais importantes na Computa\u00e7\u00e3o Forense \u00e9 a garantia de integridade das provas obtidas, isso evita que os laudos sejam invalidados por d\u00favidas referentes a eventuais manipula\u00e7\u00f5es ou contamina\u00e7\u00f5es do material questionado. Sendo assim, o perito respons\u00e1vel pelo caso deve tomar os devidos cuidados no manuseio dos equipamentos e m\u00eddias recebidos para an\u00e1lise. <\/p><p><strong>Do exame dos dados<\/strong><\/p><p> 2. <strong>Exame<\/strong>: nesta etapa s\u00e3o identificadas e extra\u00eddas as informa\u00e7\u00f5es relevantes a partir dos dados coletados, utilizando ferramentas e t\u00e9cnicas forenses adequadas.<\/p><p>Ap\u00f3s a coleta dos dados s\u00e3o aplicados procedimentos de aplica\u00e7\u00e3o de filtros, busca por palavra-chave, recupera\u00e7\u00e3o de dados exclu\u00eddos, entre outros. Esses procedimentos devem ser aplicados com o intuito de reduzir a quantidade de dados a ser analisada, ou seja, \u00e9 um filtro para que os peritos possam analisar uma quantidade menor de dados.  <\/p><p>Esta etapa \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, pois a an\u00e1lise das evid\u00eancias \u00e9 realizada a partir dos resultados obtidos no exame. Portanto, caso n\u00e3o sejam examinados todas as partes de um disco r\u00edgido, por exemplo, poder\u00e1 comprometer todo o processo pericial, afetando os resultados finais. O exame realiza a redu\u00e7\u00e3o dos arquivos, que descarta da an\u00e1lise informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o relevantes ao escopo do exame, como drivers e jogos.<\/p><p><strong>Das an\u00e1lises dos dados<\/strong><\/p><p>3. An\u00e1lise: etapa em que os resultados do exame s\u00e3o analisados, para que sejam geradas respostas para as quest\u00f5es apresentadas nas fases anteriores.<\/p><p>Nesta etapa \u00e9 realizada a busca por vest\u00edgios relacionados ao crime suspeito nas informa\u00e7\u00f5es extra\u00eddas na etapa de exame. As autoridades solicitantes, devem elaborar quesitos claros e espec\u00edficos, pois h\u00e1 uma etapa de an\u00e1lise manual pelo perito e analisar individualmente todo o conte\u00fado do dispositivo de armazenamento seria invi\u00e1vel.  <\/p><p>O perito deve analisar os resultados manualmente para verificar quais os resultados constituem evid\u00eancias para serem descritos e inseridos no laudo pericial. \u00c9 muito comum que nesta etapa sejam encontrados novos elementos \u00fateis para o objetivo da per\u00edcia. Quando isso acontece, \u00e9 necess\u00e1rio retornar a etapa anterior e realizar o exame novamente, aplicando novos filtros.  <\/p><p>Velho (2016) afirma que nesta etapa, a intui\u00e7\u00e3o, a experi\u00eancia e as habilidades t\u00e9cnicas do perito adquirem maior relev\u00e2ncia, portanto, o desenvolvimento da habilidade t\u00e9cnico investigativa \u00e9 t\u00e3o ou mais importante quanto \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de ferramentas adequadas, sendo essencial para a execu\u00e7\u00e3o de um bom trabalho de forense computacional. <\/p><cite> (SOARES, 2020)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nForam\nutilizados m\u00e9todos cient\u00edficos devidamente catalogados,\nconsiderados e comumente utilizado pelos profissionais da \u00e1rea,\nconforme inclusive determina o Inc. III, art. 473\/CPC? \n<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de todos os procedimentos citados anteriormente, o resultado deve ser relatado em um laudo pericial ou um parecer t\u00e9cnico. \u00c9 neste documento que s\u00e3o relatados os resultados da per\u00edcia, bem como a descri\u00e7\u00e3o da metodologia utilizada, os procedimentos aplicados, rela\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias encontradas, respostas aos quesitos 33 questionados pela autoridade solicitante. O laudo pericial \u00e9 o principal documento emitido por um perito oficial. <\/p><cite> (SOARES, 2020) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAs\nferramentas utilizadas s\u00e3o as ideais, foram devidamente manipuladas,\nestavam certificadas pelos \u00f3rg\u00e3os de aferi\u00e7\u00e3o? \n<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Segundo Velho (2016), o perito deve, ainda, conhecer ferramentas que possibilitem a coleta e tratamento das evid\u00eancias de invas\u00f5es, devendo garantir a preserva\u00e7\u00e3o dos vest\u00edgios e a seguran\u00e7a da cadeia de cust\u00f3dia.<\/p><p>2. <strong>Exame<\/strong>: nesta etapa s\u00e3o identificadas e extra\u00eddas as informa\u00e7\u00f5es relevantes a partir dos dados coletados, utilizando ferramentas e t\u00e9cnicas forenses adequadas. <\/p><cite> (SOARES, 2020) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nS\u00e3o\nesses e outros quesitos que o Perito deve se questionar nos momentos\nque antecedem as dilig\u00eancias, mais especificamente no momento do\nplanejamento pericial. Mas e se as provas j\u00e1 se encontram nos autos,\ncomo o Perito deve proceder? Acolhe cegamente todas as provas sem a\ndevida peneira dos princ\u00edpios cient\u00edficos? Descarta completamente\nsem proporcionar aos sujeitos processuais a m\u00ednima chance de provar\no alegado? Ou examina e analisa a prova, utilizando m\u00e9todos\ncient\u00edficos reconhecidos, podendo certific\u00e1-la? \n<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNeste\ndocumento o Perito cita a normativa ABNT\nNBR ISO\/IEC 27037:2013 para cumprir a exig\u00eancia do art. 472, inc.\nIII, que determina a indica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo utilizado\nna\nelabora\u00e7\u00e3o do laudo pericial. Cita tamb\u00e9m o site do\nOLIVEIRA PERITO, que tem como autoria o Tecn\u00f3logo Sr. Vin\u00edcius\nMachado de Oliveira, para cumprir a exig\u00eancia do art. 472, inc. III,\nque determina demonstrar\nser predominantemente aceito pelos especialistas da \u00e1rea do\nconhecimento da qual se originou. Portanto\nficaram\naqui definidos\nos requisitos de aproveitamento de laudos\/pareceres de terceiros,\ndemonstrando tanto o m\u00e9todo quanto predomin\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>\nFontes:<\/p>\n\n\n\n<p>\nARRONE,\nRicardo. <strong>O PRINC\u00cdPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO DO JUIZ<\/strong>. 1.ed.\nPorto Alegre: S\u00e9rgio Ant\u00f4nio Fabris Editor, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>\nATHAYDE,\nVallim A. P. de. <strong>Forense computacional e criptografia<\/strong>. S\u00e3o\nPaulo: Editora Senac, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>\nDALLA\nVECCHIA, Evandro. <strong>Per\u00edcia Digital: da investiga\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise\nforense<\/strong>. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Millennium Editora. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>\nDESCARTES,\nRen\u00e9. <strong>DISCURSO\nDO M\u00c9TODO<\/strong>.\nTrad.\nNEVES, Paulo. Int.\nROSENFIELD, Denis Lerrer. L&amp;PM: 2005.\n128 pg;<\/p>\n\n\n\n<p>\nDESCARTES,\nRen\u00e9. <strong>DISCURSO DO\nM\u00c9TODO<\/strong>: Introdu\u00e7\u00e3o\ne notas de \u00c9tienne Gilson. Reimp. Lisboa Portugal: Leya, 2019. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\nPortal\nda Educa\u00e7\u00e3o. <strong>CURSO\nDE COMPUTA\u00c7\u00c3O FORENSE<\/strong>.\nPrograma de educa\u00e7\u00e3o continuada a dist\u00e2ncia. Ano\n02. Prev.\n001. Rev.\n4.0.<\/p>\n\n\n\n<p>\nArt.\n5\u00ba, inciso LIV, Constitui\u00e7\u00e3o Federal\nde 1988;<\/p>\n\n\n\n<p>\nArt.\n5\u00ba, inciso LV, Constitui\u00e7\u00e3o Federal\nde 1988;<\/p>\n\n\n\n<p> OLIVEIRA Perito. <strong>Norma NBR ISO\/IEC 27037:2013<\/strong>. Autor: Vin\u00edcius Machado de Oliveira. Publicado em: 20 jul 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/oliveiraperito.com.br\/2021\/07\/20\/norma-nbr-iso-iec-270372013\/\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 07 mar 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\nSOARES,\nJuliane Ad\u00e9lia. <strong>INTRODU\u00c7\u00c3O\n\u00c0 COMPUTA\u00c7\u00c3O FORENSE<\/strong>.\n1\u00aa ed. Londrina:\nEditora e Distribuidora\nEducacional S.A, 2020.\n44 p.<\/p>\n\n\n\n<p>\nVELHO,\nJesus A. <strong>Tratado de Computa\u00e7\u00e3o Forense<\/strong>. Campinas: Millennium\nEditora, 2016. \n<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Complementa\u00e7\u00e3o documental de ID 9738208107 \u2013 An\u00e1lise de risco<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 28\/02\/2023 a <strong>REQUERENTE<\/strong> apresentou um documento contendo\nan\u00e1lise de riscos para determina\u00e7\u00e3o de obrigatoriedade do SPDA,\ndemonstrando passo a passo as telas do sistema Tupan 2020, software\nespec\u00edfico para an\u00e1lise de risco e c\u00e1lculo de dimensionamento de\nPDA, apregoando n\u00e3o haver risco relativo que ponderasse a\ninstaura\u00e7\u00e3o do determinado projeto. Assim o Perito p\u00f4de\nrecepcion\u00e1-lo dando como efetivada a comprova\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise de\nrisco, afastando a obrigatoriedade do SPDA.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Complementa\u00e7\u00e3o documental de ID 9738205961 \u2013 ART<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 28\/02\/2023 a <strong>REQUERENTE<\/strong> apresentou um documento contendo\nART de n\u00famero 14201900000005280482, registrada dia 28\/05\/2019,\nemitida em nome do respons\u00e1vel t\u00e9cnico Diego Barbosa Noronha,\ncontratante Silvana Brand\u00e3o Fontes Cembranelli, obra executada na\nRua das Candeias, 245, Residencial Bocaiana, Arax\u00e1. Tal documento \u00e9\noficial do CREA e demonstra a elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o do projeto. O\nPerito recepcionou-a como ind\u00edcio da elabora\u00e7\u00e3o dos projetos e\nexecu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Complementa\u00e7\u00e3o documental de ID 9738208771 \u2013 Foto dos quadros de distribui\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 28\/02\/2023 a <strong>REQUERENTE<\/strong> apresentou uma fotografia de\nn\u00famero IMG_20190719_120344,\ndemonstrando\nos quadros de distribui\u00e7\u00e3o secund\u00e1rios instalados no local do\nsinistro. O Perito\nrecepcionou-o como ind\u00edcio da exist\u00eancia dos kits de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Complementa\u00e7\u00e3o documental de ID 9738212958 \u2013 Memorial descritivo da instala\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 28\/02\/2023 a <strong>REQUERENTE<\/strong> apresentou um\ndocumento intitulado \u201c<em><strong>Memorial\ndescritivo da Instala\u00e7\u00e3o_Silvana-Residencia.pdf<\/strong><\/em>\u201d,\nreunindo informa\u00e7\u00f5es sobre os pormenores da instala\u00e7\u00e3o do caso em\ntela. Por\u00e9m o documento n\u00e3o possui assinatura f\u00edsica ou digital,\ndata da emiss\u00e3o confi\u00e1vel,\ncarimbo\nou qualquer outra evid\u00eancia que demonstre ter sido emitido \u00e0 \u00e9poca\ndos fatos. Desta feita o\nPerito recepcionou-o exclusivamente como prova confessa de evid\u00eancia\nda exist\u00eancia\/aus\u00eancia dos kits de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Complementa\u00e7\u00e3o documental de ID 9738202572 e 9738198033 \u2013 Projeto 1-2 e Projeto 2-2<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 28\/02\/2023 a <strong>REQUERENTE<\/strong> apresentou um\ndocumento intitulado \u201c<em><strong>Projeto\n1-2<\/strong><\/em><em><strong>.pdf<\/strong><\/em>\u201d\ne\n\u201c<em><strong>Projeto\n<\/strong><\/em><em><strong>2<\/strong><\/em><em><strong>-2<\/strong><\/em><em><strong>.pdf<\/strong><\/em>\u201d,\nreunindo informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas\nunifilares\nda instala\u00e7\u00e3o em lit\u00edgio. Por\u00e9m\no documento n\u00e3o possui assinatura f\u00edsica ou digital, data da\nemiss\u00e3o confi\u00e1vel,\ncarimbo\nou qualquer outra evid\u00eancia que demonstre ter sido emitido \u00e0 \u00e9poca\ndos fatos.\nDesta\nfeita\no\nPerito recepcionou-o\nexclusivamente\ncomo\nprova\nconfessa de evid\u00eancia\nda\nexist\u00eancia\/aus\u00eancia\ndos kits de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Complementa\u00e7\u00e3o documental de ID 9738205976 \u2013 Datasheet do inversor Sungrow<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 28\/02\/2023 a <strong>REQUERENTE<\/strong> apresentou um\ndocumento intitulado \u201c<em><strong>Sungrow-SG20KTL\n&#8211; DataSheet<\/strong><\/em><em><strong>.pdf<\/strong><\/em>\u201d,\nreunindo informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas\ninversor\nem lit\u00edgio. Por\ntratar-se do modelo espec\u00edfico do OPP e deter informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas\nrelevantes para o laudo, o\nPerito recepcionou-o\no\ndocumento.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Complementa\u00e7\u00e3o documental de ID 9738197719, 9738222204, 9738209776 e 9738225853 \u2013 As Built<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 28\/02\/2023 a <strong>REQUERENTE<\/strong> apresentou documentos\nintitulados\n\u201c<em><strong>UFV_Silvana_Residencia_as\nbuilt_parte <\/strong><\/em><em><strong>1<\/strong><\/em><em><strong>.pdf<\/strong><\/em>\u201d,\n\u201c<em><strong>UFV_Silvana_Residencia_as\nbuilt_parte <\/strong><\/em><em><strong>2<\/strong><\/em><em><strong>.pdf<\/strong><\/em>\u201d,\n\u201c<em><strong>UFV_Silvana_Residencia_as\nbuilt_parte <\/strong><\/em><em><strong>3<\/strong><\/em><em><strong>.pdf<\/strong><\/em>\u201d,\n\u201c<em><strong>UFV_Silvana_Residencia_as\nbuilt_parte <\/strong><\/em><em><strong>4<\/strong><\/em><em><strong>.pdf<\/strong><\/em>\u201d,\nreunindo informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas\nunifilares\nda instala\u00e7\u00e3o em lit\u00edgio, sendo\numa evolu\u00e7\u00e3o do item <strong>15.8<\/strong>.\nPor\u00e9m\no documento n\u00e3o possui assinatura f\u00edsica ou digital, data da\nemiss\u00e3o confi\u00e1vel,\ncarimbo\nou qualquer outra evid\u00eancia que demonstre ter sido emitido \u00e0 \u00e9poca\ndos fatos.\nDesta\nfeita\no\nPerito recepcionou-o\nexclusivamente\ncomo\nprova\nconfessa de evid\u00eancia\nda\nexist\u00eancia\/aus\u00eancia\ndos kits de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Documentos descartados<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nOs\ndocumentos encontrados em\ncomplementa\u00e7\u00e3o documental do dia 28\/02\/2013, considerado\ndesnecess\u00e1rio para o laudo, est\u00e3o descritos abaixo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> ID 9738196714 \u2013 Fatura n\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o relevante para o deslinde t\u00e9cnico;<\/li><li>ID 9738207717 \u2013 Formul\u00e1rio de solicita\u00e7\u00e3o de acesso para microgera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda. N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o interessante para o deslinde t\u00e9cnico;<\/li><li>ID 9738199278, 9738203479 \u2013 Fotografias do transformador de pot\u00eancia antes da instala\u00e7\u00e3o. N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o interessante para o deslinde t\u00e9cnico;<\/li><li><strong>ID <\/strong>9738198293, documento intitulado \u201c<em><strong>Modulo Canadian \u2013 DataSheet.pdf<\/strong><\/em>\u201d. N\u00e3o conseguiu identificar nos autos os modelos dos m\u00f3dulos solares para confirma\u00e7\u00e3o, assim descartou;<\/li><li>ID 9738197796 \u2013 N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o relevante para o deslinde t\u00e9cnico;<\/li><li>ID 9738204779 \u2013 N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o relevante para o deslinde t\u00e9cnico;<\/li><li>ID 9738212065 \u2013 N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o relevante para o deslinde t\u00e9cnico<\/li><li> ID 9738208861 \u2013 N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o relevante para o deslinde t\u00e9cnico;<\/li><li>ID 9738224050 \u2013 N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o relevante para o deslinde t\u00e9cnico;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>ID 9738204784 \u2013 N\u00e3o det\u00e9m informa\u00e7\u00e3o relevante para o deslinde t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Do Doc. 01 Log Inversor Sices de ID 9722625414<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNo\ndia 09\/02\/2023\na <strong>REQUERIDA<\/strong>\napresentou o Log do\nInversor Sices de ID\n9722625414,\nalegando ser do OP,\npor\u00e9m n\u00e3o existe na imagem nenhuma informa\u00e7\u00e3o que estabele\u00e7a\nnexo entre o Log e o Objeto Pericial.\nAssim\no Perito n\u00e3o p\u00f4de certific\u00e1-lo para utiliza\u00e7\u00e3o em fase de\nan\u00e1lise devido \u00e0\naus\u00eancia de nexo\ncorrelacional e\npelos motivos narrados no item 15.3 Das Provas, tais quais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\n\tProva\n\tproduzida unilateralmente, sem a devida defensabilidade e\n\tcontradi\u00e7\u00e3o, impossibilitada\n\tde confirma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica\n\tpor parte do Perito;\n\t<\/li><li>\n\tProva\n\tproduzida sem o devido procedimento t\u00e9cnico ou sem a descri\u00e7\u00e3o do\n\tprocedimento adotado, tornando-a prova irrepet\u00edvel;\n<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Dos pontos de semelhan\u00e7a Num. 121123134<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Com intuito de vincular o objeto analisado pela <strong>REQUERIDA<\/strong> e o objeto vistoriado pelo Perito em dilig\u00eancia, vem confrontar fotografia de Num. 121123134 &#8211; P\u00e1g. 20 com uma imagem capturada pelo Perito em dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"801\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1024x801.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2042\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1024x801.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-300x235.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-768x600.png 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image.png 1164w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Como \u00e9 poss\u00edvel observar na Imagem 03, que trata da compara\u00e7\u00e3o entre fotografia do laudo da <strong>REQUERIDA<\/strong> j\u00e1 referenciada e imagem registrado pelo Perito em dilig\u00eancia, a placa inferior, destacada em vermelho, combina perfeitamente em grau de semelhan\u00e7a consider\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"700\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-1024x700.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2043\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-1024x700.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-300x205.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-768x525.png 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.png 1088w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>  Imagem 04 \u2013 Comparativo entre foto do laudo da <strong>REQUERIDA<\/strong> e objeto vistoriado em dilig\u00eancia \u2013 posterior. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Como \u00e9 poss\u00edvel observar na imagem 04, obtida de Num. 121123134 &#8211; P\u00e1g. 21, que trata da compara\u00e7\u00e3o entre fotografia do laudo da <strong>REQUERIDA,<\/strong> j\u00e1 referenciada, e imagem registrado pelo Perito em dilig\u00eancia, a placa inferior parte posterior, os v\u00e1rios pontos coloridos em destaque apontam para uma combina\u00e7\u00e3o perfeitamente em grau de semelhan\u00e7a consider\u00e1vel. Estas duas an\u00e1lises somam ind\u00edcios consider\u00e1veis para atestar que a placa inferior registrada pelo Perito \u00e9 exatamente o mesmo modelo da placa inferior do OPP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>AN\u00c1LISES PERICIAIS<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nNesta\nfase o Perito apresenta o hist\u00f3rico-cient\u00edfico, conceitos,\nexplica\u00e7\u00f5es, leis, princ\u00edpios, regras, padr\u00f5es por tr\u00e1s dos\nservi\u00e7os periciais, devidamente embasado em fontes seguras, que\nutilizou para realizar as an\u00e1lises.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas \u2013 Norma Brasileira \u2013 ABNT NBR 5410<\/strong> <ul><li> <strong>Conceito<\/strong>  <\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nABNT NBR 5410 \u00e9 a norma brasileira que estabelece as condi\u00e7\u00f5es\nm\u00ednimas de seguran\u00e7a para instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas de baixa tens\u00e3o.\nEssa norma aborda diversos aspectos relacionados \u00e0 seguran\u00e7a\nel\u00e9trica, incluindo os equipamentos de seguran\u00e7a que devem ser\nutilizados nas instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Dos requisitos de seguran\u00e7a<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Embora a norma ABNT NBR 5410 n\u00e3o forne\u00e7a um conceito espec\u00edfico para equipamentos de seguran\u00e7a, ela estabelece requisitos e diretrizes para a sele\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o desses equipamentos. Alguns exemplos de equipamentos de seguran\u00e7a mencionados na norma incluem:<br><br><strong>Dispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra sobrecorrente:<\/strong> S\u00e3o equipamentos como disjuntores e fus\u00edveis, que protegem os circuitos el\u00e9tricos contra correntes excessivas, evitando sobreaquecimento e inc\u00eandios.<br><br><strong>Dispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra choques el\u00e9tricos:<\/strong> S\u00e3o dispositivos como interruptores diferenciais residuais (IDRs) e dispositivos de corrente de fuga, que detectam correntes de fuga para a terra e interrompem o circuito de forma r\u00e1pida para evitar choques el\u00e9tricos.<br><br><strong>Dispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra sobretens\u00e3o:<\/strong> S\u00e3o utilizados para limitar as sobretens\u00f5es transit\u00f3rias e permanentes que podem ocorrer na rede el\u00e9trica e causar danos aos equipamentos. Exemplos de dispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra sobretens\u00e3o s\u00e3o os dispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra surtos (DPS) e os varistores.<br><br><strong>Equipamentos de sinaliza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> S\u00e3o utilizados para indicar a presen\u00e7a de perigo el\u00e9trico, como placas de advert\u00eancia, sinalizadores luminosos e etiquetas identificando circuitos, equipamentos ou \u00e1reas perigosas.<br><br><strong>Equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPI):<\/strong> Embora n\u00e3o seja especificamente abordado na ABNT NBR 5410, \u00e9 importante ressaltar que os EPIs tamb\u00e9m s\u00e3o considerados equipamentos de seguran\u00e7a. Esses equipamentos, como luvas isolantes, capacetes, \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o e cal\u00e7ados de seguran\u00e7a, s\u00e3o utilizados pelos profissionais que trabalham em instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas para reduzir o risco de les\u00f5es.<br><br>Al\u00e9m desses exemplos, a ABNT NBR 5410 estabelece outros requisitos de seguran\u00e7a, como a instala\u00e7\u00e3o de dispositivos de seccionamento, prote\u00e7\u00e3o contra sobretemperatura, prote\u00e7\u00e3o contra transientes, entre outros, que contribuem para a seguran\u00e7a das instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas de baixa tens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Norma Regulamentadora do MTE \u2013 NR10<\/strong> <ul><li> <strong>Conceito<\/strong>  <\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nNR10 \u00e9 a Norma Regulamentadora brasileira que estabelece as\ndiretrizes de seguran\u00e7a em instala\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os em\neletricidade. Ela aborda aspectos relacionados \u00e0 seguran\u00e7a do\ntrabalho em instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e tem como objetivo garantir a\nprote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores que atuam nesse setor.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Dos requisitos de seguran\u00e7a<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Embora a NR10 n\u00e3o defina explicitamente o conceito de &#8220;equipamentos de seguran\u00e7a&#8221;, a norma estabelece requisitos e diretrizes para a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPI) e equipamentos de prote\u00e7\u00e3o coletiva (EPC) como medidas de seguran\u00e7a.<br><br>Os equipamentos de seguran\u00e7a na NR10 podem ser entendidos como os dispositivos, equipamentos e sistemas utilizados para garantir a seguran\u00e7a dos trabalhadores e a integridade das instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas. Alguns exemplos de equipamentos de seguran\u00e7a mencionados na NR10 incluem:<br><br><strong>Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPI):<\/strong> S\u00e3o os equipamentos utilizados pelos trabalhadores para reduzir os riscos el\u00e9tricos e garantir sua seguran\u00e7a pessoal. Alguns exemplos de EPIs mencionados na NR10 s\u00e3o luvas isolantes, capacetes de seguran\u00e7a, \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o, vestimentas adequadas, cal\u00e7ados de seguran\u00e7a, entre outros.<br><br><strong>Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Coletiva (EPC):<\/strong> S\u00e3o os dispositivos e sistemas projetados para proteger um grupo de trabalhadores, evitando riscos el\u00e9tricos em \u00e1reas espec\u00edficas. Exemplos de EPCs incluem cercas de isolamento, sistemas de bloqueio e sinaliza\u00e7\u00e3o, sistemas de aterramento tempor\u00e1rio, barreiras de seguran\u00e7a, entre outros.<br><br><strong>Ferramentas isolantes:<\/strong> S\u00e3o ferramentas especialmente projetadas para isolar eletricamente o trabalhador de partes energizadas do sistema el\u00e9trico. Essas ferramentas possuem isolamento adequado para evitar choques el\u00e9tricos durante o manuseio.<br><br><strong>Dispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra quedas:<\/strong> S\u00e3o dispositivos utilizados para prevenir quedas em altura durante a realiza\u00e7\u00e3o de atividades em instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas elevadas, como cintos de seguran\u00e7a, trava-quedas, linhas de vida, entre outros.<br><br>Al\u00e9m desses exemplos, a NR10 tamb\u00e9m aborda requisitos relacionados \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, sistemas de prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios, procedimentos de trabalho e controle de acesso em \u00e1reas de risco el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Inversor de frequ\u00eancia, inversor solar, inversor fotovoltaico<\/strong> <ul><li> <strong>Denomina\u00e7\u00e3o<\/strong>  <\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A correta designa\u00e7\u00e3o do equipamento \u00e9 inversor de frequ\u00eancia, por\u00e9m podem ser encontrados no mercado com outras denomina\u00e7\u00f5es, como inversor solar, inversor fotovoltaico e, apesar de serem classifica\u00e7\u00f5es, podem compor denomina\u00e7\u00f5es como inversores strings, inversores centrais, microinversores, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A conex\u00e3o de sistemas fotovoltaico com a rede el\u00e9trica \u00e9 realizada por meio de inversores fotovoltaicos, que podem ser classificados como microinversores, inversores string e inversores centrais, a depender da configura\u00e7\u00e3o adotada e da quantidade de m\u00f3dulos da instala\u00e7\u00e3o. <\/p><cite> (COELHO, 2022) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Fun\u00e7\u00e3o principal<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> A principal fun\u00e7\u00e3o do inversor de frequ\u00eancia no sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia solar \u00e9 a convers\u00e3o da corrente cont\u00ednua (CC), gerada pelos m\u00f3dulos fotovoltaicos (placas), em corrente cont\u00ednua (CA), padr\u00e3o atual de consumo das unidades consumidoras (UCs).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Ap\u00f3s os m\u00f3dulos fotovoltaicos, o inversor solar \u00e9 o equipamento mais importante do sistema fotovoltaico, pois ele \u00e9 respons\u00e1vel em transformar a energia gerada em CC para CA.<\/p><cite> (SOARES, 2021)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>O que \u00e9 um inversor solar?<\/strong><\/p><p>O inversor solar \u00e9 uma pe\u00e7a capaz de converter energia gerada pelos&nbsp;pain\u00e9is fotovoltaicos de <strong>corrente cont\u00ednua (CC) <\/strong>para <strong>corrente alternada (CA)<\/strong>, possibilitando, ent\u00e3o, a gera\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica.<\/p><p>[&#8230;]<\/p><p>Ent\u00e3o, o inversor solar cumpre o seu papel no sistema de gera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia, fazendo toda a convers\u00e3o necess\u00e1ria para ela ser distribu\u00edda pelo im\u00f3vel. <\/p><cite> (HOLU) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>O que \u00e9 um inversor solar?<\/strong><\/p><p>O inversor solar \u00e9 um item essencial do kit de energia solar, com fun\u00e7\u00e3o de converter a energia el\u00e9trica gerada pelos pain\u00e9is de corrente cont\u00ednua (CC) para corrente alternada (CA), possibilitando o uso da energia el\u00e9trica gerada pela energia solar fotovoltaica. <\/p><cite> (PORTALSOLAR) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> O <strong>inversor fotovoltaico<\/strong>, item indispens\u00e1vel no sistema de <a href=\"https:\/\/canalsolar.com.br\/como-funciona-a-energia-solar\/\">energia solar<\/a>, \u00e9 um conversor el\u00e9trico, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 transformar a energia produzida pelos m\u00f3dulos solares de corrente cont\u00ednua (CC) em corrente alternada (CA), com a finalidade de possibilitar a sua utiliza\u00e7\u00e3o em aparelhos el\u00e9tricos. <\/p><cite> (CANALSOLAR) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> O inversor solar \u00e9 o equipamento usado para converter a energia gerada pelos pain\u00e9is solares, de corrente cont\u00ednua (CC) em corrente alternada (CA), possibilitando o uso da energia el\u00e9trica gerada pela energia solar fotovoltaica.    <\/p><cite> (SOARES, 2021)  <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\n\t\t\t<strong>As\n\t\t\tfun\u00e7\u00f5es subsidi\u00e1rias<\/strong>\n\t\t<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> O inversor de frequ\u00eancia desempenha um papel crucial no sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia solar, convertendo a corrente cont\u00ednua (CC) gerada pelos pain\u00e9is solares em corrente alternada (CA) utiliz\u00e1vel. Seguem algumas fun\u00e7\u00f5es importantes do inversor de frequ\u00eancia nesse sistema:<br><br><strong>Convers\u00e3o de corrente:<\/strong> O inversor converte a corrente cont\u00ednua (CC) de sa\u00edda dos pain\u00e9is solares em corrente alternada (CA), que \u00e9 a forma de energia el\u00e9trica usada em resid\u00eancias e na maioria das aplica\u00e7\u00f5es comerciais e industriais.<br><br><strong>Sincroniza\u00e7\u00e3o com a rede el\u00e9trica:<\/strong> O inversor de frequ\u00eancia ajusta a frequ\u00eancia da corrente alternada gerada para que ela esteja sincronizada com a rede el\u00e9trica local. Isso \u00e9 importante para garantir a compatibilidade e a capacidade de alimentar a energia solar excedente de volta \u00e0 rede ou receber energia da rede quando necess\u00e1rio.<br><br><strong>Controle de tens\u00e3o e frequ\u00eancia:<\/strong> O inversor monitora constantemente a tens\u00e3o e a frequ\u00eancia da rede el\u00e9trica para ajustar a sa\u00edda do sistema solar e garantir que esteja dentro dos limites aceit\u00e1veis. Ele mant\u00e9m a tens\u00e3o e a frequ\u00eancia da corrente alternada gerada pr\u00f3ximas aos padr\u00f5es da rede el\u00e9trica para proteger os equipamentos conectados e evitar danos.<br><br><strong>M\u00e1ximo ponto de pot\u00eancia (MPP):<\/strong> O inversor rastreia o ponto de m\u00e1xima pot\u00eancia dos pain\u00e9is solares, ajustando sua opera\u00e7\u00e3o para otimizar a efici\u00eancia do sistema. Isso significa que o inversor ajusta constantemente a carga dos pain\u00e9is solares para extrair o m\u00e1ximo de energia poss\u00edvel em diferentes condi\u00e7\u00f5es, como varia\u00e7\u00f5es de intensidade da luz solar e temperatura.<br><br><strong>Monitoramento e comunica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Muitos inversores de frequ\u00eancia possuem recursos de monitoramento e comunica\u00e7\u00e3o integrados. Eles podem fornecer dados em tempo real sobre o desempenho do sistema solar, incluindo a produ\u00e7\u00e3o de energia, a efici\u00eancia e as informa\u00e7\u00f5es de diagn\u00f3stico. Al\u00e9m disso, esses inversores podem se comunicar com outros dispositivos ou sistemas de gerenciamento, permitindo a integra\u00e7\u00e3o em uma rede inteligente de energia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Quais s\u00e3o as fun\u00e7\u00f5es do inversor solar?<\/strong><\/p><p>Como citamos anteriormente, o i<strong>nversor solar \u00e9 o equipamento respons\u00e1vel por converter a corrente el\u00e9trica produzida pelos m\u00f3dulos solare<\/strong>s.<\/p><p>Essa pe\u00e7a do sistema solar tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por g<strong>arantir a seguran\u00e7a do sistema fotovoltaic<\/strong>o, realizar o monitoramento e, al\u00e9m disso, otimizar a eletricidade gerada pelo painel. <\/p><cite> (ENERGYBRASILSOLAR) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nEm\nresumo, o inversor de frequ\u00eancia no sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia\nsolar desempenha v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es essenciais, incluindo a convers\u00e3o\nde corrente, sincroniza\u00e7\u00e3o com a rede el\u00e9trica, controle de tens\u00e3o\ne frequ\u00eancia, otimiza\u00e7\u00e3o do ponto de m\u00e1xima pot\u00eancia e\nmonitoramento do desempenho do sistema.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>O inversor como fun\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Embora a seguran\u00e7a n\u00e3o seja uma fun\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do inversor de frequ\u00eancia, ele desempenha um papel indireto na seguran\u00e7a do sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia solar. Algumas maneiras pelas quais o inversor contribui para a seguran\u00e7a incluem:<br><br><strong>Desconex\u00e3o em caso de falhas:<\/strong> Muitos inversores de frequ\u00eancia possuem recursos de prote\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o de falhas. Em caso de problemas, como curto-circuito, sobretens\u00e3o ou sobrecarga, o inversor pode desligar automaticamente para evitar danos aos equipamentos e, assim, melhorar a seguran\u00e7a do sistema.<br><br><strong>Isolamento galv\u00e2nico:<\/strong> O inversor de frequ\u00eancia geralmente oferece isolamento galv\u00e2nico, o que significa que h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o el\u00e9trica entre a entrada (pain\u00e9is solares) e a sa\u00edda (rede el\u00e9trica). Isso pode ajudar a proteger contra choques el\u00e9tricos e reduzir o risco de danos ou ferimentos relacionados a eletricidade.<br><br><strong>Monitoramento de falhas e seguran\u00e7a:<\/strong> Muitos inversores de frequ\u00eancia t\u00eam recursos de monitoramento e diagn\u00f3stico de falhas. Eles podem detectar problemas no sistema, como falha dos pain\u00e9is solares, perda de conex\u00e3o ou mau funcionamento de componentes. Ao identificar essas quest\u00f5es, o inversor pode emitir alarmes ou mensagens de aviso para permitir a\u00e7\u00e3o corretiva e manter a seguran\u00e7a do sistema.<br><br>\u00c9 importante ressaltar que a seguran\u00e7a geral do sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia solar tamb\u00e9m depende de outros componentes, como dispositivos de prote\u00e7\u00e3o, aterramento adequado, instala\u00e7\u00e3o correta e conformidade com as normas de seguran\u00e7a el\u00e9trica. O inversor de frequ\u00eancia \u00e9 apenas uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a para garantir a seguran\u00e7a do sistema solar como um todo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Al\u00e9m da convers\u00e3o de energia, os inversores tamb\u00e9m atuam para que o sistema fotovoltaico seja seguro. <\/p><cite> (HOLU) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Al\u00e9m disso, ele garante a seguran\u00e7a do sistema e medir a energia produzida pelos pain\u00e9is solares.<\/p><cite> (PORTALSOLAR) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Al\u00e9m disso, ele tamb\u00e9m <strong>garante mais seguran\u00e7a para o sistema fotovoltaico<\/strong> e mede a energia produzida pelos pain\u00e9is. <\/p><cite> (ENERGYBRASILSOLAR)  <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\nFontes:<\/p>\n\n\n\n<p> CANALSOLAR.COM.BR. <strong>Inversor solar, o que \u00e9 e para que serve?<\/strong> Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/canalsolar.com.br\/inversor-solar-o-que-e-e-pra-que-serve\/\">Link do publicado<\/a>&gt;. Publicado em: 24 Mar 2022. Acesso em: 11 Julho 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>\nCOELHO,\nRoberto Francisco. SCHMITZ, Denizar Cruz Martins. <strong>ENERGIA\nSOLAR FOTOVOLTAICA: GERA\u00c7\u00c3O, CONVERS\u00c3O E APLICA\u00c7\u00d5ES<\/strong>.\nFlorian\u00f3polis, SC: Ed. dos Autores, 2022. 262 p.<\/p>\n\n\n\n<p> ENERGYBRASILSOLAR.COM.BR.<strong> INVERSOR SOLAR: O QUE \u00c9 E QUAL A FUN\u00c7\u00c3O? <\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;<strong><a href=\"https:\/\/energybrasilsolar.com.br\/novo\/2021\/08\/25\/inversor-solar-o-que-e\/\">Link do publicado<\/a><\/strong>&gt;. Publicado em: 25 Ago 2021. Acesso em: 11 Julho 2023.<\/p>\n\n\n\n<p> HOLU.com.br. Inversor solar: entenda o que \u00e9, sua fun\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia para energia solar. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/holu.com.br\/conteudo\/inversor-solar\/\">Link do publicado<\/a>&gt;. Publicado em: 24 Abril 2023. Acesso em: 11 Julho 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>\nSOARES,\nAdriano Mesquita. <strong>ARQUITETURA E ENGENHARIA CIVIL CONTEMPOR\u00c2NEA\nINOVA\u00c7\u00c3O, TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE<\/strong>. Ponta Grossa: Aya,\n2021. 223 p.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Do curto-circuito<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nDo\ninc\u00eandio e da hip\u00f3tese de curto-circuito, importante frisar que,\nexiste possibilidade de ter ocorrido tanto nas instala\u00e7\u00f5es\nestruturais,\nisto \u00e9, em tomadas, disjuntores, fia\u00e7\u00e3o, entre outros itens\nparticipantes da estrutura fornecida pela instaladora\ndo sistema fotovoltaico,\npodendo\nadesivar responsabilidade \u00e0 <strong>REQUER<\/strong><strong>ENTE<\/strong>,\ncomo\nem equipamentos\n\u00e0 rede el\u00e9trica conectados pelo\nusu\u00e1rio da <strong>UC<\/strong>,\npodendo\nadesivar responsabilidade ao\n<strong>SEGURADO<\/strong>.\nPortanto vem redundar que,\nda\naus\u00eancia de um laudo pericial detalhado do Corpo de Bombeiros e,\nimpossibilitado\nde vistoriar a cena pericial, torna-se impreciso\ncoletar,\nexaminar, analisar e determinar\ncom certeza t\u00e9cnico-cient\u00edfica, a verdadeira causa\/motivo\ndo inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da an\u00e1lise do inc\u00eandio<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nCom\nbase nas evid\u00eancias coletadas e presentes nos autos, utilizando-se\nda metodologia de an\u00e1lise de inc\u00eandio do <strong>Manual de\nper\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es <\/strong><strong>do<\/strong><strong> Corpo de\nBombeiros Militar do Distrito Federal<\/strong>,\ndevidamente referenciado ao\nfinal, passa a analisar\nmetodicamente os principais e poss\u00edveis elementos identific\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Do ponto de igni\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio \u2013 Origem<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> A determina\u00e7\u00e3o do ponto de origem do inc\u00eandio \u00e9 uma etapa fundamental na investiga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios, tanto para entender a causa e a propaga\u00e7\u00e3o do fogo quanto para tomar medidas preventivas e corretivas no futuro. Essa an\u00e1lise detalhada \u00e9 conduzida por especialistas em investiga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios, como Peritos, Bombeiros e Engenheiros, que aplicam m\u00e9todos cient\u00edficos para identificar o local exato onde o fogo teve in\u00edcio.<br><br>Um dos principais prop\u00f3sitos da investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 determinar a origem do inc\u00eandio, ou seja, o local onde o fogo teve in\u00edcio. A identifica\u00e7\u00e3o da origem \u00e9 fundamental porque somente a partir da descoberta de onde o inc\u00eandio come\u00e7ou que o perito poder\u00e1 encontrar todos os elementos que interagiram para produzir o fogo inicial e, a partir de ent\u00e3o, compreender como o fogo se propagou para os demais materiais combust\u00edveis presentes no cen\u00e1rio sinistrado. (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da investiga\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\ninvestiga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandio \u00e9 um processo sistem\u00e1tico e detalhado\nconduzido por especialistas para determinar a causa e a origem de um\ninc\u00eandio. Essa investiga\u00e7\u00e3o busca entender como o fogo come\u00e7ou,\ncomo se propagou e quais fatores contribu\u00edram para o seu\ndesenvolvimento. O objetivo principal \u00e9 descobrir as circunst\u00e2ncias\ne os eventos que levaram ao inc\u00eandio, a fim de evitar incidentes\nsemelhantes no futuro e, quando necess\u00e1rio, determinar\nresponsabilidades legais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>Investiga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandio:<\/strong> processo que visa determinar a origem, a causa, bem como descrever a propaga\u00e7\u00e3o de um inc\u00eandio. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nEm\numa an\u00e1lise apurada das fotografias presentes em laudo de Num.\n109729442, \u00e9 poss\u00edvel\nrealizar algumas considera\u00e7\u00f5es ao ponto de aproximar, pelo menos o\nprincipal local de concentra\u00e7\u00e3o das chamas, tratado\nno referido manual de per\u00edcia em inc\u00eandios como\n<strong>ZONA DE ORIGEM<\/strong>,\no ponto de igni\u00e7\u00e3o do\ninc\u00eandio (<strong>FOCO\nINICIAL<\/strong>),\nutilizando metodologia\naplicada pela Corpora\u00e7\u00e3o de Bombeiros do Distrito Federal\ndenominada \u201c<em><strong>Abordagem\nSistem\u00e1tica de Inc\u00eandio<\/strong><\/em>\u201d\nditada\npela NFPA 921 (2011). Abordagem\nda metodologia ser\u00e1 apresentada em t\u00f3pico espec\u00edfico 17\n&#8211; M\u00c9TODOS UTILIZADOS.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Zona de origem:<\/strong> regi\u00e3o, ambiente ou c\u00f4modo, em parte ou por completo, do local do inc\u00eandio no qual o foco inicial estava localizado.  <\/p><p> <strong>Foco inicial:<\/strong> menor \u00e1rea dentro da zona de origem onde a fonte de igni\u00e7\u00e3o e o primeiro material combust\u00edvel se interagiram para produzir o inc\u00eandio. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\nFontes:<\/p>\n\n\n\n<p> Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es: conhecimentos gerais \/ Diretoria de Investiga\u00e7\u00e3o de Inc\u00eandio \u2013 Bras\u00edlia: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, 2019. 310 p. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.cbm.df.gov.br\/downloads\/edocman\/file_5e21f5896b722_I-Conhecimentos%20Gerais%20-%20Manual%20de%20Percia%20em%20Incndios%20e%20Exploses.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 12 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\nNFPA\n921-2004. NATIONAL FIRE PROTECTION ASSOCIATION (NFPA): Guide for Fire\nand Explosion Investigations, Quincy, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>\nNFPA\n921-2011. Guide for Fire and Explosion Investigations, Quincy, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p> NORMA OPERACIONAL n. 16 de 11 de dezembro de 2015. Servi\u00e7o de Investiga\u00e7\u00e3o e Per\u00edcia de Inc\u00eandio. ESTADO DE GOI\u00c1S SECRETARIA DE SEGURAN\u00c7A P\u00daBLICA E ADMINISTRA\u00c7\u00c3O PENITENCI\u00c1RIA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.bombeiros.go.gov.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/NO-16-Per%C3%ADcia.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 12 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da concentra\u00e7\u00e3o das chamas<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Na Fig. 12 de Num. 109729442, transferida para a imagem 05 a seguir, \u00e9 poss\u00edvel observar que as chamas limitaram-se a um \u00fanico ponto vertical, dada pelo padr\u00e3o de queima na parede, formado por uma coluna do ch\u00e3o at\u00e9 o telhado, aqui denominada <strong>ZONA DE ORIGEM<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"766\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-2-1024x766.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2048\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-2-1024x766.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-2-300x224.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-2-768x575.png 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-2-600x450.png 600w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-2.png 1064w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Como \u00e9 poss\u00edvel observar na imagem 05, imediatamente anterior, as chamas se concentraram nesta coluna vertical (<strong>ZONA DE ORIGEM<\/strong>), formada pelo cub\u00edculo aos fundos do transformador de pot\u00eancia, destruindo todos os componentes eletro estruturais instalados naquele local, como os dois quadros de distribui\u00e7\u00e3o presente na Imagem 06, apresentada em ID 9738208771, transferida a seguir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"741\" height=\"556\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2049\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-3.png 741w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-3-300x225.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-3-600x450.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 741px) 100vw, 741px\" \/><figcaption>  Imagem 06 \u2013 Fotografia apresentada em ID 9738208771. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Como \u00e9 poss\u00edvel observar na imagem 06, ao lado esquerdo marcado de vermelho, \u00e9 n\u00edtida a presen\u00e7a dos dois QDS (Quadros de Distribui\u00e7\u00e3o Secund\u00e1rios), aqui denominados stringbox1 e stringbox2, que foram completamente consumidos pelo fogo, juntamente aos condu\u00edtes corrugados. Exatamente neste lado esquerdo \u00e9 que se formou a coluna de chamas que n\u00e3o ultrapassou para o outro lado por causa da pequena parede que se comportou como parede-corta-fogo, representada na mesma imagem pela marca\u00e7\u00e3o verde. Logicamente que a aus\u00eancia de material combust\u00edvel do lado direito foi fator preponderante para o n\u00e3o alastramento das chamas, portanto a soma de parede-corta-fogo com o deliberado afastamento de material combust\u00edvel da estrutura el\u00e9trica, \u00e9 uma pr\u00e1tica eficiente para a seguran\u00e7a contra inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da caracteriza\u00e7\u00e3o \u201cmono ou multifoco\u201d<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\ncaracteriza\u00e7\u00e3o dos conceitos de \u201c<strong>monofoco\u201d<\/strong>\ne \u201c<strong>multifoco\u201d<\/strong>\nde inc\u00eandio est\u00e1 relacionada ao padr\u00e3o de origem do fogo, tratado\nno manual de per\u00edcia de inc\u00eandio como <strong>FOCO\nINICIAL<\/strong> e, como ele se\ndesenvolve a partir desse ponto inicial. Essas terminologias s\u00e3o\nfrequentemente usadas por especialistas em investiga\u00e7\u00e3o de\ninc\u00eandios e pelos Bombeiros\npara descrever a natureza do inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Multifocos:<\/strong> inc\u00eandio caracterizado pela exist\u00eancia de mais de um foco inicial. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Um inc\u00eandio \u00e9 considerado \u201c<strong>monofoco\u201d<\/strong> quando tem uma origem claramente identificada, ou seja, quando o fogo come\u00e7ou em apenas um local espec\u00edfico. Nesse caso, os investigadores conseguem determinar um ponto de origem preciso (<strong>FOCO INICIAL<\/strong>), geralmente em uma \u00e1rea restrita do local afetado (<strong>ZONA DE ORIGEM<\/strong>). A partir desse ponto inicial, o fogo se espalha de maneira mais ou menos uniforme em uma \u00fanica dire\u00e7\u00e3o, podendo se alastrar por uma determinada \u00e1rea, mas sempre originando-se de um \u00fanico foco inicial.<br><br>A caracteriza\u00e7\u00e3o de um inc\u00eandio como \u201c<strong>monofoco\u201d<\/strong> \u00e9 importante para a investiga\u00e7\u00e3o, pois pode indicar causas mais espec\u00edficas e, geralmente, \u00e9 mais f\u00e1cil de rastrear as circunst\u00e2ncias que levaram ao in\u00edcio do fogo. Essa determina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode influenciar as estrat\u00e9gias de combate ao inc\u00eandio, j\u00e1 que o foco est\u00e1 concentrado em uma \u00fanica \u00e1rea.<br><br> J\u00e1 um inc\u00eandio \u00e9 considerado \u201c<strong>multifoco\u201d<\/strong> quando tem v\u00e1rias origens dispersas, ou seja, quando o fogo come\u00e7ou em diferentes locais, independentemente, dentro de uma mesma \u00e1rea ou estrutura. Nesse caso, os investigadores identificam m\u00faltiplos pontos de origem em diferentes \u00e1reas afetadas.<br><br> O inc\u00eandio \u201c<strong>multifoco<\/strong>\u201d pode ser mais desafiador de investigar e combater, pois h\u00e1 mais de uma fonte de propaga\u00e7\u00e3o do fogo. Cada foco inicial pode ter suas pr\u00f3prias causas e, o fogo pode se espalhar em dire\u00e7\u00f5es variadas, criando uma situa\u00e7\u00e3o complexa para os Bombeiros e Peritos.<br><br> No espec\u00edfico caso em tela, diante do padr\u00e3o de queima das paredes, \u00e9 poss\u00edvel identificar que trata-se de um \u00fanico <strong>FOCO INICIAL<\/strong>, portanto sendo caracterizado como \u201c<strong>monofoco<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da fonte de igni\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\n&#8220;<strong>fonte de igni\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8221;\n\u00e9 um termo usado pelos profissionais de inc\u00eandio e especialistas em\npreven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios para se referir a um agente, equipamento ou\ndispositivo que \u00e9 capaz de iniciar um inc\u00eandio. Em outras palavras,\n\u00e9 uma fonte que possui energia suficiente para iniciar a combust\u00e3o\nde materiais combust\u00edveis ou inflam\u00e1veis ao seu redor.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Fonte de igni\u00e7\u00e3o competente:<\/strong> fonte de calor capaz de transferir a um material combust\u00edvel uma quantidade de energia suficiente ao ponto que a sua temperatura atinja a temperatura de igni\u00e7\u00e3o. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nprov\u00e1vel\n&#8220;<strong>fonte de igni\u00e7\u00e3o\ncompetente<\/strong>&#8221; do\ncaso em tela, diante dos limitados elementos de an\u00e1lise, utilizando\nos m\u00e9todos indutivo e sequentemente redutivo,\nd\u00e1-se do superaquecimento do metal da fia\u00e7\u00e3o que transferiu calor\n\u00e0 capa de dos condutores, que\naqueceram ao ponto de igni\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, surgimento do fogo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Do objeto causador<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\ntermo &#8220;<strong>objeto causador<\/strong>&#8221; \u00e9 frequentemente utilizado\nem manuais de per\u00edcia de inc\u00eandio e em investiga\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de\ninc\u00eandios. Refere-se a qualquer objeto, material ou agente que\ndesempenha um papel significativo no in\u00edcio ou propaga\u00e7\u00e3o do fogo.\nEsses objetos causadores podem variar de acordo com o contexto do\ninc\u00eandio e podem ser cruciais para determinar a causa e a origem do\nfogo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Objeto causador:<\/strong> equipamento ou dispositivo que deu in\u00edcio ao inc\u00eandio. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Devidamente deliberado no item <strong>16.7.9 Das inconsist\u00eancias encontradas nos As Built<\/strong>, um ponto de maior fragilidade foi identificado, apresentando o v\u00ednculo de maior inseguran\u00e7a do sistema. Trata-se da aus\u00eancia do kit de prote\u00e7\u00e3o entre inversor solar e transformador de pot\u00eancia. Conforme explicado no subitem espec\u00edfico, a liga\u00e7\u00e3o direta entre OPP e Transformador, utilizando tens\u00e3o de 380 Volts, sem a devida prote\u00e7\u00e3o com disjuntores e\/ou fus\u00edveis e talvez DRs, somando a fato de encontra-se exatamente no foco inicial, eleva esta interconex\u00e3o como forte candidato a <strong>objeto causador<\/strong>.<br><br> O prov\u00e1vel &#8220;<strong>objeto causador<\/strong>&#8221; do processo em tela, diante dos limitados elementos de an\u00e1lise, utilizando os m\u00e9todos indutivo e consequentemente redutivo, denomina-se cabo condutor de eletricidade localizados entre o inversor (OPP) e o transformador de pot\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Do alastramento ou propaga\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nVoltando\n\u00e0 imagem 05\n\u00e9 poss\u00edvel observar que o transformador de pot\u00eancia foi instalado\nbem pr\u00f3ximo \u00e0 parede, aqui denominada parede-corta-fogo. Tamb\u00e9m \u00e9\nn\u00edtido que encostado \u00e0 parede encontra-se um pilar de madeira,\nconhecido material combust\u00edvel, onde\npara conectar aos terminais do transformador foi necess\u00e1rio lan\u00e7ar\ncabeamento pr\u00f3ximo, sen\u00e3o sobre, \u00e0 sapata da viga, tamb\u00e9m de\nmadeira. A Fig. 8 de\nNum. 109729442, transferida para a imagem 07\na seguir, demonstra bem\ntal situa\u00e7\u00e3o, onde o pilar lateral e visivelmente chamuscado pelo\nfogo, encontra-se sobre\numa sapata (peda\u00e7o de madeira), tamb\u00e9m superficialmente\ncarbonizada, localizados\nmuito pr\u00f3ximos do cabeamento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Propaga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandio:<\/strong> movimento do fogo de um lugar para outro. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"709\" height=\"534\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2053\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-4.png 709w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-4-300x226.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><figcaption>  Imagem 07 \u2013 Fig 8 de ID Num. 109729442. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Como \u00e9 poss\u00edvel observar na imagem 07, imediatamente anterior, o transformador encontrava-se instalado muito pr\u00f3ximo ao pilar e sapata de madeira, vide marca\u00e7\u00f5es em vermelho. As cetas em azul apresentam os suportes (p\u00e9s) do transformador, demonstrando a proximidade. J\u00e1 a imagem 08, representada pela Fig. 1 de ID 109729442, transferida a seguir, demonstra com mais proximidade e nitidez a sapata, o pilar, o chamuscado e todo material plasticamente deformado (derretido). Nesta imagem \u00e9 poss\u00edvel observar tamb\u00e9m a fia\u00e7\u00e3o acumulada no canto inferior da parede-corta-fogo, onde encontra-se a aqui denominada coluna vertical lim\u00edtrofe de fogo que a Corpora\u00e7\u00e3o de Bombeiros denomina em seu manual como <strong>ZONA DE ORIGEM<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"608\" height=\"812\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2054\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-5.png 608w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-5-225x300.png 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><figcaption>   Imagem 08 \u2013 Fig. 1 de ID Num. 109729442.  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> De toda constru\u00e7\u00e3o l\u00f3gica disposta at\u00e9 aqui, resta de f\u00e1cil compreens\u00e3o que se o fogo se concentrou neste local, indutivamente por m\u00e9todo hipot\u00e9tico-dedutivo \u00e9 t\u00e1cito afirmar que a <strong>ZONA DE ORIGEM<\/strong> se deu exatamente nesta regi\u00e3o apontada pela ceta azul. Apreciando com mais proximidade o lado mais chamuscado da sapata, \u00e9 poss\u00edvel perceber que o ponto de maior temperatura se deu exatamente na parte inferior desta coluna vertical lim\u00edtrofe de fogo, pois tanto o lado esquerdo da sapata quanto o lado esquerdo da parte inferior do pilar de madeira encontram-se mais carbonizados do que a parte superior do pilar.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da afastabilidade dos condutores CC<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nInicialmente\n\u00e9 importante atrelar baixa probabilidade de igni\u00e7\u00e3o,\ncurto-circuito, nos condutores de corrente cont\u00ednua (CC), aqueles\nque transportam a energia dos m\u00f3dulos fotovoltaicos, instalados no\ntelhado do im\u00f3vel sinistrado, at\u00e9 o inversor solar, pois um\ncurto-circuito neste condutor, devido sua consider\u00e1vel dist\u00e2ncia,\nproporcionaria superaquecimento entre o ponto de curto-circuito e os\nm\u00f3dulos, deformando-os n\u00e3o somente pelas chamas, mas tamb\u00e9m com\nind\u00edcios de superaquecimento. Lembrando que entre os m\u00f3dulos\nfotovoltaicos e a stringbox inexiste qualquer equipamento de\nseguran\u00e7a. Em resumo, tal curto-circuito geraria deformidade nos\nm\u00f3dulos fotovoltaicos, o que n\u00e3o transparece nos documentos da\n<strong>REQUERENTE<\/strong>. Noutra ponta, se o curto-circuito ocorresse entre\na stringbox e o inversor (<strong>OPP<\/strong>), seria interrompido pelos\ndisjuntores CC de cada string, caso estivessem em perfeito\ndimensionamento, isto \u00e9, configurado com pot\u00eancia abaixo da\ncorrente de curto da soma dos m\u00f3dulos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da afastabilidade do inversor (OPP)<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\n\u00c9\nimportante atrelar baixa probabilidade de igni\u00e7\u00e3o interna ao\ninversor (<strong>OPP<\/strong>), pois um curto-circuito neste equipamento\ngeraria superaquecimento interno e, devido ao alto fluxo energ\u00e9tico\npor este permitido, facilmente incendiaria. Estando demonstrado pelo\nlaudo da <strong>REQUERIDA<\/strong> que o mesmo estava em condi\u00e7\u00f5es visuais\nconsideravelmente normais, afasta-se tal possibilidade.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da afastabilidade dos terminais do transformador<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\n\u00c9\nimportante afastar a possibilidade de igni\u00e7\u00e3o, curto-circuito,\npelos terminais do transformador de pot\u00eancia, representado na Fig.\n17 de Num. 109729442, pois se o fogo tivesse iniciado neste exato\nponto, teriam as capas dos condutores mais pr\u00f3ximas aos terminais,\nsido consumidas em sua totalidade, exatamente como alguns cent\u00edmetros\nabaixo. Vide Fig. 17\ntransferida para a imagem 09\na seguir:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2056\" width=\"572\" height=\"614\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-6.png 284w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-6-279x300.png 279w\" sizes=\"auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px\" \/><figcaption>  Imagem 09 \u2013 Terminais do transformador de pot\u00eancia. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Como \u00e9 poss\u00edvel observar na imagem 09, imediatamente anterior, o material isolante dos cabos encontram-se parcialmente consumidos na conex\u00e3o com os terminais, parte de cima da foto marcada de vermelho e, o material isolante dos cabos alguns cent\u00edmetros mais abaixo, marcado de azul, encontra-se totalmente consumido, demonstrando que o fogo atingiu majoritariamente os cabos externos ao compartimento dos terminais que, por ser protegido por uma tampa met\u00e1lica, protegeu o seu interior.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Das inconsist\u00eancias encontradas nos As Built<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Atrav\u00e9s de uma minuciosa an\u00e1lise dos projetos As Built, apresentado em complementa\u00e7\u00e3o documental pela <strong>REQUERENTE<\/strong>, algumas inconsist\u00eancias foram detectadas e s\u00e3o tratadas a seguir.<br><br> <strong>Sobretens\u00e3o<\/strong><br><br> Nos documentos apresentados pela <strong>REQUERENTE<\/strong> em complementa\u00e7\u00e3o documental de IDs 9738197719, 9738222204, 9738209776, 9738225853, \u00e9 poss\u00edvel observar um projeto com 40 m\u00f3dulos ligados em s\u00e9rie que somados atingem aproximadamente 1.496 Volts, ultrapassando a capacidade m\u00e1xima de entrada do inversor (OPP), limitado a 1.000 Volts (Num. 9738205976 &#8211; P\u00e1g. 2).<br><br><strong>Memorial de c\u00e1lculos:<\/strong><br><br> Em datasheet (ficha t\u00e9cnica) do m\u00f3dulo fotovoltaico marca Canadian Solar e modelo 335P (Num. 9738198293 \u2013 P\u00e1g. 2), a tens\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o data de 37,4 Volts. Utilizando a lei de Kirchhoff e o princ\u00edpio da conserva\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, \u00e9 poss\u00edvel calcular o valor final da tens\u00e3o em um circuito em s\u00e9rie que chegar\u00e1 ao inversor, basicamente somando as tens\u00f5es de cada m\u00f3dulo fotovoltaico. Desta forma tense 37,4 x 40 = 1.496 Volts.<br><br><strong>Subdimensionamento dos kit de prote\u00e7\u00e3o da stringbox<\/strong><br><br>Continuando no diagrama unifilar de ID 9738197719, \u00e9 poss\u00edvel identificar um erro de projeto ao dimensionar o porta fus\u00edvel, os disjuntores o cabeamento e os DPSs (CC), todos nos stringboxs descrito como \u201c<strong>PROTE\u00c7\u00d5ES CC<\/strong>\u201d. Se a string n: 2 possui 40 m\u00f3dulos em s\u00e9rie totalizando 1.496 Volts, n\u00e3o poderiam os dispositivos de prote\u00e7\u00e3o figurarem tens\u00e3o nominal de 1.000 Volts, pois com certeza sofreriam danos.<br><br><strong>Corre\u00e7\u00e3o da sobretens\u00e3o e subdimensionamento dos kit de prote\u00e7\u00e3o<\/strong><br><br>Nos documentos seguintes, de IDs 9738209776 e 9738225853, tem-se uma redu\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros de m\u00f3dulos de 40 para 20 m\u00f3dulos, o que corrigiria o problema do superdimensionamento da tens\u00e3o.<br><br><strong>Diverg\u00eancia dimensional dos cabos CC<\/strong><br><br>No documento intitulado \u201c<em><strong>UNIDADE DE MICROGERA\u00c7\u00c3O DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA CONECTADA \u00c0 REDE EL\u00c9TRICA<\/strong><\/em>\u201d, apresentado pela <strong>REQUERENTE<\/strong> em ID 9738212958, dimensiona em sua \u201c<em><strong>tabela 1<\/strong><\/em>\u201d a capacidade do cabo CC em 35 mm\u00b2, por\u00e9m voltando ao diagrama unifilar de ID 9738197719, percebe-se a figura\u00e7\u00e3o dos mesmos cabos CC com a configura\u00e7\u00e3o de 6mm\u00b2.  <br><br><strong>Aus\u00eancia do kit prote\u00e7\u00e3o entre inversor solar e transformador de pot\u00eancia<\/strong> <br><br>Um dos fatos mais importante identificado no <strong>As Built<\/strong> de ID 9738197719, foi a aus\u00eancia do kit prote\u00e7\u00e3o entre o inversor solar (OPP) e o transformador de pot\u00eancia, denominado Trasnformador Trif\u00e1sico no documento. Principalmente por ser o local de maior tens\u00e3o el\u00e9trica, atingindo 380 Volts, era esperado no m\u00ednimo deter um dispositivo de prote\u00e7\u00e3o contra sobretens\u00e3o, corrente e temperatura em cada cabo condutor, por\u00e9m no projeto em quest\u00e3o est\u00e3o ausentes, tornando este o ponto de maior n\u00edvel de inseguran\u00e7a encontrado no projeto apresentado, desafiando v\u00e1rios pontos das normativas de seguran\u00e7a das quais destaca algumas a seguir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"521\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-26-1024x521.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2106\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-26-1024x521.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-26-300x153.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-26-768x391.png 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-26.png 1371w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagem inserida somente no artigo para o leitor ter no\u00e7\u00e3o do projeto e entender a quest\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>1.1<\/strong> Esta Norma estabelece as condi\u00e7\u00f5es a que devem satisfazer as instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas de baixa tens\u00e3o, a fim de <strong>garantir<\/strong> a seguran\u00e7a de pessoas e animais, <strong>o funcionamento adequado da instala\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o dos bens.<\/strong><\/p><p> <strong>4.1.2 Prote\u00e7\u00e3o contra efeitos t\u00e9rmicos<\/strong><\/p><p> A instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica deve ser concebida e constru\u00edda de maneira a excluir qualquer risco de inc\u00eandio de materiais inflam\u00e1veis, devido a temperaturas elevadas ou arcos el\u00e9tricos. Al\u00e9m disso, em servi\u00e7o normal, n\u00e3o deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais.  <\/p><p> <strong>4.1.3 Prote\u00e7\u00e3o contra sobrecorrentes<\/strong><\/p><p> As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicita\u00e7\u00f5es eletromec\u00e2nicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam ser submetidos.  <\/p><p> <strong>4.1.5 Prote\u00e7\u00e3o contra sobretens\u00f5es<\/strong><\/p><p> <br> As pessoas, os animais e os <strong>bens devem ser protegidos<\/strong> contra as conseq\u00fc\u00eancias prejudiciais de ocorr\u00eancias que possam resultar em sobretens\u00f5es, como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tens\u00f5es, fen\u00f4menos atmosf\u00e9ricos e manobras.<\/p><p> <strong>4.2.5 Divis\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/p><p> <strong>4.2.5.1<\/strong> A instala\u00e7\u00e3o deve ser dividida em tantos circuitos quantos necess\u00e1rios, devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimenta\u00e7\u00e3o inadvertida atrav\u00e9s de outro circuito.<\/p><p> <strong>4.2.5.2<\/strong> A divis\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o em circuitos deve ser de modo a atender, entre outras, \u00e0s seguintes exig\u00eancias:<\/p><p> a) seguran\u00e7a \u2014 por exemplo, evitando que a falha em um circuito prive de alimenta\u00e7\u00e3o toda uma \u00e1rea; <\/p><cite> (ABNT NBR 5410\/2004 vers\u00e3o corrigida de 2008) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Da exist\u00eancia de kit de prote\u00e7\u00e3o entre m\u00f3dulos fotovoltaicos (placas) e inversor solar (OPP), da exist\u00eancia de kit de prote\u00e7\u00e3o entre o transformador de pot\u00eancia (TRAFO) e o quadro geral de distribui\u00e7\u00e3o existente (QDP), ausentando-se somente o kit de prote\u00e7\u00e3o entre OPP e TRAFO, torna-se este o ponto de maior fragilidade por suportar consider\u00e1vel diferencial de pot\u00eancia (380V) sem a prote\u00e7\u00e3o dos tradicionais dispositivos de seguran\u00e7a como disjuntores, fus\u00edveis e talvez DPSs e DRs.<br><br> <strong>Conclus\u00e3o da an\u00e1lise das inconsist\u00eancias do As Buit<\/strong><br><br> Devido \u00e0 insufici\u00eancia descritiva do <strong>As Built,<\/strong> aus\u00eancia da atualiza\u00e7\u00e3o do projeto unifilar, de fotografias e\/ou filmagens da instala\u00e7\u00e3o final, fica este Perito impossibilitado de confirmar se a estrutura implantada estava ou n\u00e3o devidamente dimensionada e em conformidade normativa.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da constata\u00e7\u00e3o da inflamabilidade do PVC<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nRealizando\numa busca por bibliografia externa para deliberar sobre a\ninflamabilidade do PVC, descobriu que o PVC antichamas \u00e9 realmente\ninflam\u00e1vel, mas n\u00e3o propaga chamas, extinguindo-se o fogo assim que\no calor da fonte cessa. Assim n\u00e3o poderia ter o PVC iniciado o\ninc\u00eandio ou sido o causador principal da igni\u00e7\u00e3o e\/ou do\nalastramento.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Estudo da AFAP<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nprimeiro e mais significativo estudo encontrado na internet, foi o\ninformativo AFAP\/Jul\/2018, disponibilizado pela AFAP (Associa\u00e7\u00e3o\nBrasileira dos Fabricantes de Perfis de PVC para Constru\u00e7\u00e3o Civil),\ndispon\u00edvel no link\u00b2 a seguir, acessado dia 11 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<p> Link\u00b2: <a href=\"http:\/\/afap.org.br\/imagens\/arquivo\/1533670426-Esclarecimentos-sobre-a-seguranAa-contra-incAndios-na-utilizaAAo-de-perfis-de-PVC-rAgido-para-forros-na-construAAo-civil.pdf\">Link do site da AFAP<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nestudo provou que o material empregado no PVC se encaixa nas\nexig\u00eancias da classe IIA, podendo ser aplicado at\u00e9 em cozinhas e\nrotas de fugas\/sa\u00edda de emerg\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>O perfil de PVC para forro atende as exig\u00eancias de seguran\u00e7a contra inc\u00eandio?<\/strong>  <\/p><p> Sim! A Instru\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica N\u00ba. 10\/2018 \u2013 \u201cControle de materiais de acabamento e de revestimento\u201d, do Corpo de Bombeiros de S\u00e3o Paulo, exige que os materiais utilizados para acabamento e revestimento do teto\/forro atendam a classe I, II A ou III A. (N\u00e3o \u00e9 permitido o uso do material com classe III A em cozinhas). As rotas de fuga e sa\u00eddas de emerg\u00eancia s\u00f3 podem utilizar materiais classificados como I ou IIA. Especificamente nas sa\u00eddas de emerg\u00eancia, os materiais de classe IIA deve atender a (Dm \u2264 100). Estas exig\u00eancias se aplicam em quaisquer edifica\u00e7\u00f5es com \u00e1rea superior a 750m2 e altura superior a 12m.  <\/p><p> A norma de desempenho ABNT NBR 15575-5 estabelece que ambas as superf\u00edcies de forros, devem classificar-se como I, IIA ou IIIA. No caso de cozinhas, a classifica\u00e7\u00e3o deve ser IA ou IIA. Estas exig\u00eancias se aplicam a sistemas de coberturas para edifica\u00e7\u00f5es habitacionais.  <\/p><p> O forro de PVC \u00e9 classificado como II A (\u00cdndice de propaga\u00e7\u00e3o superficial de chama (Ip \u2264 25)* e densidade espec\u00edfica \u00f3tica m\u00e1xima (Dm \u2264 450)), em rela\u00e7\u00e3o aos ensaios de rea\u00e7\u00e3o ao fogo, atendendo a classifica\u00e7\u00e3o exigida na Instru\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica N\u00ba. 10. <\/p><cite> (Informativo AFAP\/Jul\/2018) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Instru\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica N\u00b0 10\/2018 <\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nInstru\u00e7\u00e3o\nnormativa ou instru\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica N\u00b0 10\/2018 da Secretaria de Estado\ndos Neg\u00f3cios da Seguran\u00e7a P\u00fablica, Pol\u00edcia Militar do Estado de\nS\u00e3o Paulo, Corpo de Bombeiros, intitulada Controle de materiais de\nacabamento e revestimento, citada no estudo anterior, tem como\nobjetivo principal o que segue:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Estabelecer as condi\u00e7\u00f5es a serem atendidas pelos materiais de acabamento e de revestimento empregados nas edifica\u00e7\u00f5es, para que, na ocorr\u00eancia de inc\u00eandio, restrinjam a propaga\u00e7\u00e3o de fogo e o desenvolvimento de fuma\u00e7a, atendendo ao previsto no Regulamento de seguran\u00e7a contra inc\u00eandio das edifica\u00e7\u00f5es e \u00e1reas de risco do Estado de S\u00e3o Paulo. <\/p><cite> (IT10\/2018 CBSP) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAbaixo\nsegue a tabela de classifica\u00e7\u00e3o dos materiais de revestimento\ndefinindo a classe IIA com Ip abaixo de 25 (Ip \u2264 25):<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"490\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-7-1024x490.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2060\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-7-1024x490.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-7-300x144.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-7-768x368.png 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-7.png 1525w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>  Tabela 02 \u2013 Tabela de classifica\u00e7\u00e3o de materiais dispon\u00edvel na IT10\/2018\/CBSP. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\nFonte:<\/p>\n\n\n\n<p> IT10\/2018 CBSP. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.corpodebombeiros.sp.gov.br\/dsci_publicacoes2\/_lib\/file\/doc\/it_10_2018.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Publicado em: 2018. Acesso em: 11 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>OfficeFlex Drywall e Forros<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nempresa Officeflex apresentou um artigo explicando sobre os tipos de\nforros e os perigos de fogo, informando ser auto extingu\u00edvel o\nmaterial do PVC.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Forro de PVC<\/strong>: o PVC \u00e9 um material extremamente vers\u00e1til, sendo utilizado para uma ampla gama de finalidades. Para forros, ele \u00e9 utilizado por oferecer \u00f3timo isolamento t\u00e9rmico, ac\u00fastico e el\u00e9trico, al\u00e9m de ser um material auto extingu\u00edvel, que n\u00e3o propaga as chamas. <\/p><cite> (OFFICEFLEX) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\nFonte:<\/p>\n\n\n\n<p> Officeflex. TIPOS DE FORRO QUE TEM MENOR PERIGO DE PEGAR FOGO? Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.officeflex.com.br\/tipos-de-forro-que-tem-menor-perigo-de-pegar-fogo\/\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 11 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Araforros<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nempresa Araforros tamb\u00e9m informa que os forros PVCs n\u00e3o propagam\nchamas e s\u00e3o auto extingu\u00edvel, queimando somente enquanto existir a\nfonte de calor.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> O Forro de PVC n\u00e3o propaga chamas, ele \u00e9 auto-extingu\u00edvel. Em caso de inc\u00eandio o material ir\u00e1 queimar enquanto houver uma fonte de combust\u00e3o presente, assim que essa fonte for extinta o forro cessa imediatamente de queimar. N\u00e3o gera carga t\u00e9rmica que represente contribui\u00e7\u00e3o decisiva para a amplia\u00e7\u00e3o da severidade do fogo.<br> <br> Desenvolve pequena quantidade de calor e possui baixa densidade \u00f3ptica de fuma\u00e7a, n\u00e3o impedindo a visualiza\u00e7\u00e3o do ambiente. <\/p><cite> (ARAFORROS) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\nFonte:<\/p>\n\n\n\n<p> ARAFORROS. O Forro de PVC propaga chamas em caso de inc\u00eandio?. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.araforros.com.br\/duvida\/11-o-forro-de-pvc-propaga-chamas-em-caso-de-incendio\/\">Link do publicado<\/a>&gt;. Publicado em: 14 fev 2017. Acesso em: 11 fev 2022. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Teste emp\u00edrico<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nSegue\num v\u00eddeo publicado na internet demonstrando o qu\u00e3o resistente ao\nfogo s\u00e3o os forros de PVC.<\/p>\n\n\n\n<p> Marcos Balleiro. TESTE DE FOGO PLACA EPS E PVC CONFIRA. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=a7AnfFUtWfk\">Link do publicado<\/a>&gt;. Publicado em: 26 abr 2019. Acesso em: 11 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\n\t\t<strong>Do\n\t\tcondu\u00edte corrugado antichamas<\/strong>\n\t<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> O condu\u00edte corrugado antichamas, fabricadas de PVC, \u00e9 um componente essencial em sistemas de condu\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, especialmente em ambientes que exigem prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios. Ela \u00e9 projetada para proteger os cabos el\u00e9tricos que passam por ela, oferecendo uma camada adicional de seguran\u00e7a contra inc\u00eandios e poss\u00edveis danos causados pelo fogo.<br><br> Aqui est\u00e3o algumas formas pelas quais o condu\u00edte corrugado antichamas desempenha seu papel protetor:<br><br> <strong>Material Resistente ao Fogo:<\/strong> o condu\u00edte corrugado antichamas \u00e9 fabricada com materiais resistentes ao fogo, geralmente compostos de pol\u00edmeros de alta qualidade. Esses materiais t\u00eam a capacidade de retardar a propaga\u00e7\u00e3o das chamas, evitando que o fogo se espalhe rapidamente atrav\u00e9s do condu\u00edte.<br><br> <strong>Isolamento T\u00e9rmico:<\/strong> o condu\u00edte corrugado antichamas possui propriedades de isolamento t\u00e9rmico, o que significa que ela ajuda a minimizar a transfer\u00eancia de calor dos cabos el\u00e9tricos para o ambiente externo em caso de inc\u00eandio. Isso \u00e9 especialmente importante para evitar que o fogo atinja outras partes da estrutura ou cause danos maiores.<br><br> <strong>Prote\u00e7\u00e3o Mec\u00e2nica:<\/strong> Al\u00e9m de prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios, o condu\u00edte corrugado antichamas tamb\u00e9m oferece prote\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica aos cabos el\u00e9tricos. A sua superf\u00edcie corrugado e dur\u00e1vel protege os cabos contra impactos, esmagamentos e outros danos f\u00edsicos que possam ocorrer durante a instala\u00e7\u00e3o ou o uso.<br><br> <strong>Resist\u00eancia a Produtos Qu\u00edmicos:<\/strong> Alguns modelos de condu\u00edte corrugado antichamas possuem propriedades adicionais, como resist\u00eancia a produtos qu\u00edmicos corrosivos. Isso protege os cabos el\u00e9tricos n\u00e3o apenas do fogo, mas tamb\u00e9m de subst\u00e2ncias que poderiam danific\u00e1-los ou comprometer sua integridade.<br><br> <strong>Conformidade com Normas de Seguran\u00e7a:<\/strong> os condu\u00edtes corrugados antichamas s\u00e3o projetadas e fabricadas em conformidade com as normas de seguran\u00e7a el\u00e9trica e de combate a inc\u00eandios, garantindo que elas atendam aos padr\u00f5es exigidos e proporcionem a prote\u00e7\u00e3o adequada.<br><br> Seguem alguns v\u00eddeos de testes com condu\u00edtes corrugados antichamas demonstrando seu n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o pois n\u00e3o provoca igni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p> Mundo da El\u00e9trica. ELETRODUTO pega FOGO? Sua casa corre PERIGO? Testamos o eletroduto!. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XIoXa-H36Zc\">Link do v\u00eddeo<\/a>&gt;. Publicado em: 20 Ag 2019. Acessado em: 31 Jul 2023.  <\/p>\n\n\n\n<p> Engehall El\u00e9trica. \u00c9 NISSO que D\u00c1, comprar ELETRODUTO BARATO!. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=b7C2a4dKcxE\">Link do v\u00eddeo<\/a>&gt;. Publicado em: 14 Jan 2021. Acessado em: 31 Jul 2023.  <\/p>\n\n\n\n<p> Davi Silva El\u00e9trica &amp; Cia. Eletroduto\/Condu\u00edte Antichamas NBR 15465. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zVhXIbdYpAw\">Link do v\u00eddeo<\/a>&gt;. Publicado em: 17 Set 2020. Acessado em: 31 Jul 2023.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Em resumo, o condu\u00edte corrugado antichamas \u00e9 uma medida de seguran\u00e7a essencial para a instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica em locais que requerem prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios. Sua capacidade de resistir ao fogo, isolar termicamente os cabos e oferecer prote\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica \u00e9 fundamental para evitar inc\u00eandios desastrosos e proteger a estrutura e os ocupantes de danos significativos. \u00c9 importante garantir que o condu\u00edte utilizado esteja de acordo com as especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e normas aplic\u00e1veis para garantir uma prote\u00e7\u00e3o eficiente e confi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Por que os condu\u00edtes corrugados n\u00e3o interromperam o inc\u00eandio?<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Conforme preteritamente explanado, o ideal \u00e9 que os sistemas de seguran\u00e7a preventivos evitassem o curto-circuito, portanto a igni\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio, por\u00e9m, se da falha destes houver igni\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios outros sistemas de seguran\u00e7a corretivos podem auxiliar, como \u00e9 o caso do condu\u00edte corrugado antichamas de PVC. Como \u00e9 poss\u00edvel verificar em fotografia denominada Fig. 19 de Num. 109729442 \u2013 P\u00e1g. 12, reproduzida logo a seguir como Fotografia 01, os condutores de eletricidade a\u00e9reos internos instalados no s\u00f3t\u00e3o da resid\u00eancia foram protegidos por condu\u00edtes corrugados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"781\" height=\"588\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2062\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-8.png 781w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-8-300x226.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-8-768x578.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nDa\nfotografia 01,\nimediatamente anterior, \u00e9 poss\u00edvel identificar por m\u00e9todo\nde pesquisa cient\u00edfica\nhipot\u00e9tico-dedutiva\nindireta\nque\na maioria, sen\u00e3o totalidade, dos <strong>condutores\n<\/strong><strong>a\u00e9reos<\/strong>\nencontravam-se\nprotegidos por condu\u00edte corrugado de PVC. Outra afirmativa poss\u00edvel,\ntamb\u00e9m utilizando o mesmo m\u00e9todo, \u00e9 que os condu\u00edtes corrugados\nde PVC em tela eram antichamas, sen\u00e3o teriam propagado o fogo por\nsua totalidade ao ponto de n\u00e3o sobrar material (PVC),\ncoadunando\ncom o\nitem\n5.2.2.2.3 al\u00ednea\n\u201cc\u201d\nda NBR5410.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 5.2.2.2.3 Em \u00e1reas comuns, em \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o e em \u00e1reas de concentra\u00e7\u00e3o de p\u00fablico, em locais BD2, BD3 e BD4, as linhas el\u00e9tricas embutidas devem ser totalmente imersas em material incombust\u00edvel, enquanto as linhas aparentes e as linhas no interior de paredes ocas ou de outros espa\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o devem atender a uma das seguintes condi\u00e7\u00f5es:<\/p><p> c) no caso de linhas em condutos fechados, os condutos que n\u00e3o sejam met\u00e1licos ou de outro material incombust\u00edvel devem ser n\u00e3o-propagantes de chama, livres de halog\u00eanios e com baixa emiss\u00e3o de fuma\u00e7a e gases t\u00f3xicos. Na primeira hip\u00f3tese (condutos met\u00e1licos ou de outro material incombust\u00edvel), podem ser usados condutores e cabos apenas n\u00e3o-propagantes de chama; na segunda, devem ser usados cabos n\u00e3o-propagantes de chama, livres de halog\u00eanio e com baixa emiss\u00e3o de fuma\u00e7a e gases t\u00f3xicos. <\/p><cite> (ABNT 5410) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Res\u00edduo de queima de combust\u00e3o ou incinera\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> O material resultante da queima de um material pl\u00e1stico \u00e9 chamado de &#8220;<strong>res\u00edduo de queima<\/strong>&#8220;, &#8220;<strong>res\u00edduo de combust\u00e3o<\/strong>&#8221; ou &#8220;<strong>res\u00edduo de incinera\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;. Esse material \u00e9 a consequ\u00eancia da decomposi\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica dos componentes do pl\u00e1stico durante o processo de combust\u00e3o.<br><br> O res\u00edduo de queima do pl\u00e1stico pode variar significativamente, dependendo da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica espec\u00edfica do pl\u00e1stico queimado e das condi\u00e7\u00f5es do processo de queima. Em geral, os res\u00edduos de queima do pl\u00e1stico s\u00e3o compostos principalmente de cinzas, fuligem e subprodutos gasosos. A cinza \u00e9 composta de materiais inorg\u00e2nicos que n\u00e3o queimaram durante o processo, enquanto a fuligem \u00e9 constitu\u00edda por part\u00edculas de carbono e outros materiais org\u00e2nicos finamente divididos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Como o condu\u00edte extingue o fogo?<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nSe\no fogo iniciar e tentar se espalhar pela fia\u00e7\u00e3o, pois a capa dos\ncondutores el\u00e9tricos podem propagar fogo (<strong>primeiro material\ncombust\u00edvel<\/strong>), ao encontrar um condu\u00edte corrugado antichamas\nser\u00e1 sufocado pela insufici\u00eancia\/aus\u00eancia do material comburente,\nisto \u00e9, do ar (oxig\u00eanio) em seu interior. Como o fogo necessita\ntanto de material combust\u00edvel (capa dos cabos condutores) como de\nmaterial comburente (excitante do fogo) e, consequentemente o fogo\nconsome ambos (comburente e combust\u00edvel), ocorre uma diminui\u00e7\u00e3o da\nporcentagem de oxig\u00eanio no interior do condu\u00edte, resultando na\ninterrup\u00e7\u00e3o da combust\u00e3o, portanto do fogo. \n<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Nas rea\u00e7\u00f5es da combust\u00e3o com oxig\u00eanio como comburente \u00e9 necess\u00e1rio a presen\u00e7a desse g\u00e1s em concentra\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 8%, lembrando que a concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio no ar \u00e9 21% e que para haver chamas \u00e9 necess\u00e1rio m\u00ednimo de 15% de O2. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\ninterrup\u00e7\u00e3o se d\u00e1 pela aus\u00eancia de comburente (ar), pois o fogo\nconsome o ar do interior do condu\u00edte, pela escassez de material\ncombust\u00edvel, pois a capa da fia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 consumida e transformada\nem material n\u00e3o combust\u00edvel (res\u00edduo de queima) e, enfraquecido\nn\u00e3o ter\u00e1 for\u00e7as para incitar o PVC a inflamar, encerrando todo\nprocesso e extinguindo o fogo. \n<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Primeiro material combust\u00edvel:<\/strong> material combust\u00edvel que, ao ser submetido \u00e0 fonte de igni\u00e7\u00e3o competente e na presen\u00e7a de um agente oxidante, deu origem ao fogo inicial . <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Por que o fogo n\u00e3o foi interrompido pelos condu\u00edtes corrugados?<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nDiante\nda explica\u00e7\u00e3o da inflamabilidade dos condu\u00edtes corrugados\nantichamas, considerando que a maioria dos condutores de eletricidade\n(fia\u00e7\u00e3o) encontravam-se protegidos por tais condu\u00edtes, mesmo que o\ncurto-circuito perpetuasse no tempo superaquecendo\no metal,\na m\u00e1xima condi\u00e7\u00e3o poss\u00edvel seria derretimento de todas as partes\npl\u00e1sticas dos condu\u00edtes e capas dos condutores, gerando\nos materiais residuais fracamente combust\u00edveis ou incombust\u00edveis,\nafastando\na possibilidade da igni\u00e7\u00e3o, pois o pl\u00e1stico antichamas\nsuperaquecido se tornaria cinza\nou fuligem\ne o mesmo at\u00e9 poderia inflamar, por\u00e9m por pouco tempo, haja vista\npreexistir\npouco material a\nser consumido. Desta feita \u00e9 poss\u00edvel induzir que al\u00e9m dos cabos\ncondutores expostos na <strong>ZONA\nDE ORIGEM<\/strong>,\nhaveria materiais combust\u00edveis diversos da estrutura el\u00e9trica\n(<strong>segundo\nmaterial combust\u00edvel<\/strong>),\nrespons\u00e1vel por subsidiar a propaga\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Segundo material combust\u00edvel:<\/strong> material combust\u00edvel atingido t\u00e3o logo surgiu o fogo inicial que deu origem ao inc\u00eandio. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\n\t\t<strong>Da\n\t\tresposta 2.5\n\t\tde complementa\u00e7\u00e3o documental ID 9738208107 <\/strong>\n\t\t\n\t<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nSobre\na resposta de n\u00famero 2.5, questionamento da exist\u00eancia do SPDA e\/ou\nan\u00e1lise de risco, o <strong>REQUERENTE<\/strong>\nafirmou que unidades residenciais desnecessitam de projetos PDA,\napresentando de pronto o c\u00e1lculo de an\u00e1lise de risco que afasta tal\nnecessidade. Assim, diante da boa vontade e do esfor\u00e7o empenhado no\ntrabalho de se utilizar programa espec\u00edfico e reconhecido para\nan\u00e1lise de risco, este Perito recepciona tal documento, acolhendo\no afastamento do PDA, pois\ntrata-se de premissa de\ncompet\u00eancia\ndo Profissional\nelaborador.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da resposta 2.7 de complementa\u00e7\u00e3o documental ID 9738208107 <\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p> Nesta resposta o <strong>REQUERENTE<\/strong> alega que devido o laudo da <strong>REQUERIDA<\/strong> afastar  a garantia de seu desempenho e vida \u00fatil, atrelado ao fato de possuir sistemas de seguran\u00e7a internos, que o <strong>OPP<\/strong> teria \u201c<em><strong>condi\u00e7\u00f5es de interromper a gera\u00e7\u00e3o abrindo-se o circuito ou desligando o equipamento em caso de par\u00e2metros de entrada indesej\u00e1veis. Dessa evitaria a propaga\u00e7\u00e3o ou in\u00edcio do inc\u00eandio.<\/strong><\/em>\u201d.<br><br> Analisando a resposta em tela, entende realmente que o <strong>OPP<\/strong> possui tamb\u00e9m esta fun\u00e7\u00e3o em casos espec\u00edficos e pontuais, como se o curto-circuito ocorrer no lado CA e a \u00fanica fonte de energia fluir pelo inversor. Por\u00e9m, al\u00e9m de n\u00e3o ser a fun\u00e7\u00e3o principal dos inversores, n\u00e3o seria capaz de proteger um curto ocorrido no lado CC, onde a corrente flui entre m\u00f3dulos (placas fotovoltaicas) e o curto, impossibilitando o inversor de atuar ou n\u00e3o importando sua atua\u00e7\u00e3o, pois mesmo identificando tal indesejabilidade nada poderia fazer. Ademais a capacidade de condu\u00e7\u00e3o de corrente do <strong>OPP<\/strong> \u00e9 de 20 amperes, portanto o mesmo somente atuaria se tal valor fosse ultrapassado, respeitando respectivas margens de seguran\u00e7a. Desta feita, mesmo se houvesse um curto-circuito no lado CA, o inversor somente atuaria ao ultrapassar 20 amperes de corrente, o que j\u00e1 seria mais que o bastante para encandecer os cabos condutores de eletricidade e iniciar fogo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da impossibilidade de reconstru\u00e7\u00e3o da cena \u2013 reconstitui\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\n<strong>reconstru\u00e7\u00e3o<\/strong>\nda cena pr\u00e9 inc\u00eandio, analogamente\ncomparada \u00e0 reconstitui\u00e7\u00e3o criminal da \u00e1rea penal, \u00e9\numa etapa crucial na investiga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios e desempenha um\npapel fundamental no levantamento de hip\u00f3teses para determinar a\ncausa e as circunst\u00e2ncias que levaram ao incidente. Essa\n<strong>reconstru\u00e7\u00e3o<\/strong>\nvisa obter uma vis\u00e3o abrangente e precisa das condi\u00e7\u00f5es, eventos e\nfatores que estavam presentes antes do in\u00edcio do inc\u00eandio. \n<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Reconstru\u00e7\u00e3o:<\/strong> processo de recria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de pr\u00e9inc\u00eandio no cen\u00e1rio investigado com a utiliza\u00e7\u00e3o de materiais ou elementos estruturais comburidos, removidos ou deslocados encontrados durante a coleta de dados na cena do inc\u00eandio. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Com a impossibilidade da vistoria do local do sinistro por parte deste Perito, ficou comprometida esta etapa de coleta e reconstru\u00e7\u00e3o da cena pr\u00e9 inc\u00eandio, o que poderia gerar evid\u00eancias e\/ou ind\u00edcios cruciais.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da aus\u00eancia do laudo pericial de inc\u00eandio<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Para ser devidamente aceito perante a comunidade pericial, a Corpora\u00e7\u00e3o deveria ter apresentado algum relat\u00f3rio, parecer ou laudo pericial determinando os detalhes, causas e motivos do inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Como conceito, o laudo pericial \u00e9 a pe\u00e7a documental oriunda da investiga\u00e7\u00e3o e per\u00edcia em inc\u00eandio, com o objetivo de identificar a origem e a causa do inc\u00eandio, e ainda, verificar fatores e circunst\u00e2ncias necess\u00e1rias \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o dos fatos, por meio do registro das t\u00e9cnicas utilizadas para a determina\u00e7\u00e3o da origem e causa do inc\u00eandio, bem como a extens\u00e3o e valora\u00e7\u00e3o dos danos, quando poss\u00edvel. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p> O laudo dever-se-\u00e1 ser dividido em duas partes principais, a parte que \u00e9 obrigat\u00f3ria a todos os laudos periciais, que envolve a coleta, exame e an\u00e1lise de dados e eventos com o intuito de se estabelecer, com o devido nexo de causalidade, a origem e a causa do inc\u00eandio e, os descritivos e documentos complementares, aqueles que trar\u00e3o mais peso e explica\u00e7\u00f5es adicionais aos fatos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> O laudo \u00e9 composto de partes obrigat\u00f3rias para determina\u00e7\u00e3o da origem e causa do inc\u00eandio, e de partes complementares as quais esclarecem as circunst\u00e2ncias em que o inc\u00eandio ocorreu e corroboram com as an\u00e1lises feitas. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nlaudo\npericial de inc\u00eandio deveria ser composto por descritivo detalhado\nda cena pericial, apresentando fotografias, croquis, filmagens, entre\noutros itens importantes para perpetuar os dados coletados para\nfuturas confer\u00eancias, como uma segunda per\u00edcia por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Considerando que o laudo pericial precisa registrar o processo para determina\u00e7\u00e3o da origem, da causa e os fatos e circunst\u00e2ncias que proporcionaram o surgimento, o desenvolvimento e a extin\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio, deve ser composto por:<\/p><p> Parte escrita;  <\/p><p> Fotos; <\/p><p> Croquis; <\/p><p> Filmagens; <\/p><p> Eventuais anexos, desde que relevantes para o esclarecimento do sinistro. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal)  <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nConforme\no Manual\nde per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es do\nCorpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, pg.\n36,\ns\u00e3o\nobrigat\u00f3rios nos laudos periciais de inc\u00eandios, os seguintes itens:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\n\ta)\n\tDados gerais;\n\t<\/li><li>\n\tb)\n\tDescri\u00e7\u00e3o geral do local incendiado;\n\t<\/li><li>\n\tc)\n\tExames realizados;\n\t<\/li><li>\n\td)\n\tDetermina\u00e7\u00e3o da origem do inc\u00eandio;\n\t<\/li><li>\n\te)\n\tDetermina\u00e7\u00e3o da Causa do Inc\u00eandio;\n\t<\/li><li>\n\tf)\n\tPropaga\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio;\n\t<\/li><li>\n\tg)\n\tConclus\u00e3o;\n\t<\/li><li>\n\th)\n\tCausa;\n\t<\/li><li>\n\ti)\n\tFotos;\n\t<\/li><li>\n\tj)\n\tDescri\u00e7\u00e3o do objeto causador;\n\t<\/li><li>\n\tk)\n\tFen\u00f4menos do inc\u00eandio;\n\t<\/li><li>\n\tl)\n\tCarga de inc\u00eandio;\n\t<\/li><li>\n\tm)\n\tAn\u00e1lises e exames complementares;\n\t<\/li><li>\n\tn)\n\tPreven\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio;\n\t<\/li><li>\n\to)\n\tProdutos perigosos;\n\t<\/li><li>\n\tp)\n\tColeta de depoimentos;\n\t<\/li><li>\n\tq)\n\tQuantidade de pessoas envolvidas;\n\t<\/li><li>\n\tr)\n\tInforma\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s v\u00edtimas;\n\t<\/li><li>\n\ts)\n\tValora\u00e7\u00e3o de danos;\n\t<\/li><li>\n\tt)\n\tOutras considera\u00e7\u00f5es;\n\t<\/li><li>\n\tu)\n\tAnexos.\n<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nManual\nde per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es do\nCorpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, \u00e9\napresentado aqui como um paradigma operacional, cumprindo o exigido\npelo Art. 473, Inc. III do CPC\/15.<\/p>\n\n\n\n<p>\nFontes:<\/p>\n\n\n\n<p> Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es: conhecimentos gerais \/ Diretoria de Investiga\u00e7\u00e3o de Inc\u00eandio \u2013 Bras\u00edlia: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, 2019. 310 p. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.cbm.df.gov.br\/downloads\/edocman\/file_5e21f5896b722_I-Conhecimentos%20Gerais%20-%20Manual%20de%20Percia%20em%20Incndios%20e%20Exploses.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 12 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<p> NORMA OPERACIONAL n. 16 de 11 de dezembro de 2015. Servi\u00e7o de Investiga\u00e7\u00e3o e Per\u00edcia de Inc\u00eandio. ESTADO DE GOI\u00c1S SECRETARIA DE SEGURAN\u00c7A P\u00daBLICA E ADMINISTRA\u00c7\u00c3O PENITENCI\u00c1RIA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.bombeiros.go.gov.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/NO-16-Per%C3%ADcia.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 12 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da aus\u00eancia da cadeia de cust\u00f3dia<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Para ser devidamente aceito perante a comunidade pericial, o relat\u00f3rio, parecer ou laudo pericial da corpora\u00e7\u00e3o deveria apresentar no m\u00ednimo um ou mais <strong>vest\u00edgios<\/strong> que apontassem a causa presumida.  <br><br>Soares (2021) cita que \u201c<em><strong>Arnes (2018) afirma que o cientista forense \u00e9 respons\u00e1vel pelo estabelecimento de fatos que respondam \u00e0s seguintes quest\u00f5es: O que aconteceu? Como aconteceu? Quem esteve envolvido? Quando aconteceu?<\/strong><\/em>\u201d.<br><br> Se houve curto-circuito (<strong>O que aconteceu<\/strong>), qual foi o dispositivo el\u00e9trico que o causou (<strong>Como aconteceu<\/strong>)? Seria um ferro de passar roupas, encontrado com o bot\u00e3o posicionado na posi\u00e7\u00e3o ligado? Seria uma emenda mau confeccionada em condutores sobre o forro de PVC, caracterizado pela aus\u00eancia de fita isolante, expondo seu metal para o contato acidental com outro condutor energizado?<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Vest\u00edgios: s\u00e3o os objetos ou materiais encontrados no local do crime e relevantes para a investiga\u00e7\u00e3o. Tais objetos devem ser considerados como importantes em um primeiro momento e podem auxiliar no esclarecimento dos fatos que est\u00e3o sendo investigados. Ap\u00f3s a coleta, s\u00e3o submetidos aos processos de an\u00e1lise, triagem e apura\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. A partir disso, \u00e9 poss\u00edvel identificar se eles realmente possuem algum v\u00ednculo com o objetivo da per\u00edcia ou com o crime cometido. <\/p><cite> (SOARES, 2021) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nIdentificado\no <strong>vest\u00edgio<\/strong>\na segunda etapa seria evolu\u00ed-lo para o status de <strong>evid\u00eancia<\/strong>,\nutilizando-se dos m\u00e9todos cient\u00edficos empregados nas fases de exame\ne an\u00e1lises periciais, para estabelecer o nexo de causalidade,\nconectando assim o vest\u00edgio fato ocorrido. \n<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Evid\u00eancias: s\u00e3o derivadas dos vest\u00edgios, isto \u00e9, s\u00e3o elementos materiais. Para os processos, s\u00e3o chamadas de \u201cprova material\u201d. Isso significa que uma evid\u00eancia \u00e9 o vest\u00edgio ap\u00f3s passar por avalia\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise ou exame, restando comprovado que possui v\u00ednculo direto com o evento que est\u00e1 sendo investigado. <\/p><cite> (SOARES, 2021) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nterceira e \u00faltima etapa consiste em evoluir a <strong>evid\u00eancia<\/strong>\nao status de <strong>ind\u00edcio<\/strong>.\nConforme\no CPP (C\u00f3digo de Processo Penal Brasileiro), em seu artigo 239,\n<strong><em><strong>ind\u00edcio\n\u00e9 a evid\u00eancia provada<\/strong><\/em><\/strong>,\nisto \u00e9, aquela suspeita eivada de <strong>vest\u00edgios<\/strong>,\nque foram materializados por v\u00e1rios <strong>vest\u00edgios\nativos<\/strong><strong>\n<\/strong>e\nque se tornaram <strong>evid\u00eancias<\/strong>,\nap\u00f3s uma minuciosa e fundamentada an\u00e1lise t\u00e9cnico-cient\u00edfica,\nresultou na devida comprova\u00e7\u00e3o da tese. Por fim o que era suspeita\ntornou-se prova cabal, concreta, definitiva do fato investigado,\nportanto tornou-se um <strong>ind\u00edcio<\/strong>.\n\n<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Ind\u00edcio: \u00e9 definido como a circunst\u00e2ncia conhecida, provada e relacionada ao fato investigado, sendo poss\u00edvel concorr\u00eancia ou combina\u00e7\u00e3o com outros elementos, situa\u00e7\u00f5es e acontecimentos que auxiliem na conclus\u00e3o indutiva de outros ind\u00edcios circunstanciais. Toda evid\u00eancia \u00e9 um ind\u00edcio, mas nem todo ind\u00edcio \u00e9 uma evid\u00eancia, pois ele permite ter elementos de natureza subjetiva e todos os demais meios de prova. Os ind\u00edcios de ordem objetiva, que s\u00e3o os que t\u00eam como origem uma evid\u00eancia, sempre decorrem de um procedimento pericial, ou seja, s\u00e3o circunst\u00e2ncias 10 conhecidas e provadas e, judicialmente, podem receber o nome de prova indici\u00e1ria. <\/p><cite> (SOARES, 2021) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPor\nfim, diante\nda aus\u00eancia dos <strong>OPs<\/strong>,\na resposta da primeira\npergunta \u201c<em><strong>O\nque<\/strong><\/em><em><strong>\naconteceu?<\/strong><\/em>\u201d,\nbase\ndas demais,\nn\u00e3o foi\nrespondida. Assim,\nda\naus\u00eancia de um laudo pericial detalhado do Corpo de Bombeiros e,\nimpossibilitado\nde vistoriar a cena pericial, torna-se impreciso\ncoletar,\nexaminar, analisar e determinar\ncom certeza t\u00e9cnico-cient\u00edfica, a verdadeira causa\/motivo\ndo inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<p>\nFontes:<\/p>\n\n\n\n<p>\nARNES,\nA. <strong>Digital Forensics<\/strong>. New Jersey: Wiley, 2018. \n<\/p>\n\n\n\n<p> Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es: conhecimentos gerais \/ Diretoria de Investiga\u00e7\u00e3o de Inc\u00eandio \u2013 Bras\u00edlia: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, 2019. 310 p. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.cbm.df.gov.br\/downloads\/edocman\/file_5e21f5896b722_I-Conhecimentos%20Gerais%20-%20Manual%20de%20Percia%20em%20Incndios%20e%20Exploses.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 12 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<p> NORMA OPERACIONAL n. 16 de 11 de dezembro de 2015. Servi\u00e7o de Investiga\u00e7\u00e3o e Per\u00edcia de Inc\u00eandio. ESTADO DE GOI\u00c1S SECRETARIA DE SEGURAN\u00c7A P\u00daBLICA E ADMINISTRA\u00c7\u00c3O PENITENCI\u00c1RIA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.bombeiros.go.gov.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/NO-16-Per%C3%ADcia.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 12 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<p> SOARES, Juliane Ad\u00e9lia. <strong>PROCEDIMENTOS, T\u00c9CNICAS E FERRAMENTAS FORENSES<\/strong>. 1\u00ba ed. S\u00e3o Paulo: Platos Solu\u00e7\u00f5es Educacionais S. A., 2021. 44 p. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da causa prov\u00e1vel<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\ncausa do inc\u00eandio refere-se ao evento ou agente que inicia ou\ndesencadeia a combust\u00e3o, resultando na propaga\u00e7\u00e3o do fogo. \u00c9 o\nelemento fundamental que d\u00e1 origem ao inc\u00eandio (<strong>FONTE\nDE IGNI\u00c7\u00c3O<\/strong>),\npodendo ser uma a\u00e7\u00e3o humana, um fen\u00f4meno natural ou uma falha em\nequipamentos ou sistemas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Causa:<\/strong> condi\u00e7\u00f5es, circunst\u00e2ncias e danos decorrentes da combina\u00e7\u00e3o de um material combust\u00edvel, com uma fonte de igni\u00e7\u00e3o e com um agente oxidante que resultou em um inc\u00eandio.<\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nprov\u00e1vel\n&#8220;<strong>causa do\ninc\u00eandio<\/strong>&#8221; do\nprocesso\nem tela, diante dos limitados elementos de an\u00e1lise indireta,\nutilizando os m\u00e9todos indutivo e consequentemente dedutivo, d\u00e1-se\nde poss\u00edvel\ncurto-circuito capas de induzir superaquecimento\ndo metal da fia\u00e7\u00e3o (<strong>fonte\nde igni\u00e7\u00e3o competente<\/strong>)\npresente na <strong>ZONA\nDE ORIGEM<\/strong>,\nque transferiu calor \u00e0 capa dos condutores\n(<strong>primeiro material\ncombust\u00edvel<\/strong>),\nque aqueceram ao ponto de\nigni\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, surgimento do fogo. Devido estarem os condutores\nprotegidos por condu\u00edtes corrugados antichamas, \u00e9 cognosc\u00edvel\ninduzir a\npresen\u00e7a de outros materiais combust\u00edveis\n(<strong>segundo material\ncombust\u00edvel<\/strong>)\nno local, pois somente as capas de material pl\u00e1stico dos cabos\ncondutores n\u00e3o explicam a propaga\u00e7\u00e3o, levando em considera\u00e7\u00e3o\nque os condu\u00edtes deveriam cont\u00ea-las. A\neste cronol\u00f3gico\ndesenvolvimento d\u00e1-se o\nnome de <strong>linha do tempo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>Linha do tempo:<\/strong> representa\u00e7\u00e3o dos eventos relacionados com o inc\u00eandio mostrados em ordem cronol\u00f3gica. <\/p><cite> (Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da identifica\u00e7\u00e3o do curto-circuito em CC ou CA<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Um sistema fotovoltaico pode ser explicado como um conjunto de pain\u00e9is solares que capturam a luz do sol e a transformam em energia el\u00e9trica para ser usada em resid\u00eancias ou empresas. Esse processo de transformar a luz do sol em energia el\u00e9trica acontece em duas partes: primeiro, os pain\u00e9is solares \u201cgeram\u201d a energia em forma de corrente cont\u00ednua (CC), que \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201clinguagem\u201d el\u00e9trica dos pain\u00e9is solares. Em seguida, essa energia precisa ser convertida para a forma de corrente alternada (CA), que \u00e9 a \u201clinguagem\u201d el\u00e9trica utilizada nas resid\u00eancias e empresas. Ambas as \u201clinguagens\u201d n\u00e3o se comunicam, s\u00e3o \u201cidiomas\u201d diferentes, por este motivo existe o inversor solar que possui a capacidade de traduzir a \u201clinguagem CC\u201d para \u201clinguagem CA\u201d.<br><br> Em qualquer cen\u00e1rio el\u00e9trico existe a possibilidade de curto-circuito, nome dado a a\u00e7\u00e3o de provocar o contato, isto \u00e9, encostar dois polos diferentes de uma ou v\u00e1rias fontes energ\u00e9ticas. Um exemplo de curto-circuito em uma bateria veicular \u00e9 ligando o polo negativo da bateria ao polo positivo com aux\u00edlio de um cabo condutor de eletricidade. Este procedimento gera uma fa\u00edsca (fagulha) que, se persistir, pode superaquecer o cabo, desintegrar sua capa protetora, consequentemente incandecer o metal e iniciar fogo. Quando se trata de um sistema fotovoltaico, a fonte energ\u00e9tica s\u00e3o os m\u00f3dulos fotovoltaicos (placas) e, o curto-circuito pode ocorrer tanto do lado CC, conhecido como subsistema de gera\u00e7\u00e3o, quanto no lado CA, conhecido como rede de consumo.  <br><br> No caso em quest\u00e3o, como a per\u00edcia judicial ocorreu de forma indireta e da pontual insufici\u00eancia fotogr\u00e1fica, a identifica\u00e7\u00e3o se o curto-circuito ocorreu no lado CC ou lado CA ficou comprometida.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da limita\u00e7\u00e3o de corrente do OPP<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Os inversores possuem capacidade de condu\u00e7\u00e3o de corrente em seu interior limitada \u00e0 sua defini\u00e7\u00e3o de f\u00e1brica. No caso em tela o fabricante limitou a capacidade do inversor em 20 Amperes, uma corrente consideravelmente alta que, conforme a tabela 36 da NBR5410 (A1\/3\/2,5), seria capaz de superaquecer os condutores de tomadas simples de uma resid\u00eancia, TUG (Tomada de Uso Geral) com fia\u00e7\u00e3o de 2,5 mm\u00b2. Desta feita o sistema de prote\u00e7\u00e3o do OPP s\u00f3 atuaria, interrompendo o fluxo energ\u00e9tico, se a corrente ultrapassasse tal valor. Portanto se n\u00e3o houvesse tal majora\u00e7\u00e3o, \u00e9 t\u00e1cito que um curto-circuito se mantivesse ativo por muito tempo, proporcionando superaquecimento dos condutores e consequentemente inc\u00eandio.<br><br> OBS: Esta delibera\u00e7\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o o valor nominal descrito no modelo do OPP (SG20KTL-M), o que mitiga seus valores, pois em sua placa identificadora vista em Num. 121123134 &#8211; P\u00e1g. 5, o fabricante informa que sua m\u00e1xima corrente pode atingir at\u00e9 31,9 Amperes, mais que o suficiente para encandecer e destruir os mesmos condutores 2,5mm\u00b2 citados na delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Quais s\u00e3o os equipamentos de seguran\u00e7a<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> O fato mais importante desta condu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, n\u00e3o \u00e9 deliberar se o <strong>OPP<\/strong> atuou ou deixou de atuar, pois o mesmo n\u00e3o \u00e9 um equipamento de seguran\u00e7a, o mais importante \u00e9 encontrar o principal equipamento de seguran\u00e7a que deixou de atuar, isto \u00e9, quem realmente teria a principal fun\u00e7\u00e3o de desativar o fluxo energ\u00e9tico e interromper a gera\u00e7\u00e3o em caso de curto-circuito. Estes equipamentos ou dispositivos s\u00e3o denominados Disjuntores, Fus\u00edveis e Diferenciais Residuais (DRs), assim como outros coadjuvantes importantes para a majora\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a, como subsistema de capta\u00e7\u00e3o, subsistema de descida, subsistema de aterramento, condu\u00edte corrugado antichamas, placas sinalizadoras, etc.  <br><br>Os Disjuntores e\/ou Fus\u00edveis deveriam ter identificado a alta corrente gerada pelo curto-circuito e atuado ou rompido. Caso o motivador do inc\u00eandio fosse realmente um curto-circuito.<br><br> Os DRs deveriam ter identificado a corrente de fuga e atuado, interrompendo todo o fluxo energ\u00e9tico. Caso o motivador do inc\u00eandio fosse gerado por um uma corrente de fuga que acidentalmente superaqueceu um material inflam\u00e1vel.  <br><br> Outro atuador que deveria colaborar para interromper o processo de combust\u00e3o, s\u00e3o os condu\u00edtes corrugados antichamas. Assim, mesmo que os atuadores tenham falhado e um princ\u00edpio de inc\u00eandio tenha se apresentado, ao percorrerem o cabeamento condutor o fogo seria extinto ao atingir o interior do condu\u00edte, que n\u00e3o propaga fogo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da incapacidade de interrup\u00e7\u00e3o de curto-circuito em CA<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nComo\nos inversores solares <strong>on-gride<\/strong> est\u00e3o conectados \u00e0 rede\nel\u00e9trica da resid\u00eancia (<strong>UC<\/strong>), que por sua vez est\u00e1 conectado\n\u00e0 rede el\u00e9trica da Prestadora de energia, se houver um\ncurto-circuito no lado CA do sistema, isto \u00e9, na rede el\u00e9trica\ninterna \u00e0 <strong>UC<\/strong>, mesmo se o <strong>OPP<\/strong> tivesse atuado\ndesacoplando os m\u00f3dulos solares (placas), mesmo se n\u00e3o houvesse o\nsistema solar instalado, o curto-circuito progrediria, pois a\nPrestadora de energia tamb\u00e9m \u00e9 uma fonte energ\u00e9tica e, se nenhum\noutro atuador como disjuntores, fus\u00edveis e diferenciais residuais\ninterrompesse o fluxo energ\u00e9tico advindo da Prestadora, o inc\u00eandio\nseria inevit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da incapacidade de interrup\u00e7\u00e3o de curto-circuito em CC<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nComo\nos inversores solares <strong>on-gride<\/strong> est\u00e3o instalados entre a rede\nel\u00e9trica da resid\u00eancia (<strong>UC<\/strong>) e os m\u00f3dulos fotovoltaicos\n(placas), se um curto-circuito ocorrer nos condutores (fia\u00e7\u00e3o)\nentre os m\u00f3dulos e o inversor e as stringboxs n\u00e3o atuarem, levando\nem considera\u00e7\u00e3o que a fonte energ\u00e9tica s\u00e3o os pr\u00f3prios m\u00f3dulos,\no inversor se tornar\u00e1 impotente na interrup\u00e7\u00e3o, pois mesmo\natuando, o fluxo energ\u00e9tico continuar\u00e1 a aumentar entre m\u00f3dulos e\nseus condutores, gerando superaquecimento e consequentemente\ninc\u00eandio. Neste mesmo diapas\u00e3o, se as stringboxs estiverem\ninstaladas muito pr\u00f3ximo ao inversor, nem esta seria capaz de\ninterromper o curto-circuito, pois o contato entre condutores ocorreu\namontante, portanto fora da sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o\/prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da aus\u00eancia de kit protetivo nos m\u00f3dulos fotovoltaicos<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> A energia solar fotovoltaica \u00e9 uma fonte de energia limpa e renov\u00e1vel, mas como qualquer sistema el\u00e9trico requer medidas de seguran\u00e7a para prevenir acidentes e falhas. Um sistema de prote\u00e7\u00e3o eficaz \u00e9 crucial para garantir a opera\u00e7\u00e3o segura e confi\u00e1vel de instala\u00e7\u00f5es fotovoltaicas. Os principais componentes de um sistema de prote\u00e7\u00e3o embarcado s\u00e3o disjuntores, fus\u00edveis e DRs. Em conjunto, esses elementos formam uma barreira robusta contra curtos-circuitos e outras falhas el\u00e9tricas que podem levar a inc\u00eandios. A atua\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e precisa dos disjuntores e fus\u00edveis impede o aumento excessivo da corrente el\u00e9trica, enquanto os DRs garantem que o sistema seja desligado ao menor sinal de corrente de fuga. Essas medidas de prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas reduzem os riscos de inc\u00eandio, mas tamb\u00e9m contribuem para a seguran\u00e7a dos operadores e manuten\u00e7\u00e3o mais segura do sistema.<br><br> A implementa\u00e7\u00e3o de um sistema de prote\u00e7\u00e3o embarcado aos m\u00f3dulos fotovoltaicos, composto por disjuntores, fus\u00edveis e DRs, \u00e9 fundamental para mitigar consideravelmente a chance de curtos-circuitos e, por consequ\u00eancia, minimizar os riscos de inc\u00eandios em instala\u00e7\u00f5es de energia solar. Essas medidas de seguran\u00e7a s\u00e3o essenciais para aproveitar os benef\u00edcios da energia solar de maneira segura e confi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Porque o kit protetivo embarcado nos m\u00f3dulos fotovoltaicos \u00e9 mais eficiente<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nimplementa\u00e7\u00e3o de elementos de prote\u00e7\u00e3o embarcados nos pr\u00f3prios\nm\u00f3dulos fotovoltaicos, somando\nao\nuso de stringboxs, oferece vantagens significativas em termos de\nefici\u00eancia e seguran\u00e7a. Seguem\nalgumas raz\u00f5es pelas quais os elementos embarcados s\u00e3o mais\neficientes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Minimiza\u00e7\u00e3o de Falhas em Cascata<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nQuando\nos elementos de prote\u00e7\u00e3o, como disjuntores e fus\u00edveis, s\u00e3o\ninstalados diretamente nos m\u00f3dulos fotovoltaicos, qualquer falha que\nocorra em um m\u00f3dulo espec\u00edfico \u00e9 rapidamente isolada. Isso impede\nque a falha se propague ao restante do sistema, evitando que um\nproblema em um \u00fanico m\u00f3dulo afete a produ\u00e7\u00e3o de energia de toda\numa string de pain\u00e9is solares. Por outro lado, em sistemas com\nstringboxs, uma \u00fanica falha em um m\u00f3dulo pode levar ao desligamento\nde toda a string, causando perda de produ\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Resposta R\u00e1pida e Localizada<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nCom\nelementos de prote\u00e7\u00e3o embarcados, a detec\u00e7\u00e3o e resposta a\nproblemas el\u00e9tricos s\u00e3o mais r\u00e1pidas e direcionadas. Se um m\u00f3dulo\ndesenvolver um curto-circuito ou uma sobrecorrente, o disjuntor ou\nfus\u00edvel associado a esse m\u00f3dulo pode atuar instantaneamente para\ninterromper o fluxo de corrente el\u00e9trica apenas para esse m\u00f3dulo.\nIsso reduz o tempo de inatividade e a interfer\u00eancia com a gera\u00e7\u00e3o\nde energia dos m\u00f3dulos restantes.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Melhor Manuten\u00e7\u00e3o e Diagn\u00f3stico<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nElementos\nde prote\u00e7\u00e3o embarcados podem ser projetados com recursos de\nmonitoramento e diagn\u00f3stico integrados. Isso permite uma avalia\u00e7\u00e3o\nmais precisa e eficiente do desempenho dos m\u00f3dulos individuais. Em\ncontraste, a detec\u00e7\u00e3o de falhas em uma stringbox pode ser mais\ncomplexa e demorada, uma vez que envolve um grupo de m\u00f3dulos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Seguran\u00e7a Aprimorada<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> A coloca\u00e7\u00e3o de elementos de prote\u00e7\u00e3o diretamente nos m\u00f3dulos reduz ainda mais a exposi\u00e7\u00e3o a riscos el\u00e9tricos durante a manuten\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o, pois os m\u00f3dulos podem ser desenergizados mais facilmente e com menos riscos associados.<br><br> A implementa\u00e7\u00e3o de elementos de prote\u00e7\u00e3o embarcados nos m\u00f3dulos fotovoltaicos oferece uma abordagem mais eficiente e segura para a prote\u00e7\u00e3o do sistema. Ao minimizar as falhas em cascata, responder rapidamente a problemas localizados, melhorar a manuten\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico e aprimorar a seguran\u00e7a, essa abordagem se destaca em concomit\u00e2ncia ao tradicional uso de stringboxs. Esta adi\u00e7\u00e3o contribui para uma opera\u00e7\u00e3o mais confi\u00e1vel e eficiente das instala\u00e7\u00f5es fotovoltaicas, minimizando as chances de interrup\u00e7\u00f5es e aumentando a seguran\u00e7a geral do sistema.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Do erro em confiar no inversor como sistema de prote\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nConfiar\nexclusivamente no inversor solar como sistema de prote\u00e7\u00e3o e\nabandonar os atuais sistemas de prote\u00e7\u00e3o, como disjuntores,\nfus\u00edveis, dispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra surtos (DPSs) e\ndispositivos diferenciais residuais (DRs), pode resultar em s\u00e9rios\nriscos de seguran\u00e7a e funcionamento inadequado do sistema\nfotovoltaico. \n<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Limita\u00e7\u00f5es do Inversor<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\ninversor solar \u00e9 projetado principalmente para converter a energia\nDC (corrente cont\u00ednua) dos pain\u00e9is solares em energia AC (corrente\nalternada) utiliz\u00e1vel em resid\u00eancias, com\u00e9rcio e ind\u00fastrias.\nEmbora muitos inversores tenham alguns recursos de prote\u00e7\u00e3o\ninterna, eles n\u00e3o s\u00e3o projetados para fornecer prote\u00e7\u00e3o completa\ncontra todas as situa\u00e7\u00f5es de falha el\u00e9trica, como\ncurtos-circuitos, sobrecargas, riscos de choque el\u00e9trico ou, em\nalguns casos, surtos de tens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Falta de Detec\u00e7\u00e3o de Corrente de Fuga<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nfalta de Detec\u00e7\u00e3o de Corrente de Fuga dos dispositivos diferenciais\nresiduais (DRs), tamb\u00e9m conhecidos como interruptores de fuga \u00e0\nterra, s\u00e3o projetados para detectar correntes de fuga \u00e0 terra que\npodem indicar falhas de isolamento ou choques el\u00e9tricos iminentes. O\ninversor n\u00e3o \u00e9 especializado em detectar essas correntes de fuga e,\nportanto, n\u00e3o oferece a mesma prote\u00e7\u00e3o que um DR dedicado.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Prote\u00e7\u00e3o Contra Surtos<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nOs\ndispositivos de prote\u00e7\u00e3o contra surtos (DPSs) s\u00e3o essenciais para\nproteger os sistemas fotovoltaicos contra picos de tens\u00e3o causados\npor raios e outros fen\u00f4menos el\u00e9tricos. Esses dispositivos desviam\nos surtos de tens\u00e3o prejudiciais para o solo, protegendo os\ncomponentes do sistema. Apesar de deter componentes eletr\u00f4nicos para\nautoprote\u00e7\u00e3o, o inversor n\u00e3o \u00e9 projetado para lidar com essa\nfun\u00e7\u00e3o de forma t\u00e3o eficaz quanto um DPS dedicado.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Opera\u00e7\u00e3o Aut\u00f4noma do Inversor<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nEm\nmuitos casos, o inversor pode operar de forma aut\u00f4noma, sem\nsupervis\u00e3o humana constante. Se ocorrer uma falha grave no sistema,\na falta de sistemas de prote\u00e7\u00e3o independentes, como disjuntores e\nfus\u00edveis, pode levar a uma rea\u00e7\u00e3o mais lenta ou a um risco de\ninc\u00eandio antes que o inversor desligue.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Manuten\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Em situa\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o ou reparos, ter dispositivos de prote\u00e7\u00e3o independentes facilita o isolamento e o desligamento seguro de partes espec\u00edficas do sistema. Isso \u00e9 essencial para garantir a seguran\u00e7a dos t\u00e9cnicos e instaladores.<br><br> Por fim, confiar apenas no inversor solar como sistema de prote\u00e7\u00e3o e abandonar os dispositivos de prote\u00e7\u00e3o tradicionais pode comprometer significativamente a seguran\u00e7a e o desempenho do sistema fotovoltaico. Os inversores possuem suas pr\u00f3prias fun\u00e7\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, e os dispositivos de prote\u00e7\u00e3o independentes s\u00e3o projetados para oferecer camadas adicionais de seguran\u00e7a e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos. Um sistema de prote\u00e7\u00e3o completo, que inclua disjuntores, fus\u00edveis, DPSs e DRs, \u00e9 essencial para garantir a opera\u00e7\u00e3o segura e confi\u00e1vel das instala\u00e7\u00f5es solares.  <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Profissionais, projetos e demais documentos<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Estando todos presentes o Perito questionou \u00e0s <strong>PARTES<\/strong> sobre respectivos respons\u00e1veis e profissionais t\u00e9cnicos competentes, projetos el\u00e9tricos, projetos de manuten\u00e7\u00e3o preventiva e\/ou preditiva, PPPRAs, LTCAT, entre outros.  <br><br>Da parte <strong>REQUERENTE<\/strong> o <strong>Eng. Sr. Diego<\/strong> informou ser o engenheiro respons\u00e1vel pelas instala\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e9poca. Ao ser questionado se teria elaborado o projeto da instala\u00e7\u00e3o, \u201cAs Built\u201d, di\u00e1rio de obra ou emitido ART do objeto pericial, confirmou encaminhar toda documenta\u00e7\u00e3o em complementa\u00e7\u00e3o documental.<br><br> <em>* <strong>As Built<\/strong>, normatizada pela NBR 14.645:2001, \u00e9 basicamente um projeto com representa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de como foram constru\u00eddas, alteradas e\/ou modificadas as estruturas construtivas ou reformativas de uma edifica\u00e7\u00e3o.<\/em><br><br> A NR10 de 1978, texto dado pela portaria MTE 598 de 2004, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), que trata da seguran\u00e7a em instala\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os em eletricidade, possui em seus itens v\u00e1rias determina\u00e7\u00f5es que aludem \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o dos projetos el\u00e9tricos em geral.<br><br> O primeiro item das medidas de controle adotadas pelo MTE na NR10, mais especificamente em seu par\u00e1grafo 10.2.1, deixa claro a necessidade da an\u00e1lise de riscos el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 10.2.1 Em todas as interven\u00e7\u00f5es em instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco el\u00e9trico e de outros riscos adicionais, mediante t\u00e9cnicas de an\u00e1lise de risco, de forma a garantir a seguran\u00e7a e a sa\u00fade no trabalho. <\/p><cite> (NR 10\/78, texto de 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nitem 10.2.3 da NR10 continua e apresenta a obrigatoriedade da\nestrutura deter e manter atualizados os projeto el\u00e9tricos,\nespecificando inclusive o aterramento e demais dispositivos de\nseguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 10.2.3 As empresas est\u00e3o obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas dos seus estabelecimentos com as especifica\u00e7\u00f5es do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de prote\u00e7\u00e3o. <\/p><cite> (NR 10\/78, texto de 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nitem 10.2.7 da NR10 prev\u00ea que tais documentos, como o projeto\nel\u00e9trico, dever-se-\u00e1 elaborado por profissional competente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 10.2.7 Os documentos t\u00e9cnicos previstos no Prontu\u00e1rio de Instala\u00e7\u00f5es El\u00e9tricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado. <\/p><cite> (NR 10\/78, texto de 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nitem 10.3.4 da NR10 vem definir que o projeto deve englobar as\nprote\u00e7\u00f5es de aterramento e a equipotencialidade com o neutro,\nrefor\u00e7ando a obrigatoriedade do SPDA que trata especificamente desse\nassunto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 10.3.4 O projeto deve definir a configura\u00e7\u00e3o do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou n\u00e3o da interliga\u00e7\u00e3o entre o condutor neutro e o de prote\u00e7\u00e3o e a conex\u00e3o \u00e0 terra das partes condutoras n\u00e3o destinadas \u00e0 condu\u00e7\u00e3o da eletricidade. <\/p><cite> (NR 10\/78, texto de 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nitem 10.3.7 da NR10 trata da disponibilidade e manuten\u00e7\u00e3o do\nprojeto de instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 10.3.7 O projeto das instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas deve ficar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos trabalhadores autorizados, das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado. (NR 10\/78, texto de 2004)<\/p><cite> (NR 10\/78, texto de 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nitem 10.4.1 da NR10 deixa claro a obrigatoriedade da presen\u00e7a do\nprofissional competente nas atua\u00e7\u00f5es que envolvem instala\u00e7\u00f5es\nel\u00e9tricas, o que refor\u00e7a a necessidade da ART, que \u00e9 o documento,\nobrigat\u00f3rio pela lei 6.496\/77, emitido pelo engenheiro em todas as\natividades exercidas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 10.4.1 As instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas devem ser constru\u00eddas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a seguran\u00e7a e a sa\u00fade dos trabalhadores e dos usu\u00e1rios, e serem supervisionadas por profissional autorizado, conforme disp\u00f5e esta NR.<\/p><cite> (NR 10\/78, texto de 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> A ART \u00e9 o documento que define, para os efeitos legais, os respons\u00e1veis t\u00e9cnicos pelo desenvolvimento de atividade t\u00e9cnica no \u00e2mbito das profiss\u00f5es abrangidas pelo Sistema Confea\/Crea. A Lei n\u00ba 6.496\/77 estabeleceu sua obrigatoriedade em todo contrato para execu\u00e7\u00e3o de obra ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, bem como para o desempenho de cargo ou fun\u00e7\u00e3o para a qual sejam necess\u00e1rios habilita\u00e7\u00e3o legal e conhecimentos t\u00e9cnicos nas profiss\u00f5es abrangidas pelo Sistema Confea\/Crea. <\/p><cite> (CONFEA \u2013 Anota\u00e7\u00e3o de responsabilidade t\u00e9cnica ART) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nitem 10.4.4 da NR10 vem tratar da obrigatoriedade das inspe\u00e7\u00f5es\nperi\u00f3dicas, o que deixa claro que toda empresa detentora de\ninstala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas estejam obrigadas das vistorias e inspe\u00e7\u00f5es\ntemporais. Como o item 10.3.4 trata da obrigatoriedade dos\naterramentos, o item 10.2.7 prev\u00ea a obrigatoriedade do profissional\ncompetente e o mesmo \u00e9 obrigado a emiss\u00e3o de ART pelo seu conselho\n(item 10.4.1), entende-se por esta que as empresas s\u00e3o obrigadas a\nmanter a ART de todas as inspe\u00e7\u00f5es temporais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 10.4.4 As instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas devem ser mantidas em condi\u00e7\u00f5es seguras de funcionamento e seus sistemas de prote\u00e7\u00e3o devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de acordo com as regulamenta\u00e7\u00f5es existentes e defini\u00e7\u00f5es de projetos.<\/p><cite> (NR 10\/78, texto de 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPor\nfim a parte 2 da NBR 5419\/2015, denominada NBR 5419-2, intitulada\ngerenciamento de risco, trata especificamente dos c\u00e1lculos de risco\nde incid\u00eancia de descargas atmosf\u00e9ricas da unidade em an\u00e1lise e,\nseu desenvolvimento ensejar\u00e1 na defini\u00e7\u00e3o da necessidade ou n\u00e3o\nde implanta\u00e7\u00e3o de sistemas de prote\u00e7\u00e3o contra DAs. Desta forma\nfica provado que o projeto el\u00e9trico \u00e9 item obrigat\u00f3rio em uma\nempresa e o gerenciamento de risco definir\u00e1 a obrigatoriedade ou\ndispensa do PDA, sendo necess\u00e1rio manter a ART dispon\u00edvel para\nacesso aos interessados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> A ABNT NBR 5419, sob o t\u00edtulo geral \u201c<em>Prote\u00e7\u00e3o contra descargas atmosf\u00e9ricas\u201d, <\/em>tem previs\u00e3o de conter as seguintes partes:<\/p><p> \u2014 Parte 1: Princ\u00edpios gerais;<\/p><p> \u2014 Parte 2: Gerenciamento de risco<em>;<\/em><\/p><p> \u2014 Parte 3: Danos f\u00edsicos a estruturas e perigos \u00e0 vida<\/p><p> \u2014 Parte 4: Sistemas el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos internos na estrutura <\/p><cite> (NBR ABNT 5419 Parte 2)  <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> O Perito consultou o registro do <strong>Eng.<\/strong> <strong>Sr. Diego<\/strong> confirmou que encontra-se atualmente ativo como engenheiro eletricista e de seguran\u00e7a do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\" class=\"has-small-font-size\">Imagem removida por quest\u00e3o de seguran\u00e7a.<br>Tabela 03 \u2013 Resultado da pesquisa de atividade do engenheiro no CREA<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Conclus\u00e3o da an\u00e1lise dos Profissionais e documento obrigat\u00f3rios<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPor\nfim entende este Perito, com fulcro nos princ\u00edpios das pret\u00e9ritas\nnormas neste item narradas, que o <strong>REQUERENTE<\/strong> teve sucesso em\napresentar an\u00e1lise de risco para dispensa de PDA, modesto projeto de\ninstala\u00e7\u00e3o, emitir a ART e o \u201c<em><strong>As Built<\/strong><\/em>\u201d. N\u00e3o\napresentou projetos de atualiza\u00e7\u00f5es anuais, pois o sinistro ocorreu\nno mesmo ano da instala\u00e7\u00e3o, portanto encontrava-se dispensado.<\/p>\n\n\n\n<p>\nFonte:<\/p>\n\n\n\n<p> CREA-MG. <strong>Da obrigatoriedade de registro da A.R.T<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.crea-mg.org.br\/index.php\/servicos\/indice-de-servicos\/anotacao-de-responsabilidade-tecnica-a-r-t\/da-obrigatoriedade-de-registro-da-a-r-t\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 26 mar 2021.<\/p>\n\n\n\n<p> NR10 \u2013 Norma Regulamentadora 10 do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/enit.trabalho.gov.br\/portal\/images\/Arquivos_SST\/SST_NR\/NR-10.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em 17 ago 2020.<\/p>\n\n\n\n<p> CONFEA \u2013 Anota\u00e7\u00e3o de responsabilidade t\u00e9cnica ART. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.confea.org.br\/servicos-prestados\/anotacao-de-responsabilidade-tecnica-art\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 17 ago 2020.<\/p>\n\n\n\n<p> NBR ABNT 5419 Parte 1. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.abntcatalogo.com.br\/norma.aspx?ID=333548\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 17 ago 2020.<\/p>\n\n\n\n<p> NBR ABNT 5419 Parte 2. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.abntcatalogo.com.br\/norma.aspx?ID=400213\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 17 ago 2020.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Vistoria dos equipamentos danificados<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Conforme explanado no item <strong>COLETA DOS DADOS<\/strong>, como a estrutura da instala\u00e7\u00e3o encontrava-se totalmente alterada, devido ao lapso temporal, o Perito ficou impedido de realizar a vistoria direta no local da per\u00edcia, restando vistoriar o equipamento reclamado, inversor solar, aqui denominado <strong>OBJETO<\/strong> <strong>PERICIAL<\/strong>. Por\u00e9m, como a <strong>REQUERIDA<\/strong> n\u00e3o apresentou o <strong>OPP<\/strong>, n\u00e3o foi poss\u00edvel confirmar os \u201c<strong>laudos<\/strong>\u201d arrolados, ficando o Perito impossibilitado de confirmar os danos espec\u00edficos de cada item. Desta forma n\u00e3o foi poss\u00edvel certificar se houve ou n\u00e3o os danos alegados.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da vistoria indireta do inversor de frequ\u00eancia<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Analisando as placas de circuito apresentadas pela <strong>TERCEIRA<\/strong> em per\u00edcia de campo, foi poss\u00edvel identificar os seguintes componentes de seguran\u00e7a internos:<br><br> <strong>DPS \u2013 Dispositivo de prote\u00e7\u00e3o de surto energ\u00e9tico.<\/strong><br><br> Vistoriando a placa apresentada na per\u00edcia de campo, tratando esta de uma placa em alto grau de semelhan\u00e7a com o OPP, foi poss\u00edvel identificar os DPS de CA (corrente alternada), mais especificamente e melhor visualizado na imagem 10, \u00e9 poss\u00edvel identificar que os 04 (quatro) componentes embarcados \u00e0 direita da referida imagem, tratam-se de 04 DPSs de corrente alternada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"303\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-9-1024x303.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2069\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-9-1024x303.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-9-300x89.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-9-768x227.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>  Imagem 10 \u2013 Demonstra\u00e7\u00e3o dos DPS CA embarcados na placa do OPP. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Da vistoria da placa foi poss\u00edvel identificar os c\u00f3digos dos DPSs que figuram TFMOV25S821. Desta forma o Perito consultou na internet o modelo em espec\u00edfico para identificar sua denomina\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o, obtendo como resposta se tratar de fus\u00edveis t\u00e9rmicos e varistores MOV da s\u00e9riea TFMOV25S, confirmando sua identifica\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o protetiva contra surtos energ\u00e9ticos. Vide imagem 11.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"541\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-10-1024x541.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2070\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-10-1024x541.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-10-300x158.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-10-768x406.png 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-10.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>  Imagem 11 \u2013 Confirma\u00e7\u00e3o do modelo TFMOV25S como fus\u00edvel e DPS. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\nFonte:<\/p>\n\n\n\n<p> SITE ECPLAXZA.NET. <strong>Tfmov25s Series Thermal Fuse &amp; MOV Varistor Manufacturers with UL<\/strong>. Site traduzido pela Plataforma Google. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www-ecplaza-net.translate.goog\/products\/tfmov25s-series-thermal-fuse-mov-varistor_4708220?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: Ago\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> O segundo elemento vistoriado foi outro modelo de DPS, por\u00e9m este com funcionalidade DC\/CA, que significa que atua tando em corrente cont\u00ednua como em alternada. Este elemento foi encontrado na segunda placa do inversor paradigma, apresentada a seguir na imagem 12., onde em seu canto direito \u00e9 poss\u00edvel localizar os 04 (quatro) elementos na colora\u00e7\u00e3o azul.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-11.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2071\" width=\"891\" height=\"632\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-11.png 572w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-11-300x213.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><figcaption>  Imagem 12 \u2013 Segunda placa do inversor paradigma <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Tamb\u00e9m visto na imagem 13, em maior destaque dado pela amplia\u00e7\u00e3o da imagem, de colora\u00e7\u00e3o azul. Sua marca identificada figura HPXIN eu c\u00f3digo\/modelo PV20L-670.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-12.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2072\" width=\"910\" height=\"634\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-12.png 399w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-12-300x209.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 910px) 100vw, 910px\" \/><figcaption>  Imagem 13 \u2013 Confirma\u00e7\u00e3o do modelo PV20K-670 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> A consulta ao espec\u00edfico modelo na internet, devidamente referenciada a seguir, retornou HPXIN PV20K-670 denominado M\u00f3dulo de prote\u00e7\u00e3o contra descargas atmosf\u00e9ricas de energia, confirmando sua identifica\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o protetiva, visto na imagem 14.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"454\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-13-1024x454.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2073\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-13-1024x454.png 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-13-300x133.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-13-768x341.png 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-13.png 1210w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> Imagem 14 \u2013 Confirma\u00e7\u00e3o do modelo PV20K-670 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p> SITE MADE-IN-CHINA.COM. <strong>Hpxin PV20K-670 M\u00f3dulo de prote\u00e7\u00e3o contra descargas atmosf\u00e9ricas de energia<\/strong>. Site nativamente em portugu\u00eas. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/pt.made-in-china.com\/co_hpxelectronics\/product_Hpxin-PV20K-670-Power-lightning-protection-module_rgynningg.html\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: Ago\/2023.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Princ\u00edpios envolvidos na vistoria estrutural<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAbaixo\nseguem os principais princ\u00edpios t\u00e9cnicos envolvidos na vistoria\nestrutural, normatizado por \u00f3rg\u00e3os reconhecidos nacionalmente, dos\nquais passa a apresentar.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Prote\u00e7\u00e3o contra choques el\u00e9tricos<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nConforme\na ABNT NBR 5410\/2004 vers\u00e3o corrigida de 2008, as pessoas devem ser\nprotegidas contra choques el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>4.1.1 Prote\u00e7\u00e3o contra choques el\u00e9tricos<\/strong><\/p><p> As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques el\u00e9tricos, seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa, seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tens\u00e3o. <\/p><cite> (ABNT NBR 5410\/2004 vers\u00e3o corrigida de 2008) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPara\ntal prote\u00e7\u00e3o s\u00e3o levantadas as seguintes necessidades m\u00ednimas de\nprote\u00e7\u00e3o, exigidas pela norma e tratadas nesse laudo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>B.1 Isola\u00e7\u00e3o (b\u00e1sica) das partes vivas<\/strong><\/p><p> B.1.1 A isola\u00e7\u00e3o (b\u00e1sica) das partes vivas, como meio de prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, destina-se a impedir qualquer contato com partes vivas. <\/p><p> <strong>B.2 Uso de barreiras ou inv\u00f3lucros<\/strong><\/p><p> B.2.1 O uso de barreiras ou inv\u00f3lucros, como meio de prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, destina-se a impedir qualquer contato com partes vivas.<\/p><cite> (ABNT NBR 5410\/2004 vers\u00e3o corrigida de 2008 ANEXO B) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>5.1.1.1 Princ\u00edpio fundamental<\/strong><\/p><p> O princ\u00edpio que fundamenta as medidas de prote\u00e7\u00e3o contra choques especificadas nesta Norma pode ser assim resumido:<\/p><p> &#8211; partes vivas perigosas n\u00e3o devem ser acess\u00edveis; e<\/p><p> &#8211; massas ou partes condutivas acess\u00edveis n\u00e3o devem oferecer perigo, seja em condi\u00e7\u00f5es normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas.<\/p><p> Deste modo, a prote\u00e7\u00e3o contra choques el\u00e9tricos compreende, em car\u00e1ter geral, dois tipos de prote\u00e7\u00e3o:<\/p><p> a) prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (ver 3.2.2) e<\/p><p> <strong>3.2.2 prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: <\/strong>Meio destinado a impedir contato com partes vivas perigosas em condi\u00e7\u00f5es normais.<\/p><p> 3 Exemplos de prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica:<\/p><p> &#8211; isola\u00e7\u00e3o b\u00e1sica ou separa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica;<\/p><p> &#8211; uso de barreira ou inv\u00f3lucro;<\/p><p> &#8211; limita\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o;<\/p><p> b) prote\u00e7\u00e3o supletiva (ver 3.2.3).<\/p><p> <strong>3.2.3 prote\u00e7\u00e3o supletiva: <\/strong>Meio destinado a suprir a prote\u00e7\u00e3o contra choques el\u00e9tricos quando massas ou partes condutivas acess\u00edveis tornam-se acidentalmente vivas.<\/p><p> 4 Exemplos de prote\u00e7\u00e3o supletiva:<\/p><p> &#8211; eq\u00fcipotencializa\u00e7\u00e3o e seccionamento autom\u00e1tico da alimenta\u00e7\u00e3o;<\/p><p> &#8211; isola\u00e7\u00e3o suplementar;<\/p><p> &#8211; separa\u00e7\u00e3o el\u00e9trica.<\/p><p> <strong>Aterramento e equipotencializa\u00e7\u00e3o;<\/strong><\/p><p> <strong>5.1.2.2.4 Seccionamento autom\u00e1tico da alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p><p> a) princ\u00edpio do seccionamento autom\u00e1tico \u2013 Um dispositivo de prote\u00e7\u00e3o deve seccionar automaticamente a alimenta\u00e7\u00e3o do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta (entre parte viva e massa ou entre parte viva e condutor de prote\u00e7\u00e3o) no circuito ou equipamento der origem a uma tens\u00e3o de contato superior ao valor pertinente da tens\u00e3o de contato limite UL; <\/p><p> <strong>5.1.2.3 Isola\u00e7\u00e3o dupla ou refor\u00e7ada<\/strong><\/p><p> 5.1.2.3.1 Generalidades<\/p><p> 5.1.2.3.1.1 A isola\u00e7\u00e3o dupla ou refor\u00e7ada \u00e9 uma medida em que:<\/p><p> a) a prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 provida por uma isola\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e a prote\u00e7\u00e3o supletiva por uma isola\u00e7\u00e3o<\/p><p> suplementar; ou<\/p><p> b) as prote\u00e7\u00f5es b\u00e1sica e supletiva, simultaneamente, s\u00e3o providas por uma isola\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada entre partes vivas e partes acess\u00edveis.<\/p><p> <strong>5.1.2.4 Uso de separa\u00e7\u00e3o el\u00e9trica individual<\/strong><\/p><p> 5.1.2.4.2 A prote\u00e7\u00e3o supletiva deve ser assegurada pelo preenchimento conjunto das tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es seguintes:<\/p><p> a) <strong>separa\u00e7\u00e3o entre o circuito<\/strong> objeto da medida (circuito separado) e qualquer outro circuito, incluindo o circuito prim\u00e1rio que o alimenta, na forma de separa\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o;  <\/p><p> c) <strong>limita\u00e7\u00e3o da carga alimentada<\/strong> (pelo circuito separado) a um \u00fanico equipamento.<\/p><p> <strong>4.1.2 Prote\u00e7\u00e3o contra efeitos t\u00e9rmicos<\/strong><\/p><p> A instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica deve ser concebida e constru\u00edda de maneira a excluir qualquer risco de inc\u00eandio de materiais inflam\u00e1veis, devido a temperaturas elevadas ou arcos el\u00e9tricos. Al\u00e9m disso, em servi\u00e7o normal, n\u00e3o deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais. <\/p><p> <strong>4.1.3 Prote\u00e7\u00e3o contra sobrecorrentes<\/strong><\/p><p> As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicita\u00e7\u00f5es eletromec\u00e2nicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam ser submetidos. <\/p><p> <strong>4.1.4 Circula\u00e7\u00e3o de correntes de falta<\/strong><\/p><p> Condutores que n\u00e3o os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas. <\/p><p> <strong>4.1.5 Prote\u00e7\u00e3o contra sobretens\u00f5es<\/strong><\/p><p> As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra as conseq\u00fc\u00eancias prejudiciais de ocorr\u00eancias que possam resultar em sobretens\u00f5es, como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tens\u00f5es, fen\u00f4menos atmosf\u00e9ricos e manobras. <\/p><p> <strong>4.1.6 Servi\u00e7os de seguran\u00e7a<\/strong><\/p><p> Equipamentos destinados a funcionar em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, como inc\u00eandios, devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necess\u00e1rio. <\/p><p> <strong>4.1.7 Desligamento de emerg\u00eancia<\/strong><\/p><p> Sempre que forem previstas situa\u00e7\u00f5es de perigo em que se fa\u00e7a necess\u00e1rio desenergizar um circuito, devem ser providos dispositivos de desligamento de emerg\u00eancia, facilmente identific\u00e1veis e rapidamente manobr\u00e1veis. <\/p><p> <strong>4.1.8 Seccionamento<\/strong><\/p><p> A alimenta\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, de seus circuitos e de seus equipamentos deve poder ser seccionada para fins de manuten\u00e7\u00e3o, verifica\u00e7\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o de defeitos e reparos. <\/p><p> <strong>4.1.9 Independ\u00eancia da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica<\/strong><\/p><p> A instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica deve ser concebida e constru\u00edda livre de qualquer influ\u00eancia m\u00fatua prejudicial entre instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e n\u00e3o el\u00e9tricas. <\/p><p> <strong>4.1.10 Acessibilidade dos componentes<\/strong><\/p><p> Os componentes da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica devem ser dispostos de modo a permitir espa\u00e7o suficiente tanto para a instala\u00e7\u00e3o inicial quanto para a substitui\u00e7\u00e3o posterior de partes, bem como acessibilidade para fins de opera\u00e7\u00e3o, verifica\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e reparos. <\/p><p> <strong>4.1.11 Sele\u00e7\u00e3o dos componentes<\/strong><\/p><p> Os componentes da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica devem ser conforme as normas t\u00e9cnicas aplic\u00e1veis e possuir caracter\u00edsticas compat\u00edveis com as condi\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas, operacionais e ambientais a que forem submetidos. Se o componente selecionado n\u00e3o reunir, originalmente, essas caracter\u00edsticas, devem ser providas medidas compensat\u00f3rias, capazes de compatibiliz\u00e1-las com as exig\u00eancias da aplica\u00e7\u00e3o.<\/p><p> <strong>4.1.12 Preven\u00e7\u00e3o de efeitos danosos ou indesejados<\/strong><\/p><p> Na sele\u00e7\u00e3o dos componentes, devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o os efeitos danosos ou indesejados que o componente possa apresentar, em servi\u00e7o normal (incluindo opera\u00e7\u00f5es de manobra), sobre outros componentes ou na rede de alimenta\u00e7\u00e3o. Entre as caracter\u00edsticas e fen\u00f4menos suscet\u00edveis de gerar perturba\u00e7\u00f5es ou comprometer o desempenho satisfat\u00f3rio da instala\u00e7\u00e3o podem ser citados: <\/p><p> <strong>4.1.14 Verifica\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p><p> As instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas devem ser inspecionadas e ensaiadas antes de sua entrada em funcionamento, bem como ap\u00f3s cada reforma, com vista a assegurar que elas foram executadas de acordo com esta Norma.<\/p><p> <strong>4.1.15 Qualifica\u00e7\u00e3o profissional<\/strong><\/p><p> O projeto, a execu\u00e7\u00e3o, a verifica\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas devem ser confiados somente a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com esta Norma. <\/p><cite> (ABNT NBR 5410\/2004 vers\u00e3o corrigida de 2008) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Vistoria estrutural indireta<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAp\u00f3s\napresenta\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios normatizados que referenciou a\nvistoria estrutural, passa a apresentar o resultado e detalhamento da\nvistoria pericial indireta. Para tal vistoria a per\u00edcia se utilizou\nda documenta\u00e7\u00e3o dos autos, bem como das demais solicitadas e\ncumpridas em complementa\u00e7\u00e3o documental.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Defini\u00e7\u00e3o de inversor de frequ\u00eancia \u2013 inversor solar<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nExistem\ndois tipos muito comuns de inversores de frequ\u00eancias com tarefas\nsimilares por\u00e9m distintas. O inversor de frequ\u00eancia com a fun\u00e7\u00e3o\nde controlar motores el\u00e9tricos atrav\u00e9s do chaveamento eletr\u00f4nico,\nproporcionando o controle da frequ\u00eancia  e, o inversor solar com\nfun\u00e7\u00e3o de converter corrente cont\u00ednua (CC) em corrente alternada\n(CA), proporcionando receber energia de m\u00f3dulos fotovoltaicos e\nconvert\u00ea-la em CA para alimentar o im\u00f3vel. Portanto o caso da lide\ntrata-se do segundo tipo, tamb\u00e9m conhecido como inversor solar e\/ou\nconversor DC\/AC.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> O inversor, ilustrado na Figura 4.25, \u00e9 um equipamento eletr\u00f4nico que converte a eletricidade de tens\u00e3o e corrente cont\u00ednua (CC) em tens\u00e3o e corrente alternadas (CA). O inversor \u00e9 necess\u00e1rio nos sistemas fotovoltaicos para alimentar consumidores em corrente alternada e partir da energia el\u00e9trica de corrente cont\u00ednua produzida pelo painel fotovoltaico ou armazenada na bateria. <\/p><cite> (VILLALVA, 1983) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Os inversores largamente utilizados em SFCRs s\u00e3o circuitos est\u00e1ticos, ou seja, n\u00e3o possuem partes m\u00f3veis, e t\u00eam por finalidade efetuar a convers\u00e3o de pot\u00eancia c.c., fornecida pelo gerador fotovoltaico, em pot\u00eancia c.a., que ser\u00e1 injetada diretamente na rede el\u00e9trica, sincronizando com a tens\u00e3o e a frequ\u00eancia de opera\u00e7\u00e3o no ponto de conex\u00e3o do inversor com a rede el\u00e9trica.<\/p><cite>  (ZILLES, et. all, 2012) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> O inversor solar estabelece a liga\u00e7\u00e3o entre o gerador fotovoltaico e a rede AC ou a carga AC. A sua principal tarefa consiste em converter o sinal el\u00e9trico DC do gerador fotovoltaico num sinal el\u00e9trico AC, e ajust\u00e1-lo para a frequ\u00eancia e o n\u00edvel de tens\u00e3o da rede a que est\u00e1 ligado.  <\/p><p> [\u2026]<\/p><p> Tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como conversor DC\/AC. <\/p><cite> (IST, 2004) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p> IST \u2013 Instituto Superior T\u00e9cnico \u2013 Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica. ENERGIA FOTOVOLTAICA \u2013 MANUAL SOBRE TECNOLOGIAS, PROJETOS E INSTALA\u00c7\u00c3O. Projeto Europeu ALTENER e GREENPRO. Portugal. 2004. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/ecoa.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/guia-tecnico-manual-energia-fotovoltaica.pdf\">Link do publicado<\/a>&gt;. Acesso em: 07\/01\/2023.  <\/p>\n\n\n\n<p>\nVILLALVA,\nMarcelo Gradella. ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA \u2013 CONCEITOS E\nAPLICA\u00c7\u00d5ES \u2013 SISTEMAS ISOLADOS E CONECTADOS \u00c0 REDE. 2 Ed. Livro\ndigital: Saraiva Educa\u00e7\u00e3o, 1983.<\/p>\n\n\n\n<p>\nZILLES,\nRoberto. MAC\u00caDO, Wilson N. GALHARDO, Marcos A. B. OLIVEIRA, S\u00e9rgio\nH. F. SISTEMAS FOTOVOLTAICOS CONECTADOS \u00c0 REDE EL\u00c9TRICA. S\u00e3o\nPaulo: Oficina de Textos, 2012. 81 p.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\n\t\t\t<strong>Tipifica\u00e7\u00e3o\n\t\t\tdo inversor solar<\/strong>\n\t\t<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nnorma regulamentadora de n\u00famero 10 do Minist\u00e9rio do Trabalho (NR10)\ndefine instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica como um conjunto de partes necess\u00e1rias\nao funcionamento de um sistema el\u00e9trico. O inversor n\u00e3o pode ser\ntipificado como instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, mas sim um equipamento que\ncomp\u00f5es tal instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 12. Instala\u00e7\u00e3o El\u00e9trica: conjunto das partes el\u00e9tricas e n\u00e3o el\u00e9tricas associadas e com caracter\u00edsticas coordenadas entre si, que s\u00e3o necess\u00e1rias ao funcionamento de uma parte determinada de um sistema el\u00e9trico. <\/p><cite> (NR10, MTE) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nNBR 5410 define, em seu item 4.1.6, os servi\u00e7os de seguran\u00e7a como\nequipamentos destinados a funcionar em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia,\ncomo inc\u00eandios por exemplo. Desta feita, apesar de embarcar\ncomponentes de seguran\u00e7a internos, sua fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u00e9\nconverter <strong>CC<\/strong> em <strong>CA<\/strong>, n\u00e3o coadunando ser caracterizado\ncomo servi\u00e7o de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>4.1.6 Servi\u00e7os de seguran\u00e7a<\/strong><\/p><p> Equipamentos destinados a funcionar em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, como inc\u00eandios, devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necess\u00e1rio. <\/p><cite> (ABNT NBR 5410, 2004, rev. 2008) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nNBR 5410 define, em seu item 3.4.5, o ponto de utiliza\u00e7\u00e3o como\nsendo destinados a equipamentos de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 3.4.5 ponto de utiliza\u00e7\u00e3o: Ponto de uma linha el\u00e9trica destinado \u00e0 conex\u00e3o de equipamento de utiliza\u00e7\u00e3o. <\/p><cite> (ABNT NBR 5410, 2004, rev. 2008) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nNBR 5410 exemplifica, em seu item 9.5.2.3, o aquecedor el\u00e9trico como\num equipamento de utiliza\u00e7\u00e3o, quando define que o mesmo se conecta\nao ponto de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>9.5.2.3 Aquecimento el\u00e9trico de \u00e1gua<\/strong><\/p><p> A conex\u00e3o do aquecedor el\u00e9trico de \u00e1gua ao ponto de utiliza\u00e7\u00e3o deve ser direta, sem uso de tomada de corrente. <\/p><cite> (ABNT NBR 5410, 2004, rev. 2008) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nNBR 5410 define e especifica, em seu \u201c<strong>ANEXO E<\/strong>\u201d item <strong>E.2<\/strong>,\nequipamentos de utiliza\u00e7\u00e3o como aparelhos eletrodom\u00e9sticos,\naparelhos eletroprofissionais, ferramentas port\u00e1teis e cargas\nan\u00e1logas. Portanto entende-se como equipamentos de utiliza\u00e7\u00e3o\naqueles que servem \u00e0 utilidade humana e que n\u00e3o comp\u00f5em ao sistema\nde instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. Desta feita o inversor n\u00e3o pode ser\ncaracterizado como sendo um equipamento de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Os produtos com suportabilidade a impulsos categoria II s\u00e3o produtos destinados a serem conectados \u00e0 instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica fixa da edifica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o, essencialmente, equipamentos de utiliza\u00e7\u00e3o como aparelhos eletrodom\u00e9sticos, aparelhos eletroprofissionais, ferramentas port\u00e1teis e cargas an\u00e1logas. <\/p><cite> (NBR 5410) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nNBR 5410 define, em seu item 6.3.1, os equipamentos de seguran\u00e7a\ncomo sendo dispositivos destinados a prover as fun\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o,\nseccionamento e comando requeridas e especificadas na se\u00e7\u00e3o 5, que\ntutelam os componentes de instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. Seguindo tal\nracioc\u00ednio o inversor solar tamb\u00e9m n\u00e3o caracteriza como um\nequipamento de seguran\u00e7a, haja vista n\u00e3o ser destinado a prover\nfun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, mesmo detendo componentes de seguran\u00e7a\ninternos com fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de garantir a seguran\u00e7a interna\ndo inversor, impendido que o mesmo seja danificado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> <strong>6.3.1 Generalidades<\/strong><\/p><p> As prescri\u00e7\u00f5es desta subse\u00e7\u00e3o tratam da sele\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o dos dispositivos destinados a prover as fun\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o, seccionamento e comando requeridas e especificadas na se\u00e7\u00e3o 5 e devem ser observadas em conjunto tanto com aquelas medidas quanto com as disposi\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter geral relativas \u00e0 sele\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o dos componentes da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica apresentadas em 6.1.<\/p><cite> (NBR 5410) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nA\nABNT NBR 5410 de 2004 vers\u00e3o corrigida 2008 define como componente\nde instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica os equipamentos de gera\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o\ne transforma\u00e7\u00e3o de eletricidade. O inversor em quest\u00e3o \u00e9 um\nequipamento de transforma\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, pois transforma (converte)\ncorrente cont\u00ednua (CC) em corrente alternada (CA).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 3.1.1 componente (de uma instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica): Termo empregado para designar itens da instala\u00e7\u00e3o que, dependendo do contexto, podem ser materiais, acess\u00f3rios, dispositivos, instrumentos, equipamentos (de gera\u00e7\u00e3o, convers\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o, armazenamento, distribui\u00e7\u00e3o ou utiliza\u00e7\u00e3o de eletricidade), m\u00e1quinas, conjuntos ou mesmo segmentos ou partes da instala\u00e7\u00e3o (por exemplo, linhas el\u00e9tricas). <\/p><cite> (ABNT NBR 5410, 2004, rev. 2008) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Por fim, o <strong>inversor solar<\/strong> n\u00e3o \u00e9 um servi\u00e7o e\/ou sistema de seguran\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 um equipamento de utiliza\u00e7\u00e3o e\/ou de seguran\u00e7a, mas sim um equipamento de transforma\u00e7\u00e3o, sendo caracterizado como <strong>componente da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica<\/strong>, pois sem o mesmo o fornecimento da energia solar n\u00e3o se completa, isto \u00e9, n\u00e3o alimenta o consumo da resid\u00eancia, n\u00e3o cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o principal.<br><br> Assim, apesar de embarcarem componentes internos relacionados \u00e0 seguran\u00e7a pr\u00f3pria e da rede a que serve, o inversor solar n\u00e3o possui a fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de seguran\u00e7a, compulsando serem acompanhados e protegidos por equipamentos e\/ou dispositivos de seguran\u00e7as, com fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de seguran\u00e7a.<br><br> Ademais se o curto-circuito ocorrer na rede de CA, como encontra-se acoplado com a rede da prestadora, mesmo que o inversor desacople os m\u00f3dulos solares, n\u00e3o interromper\u00e1 o curto-circuito, pois a rede da prestadora continuar\u00e1 abastecendo o circuito, caso nenhum dispositivo de seguran\u00e7a atue antes. O lado de CC tamb\u00e9m comporta-se da mesma maneira, se um curto-circuito ocorrer no circuito CC, composto por m\u00f3dulos (placas) fotovoltaicas geradoras de energia el\u00e9trica e inversor (conversor de CC para CA), mesmo o inversor abrindo o circuito como forma de prote\u00e7\u00e3o, o curto-circuito se manter\u00e1, pois a fonte (placas) n\u00e3o foi desligada, isto \u00e9, a energia el\u00e9trica continuar\u00e1 sendo gerada em CC (corrente cont\u00ednua) e alimentando o curto que se comporta como uma carga, isto \u00e9, como um equipamento consumidor de energia. Assim para que o curto-circuito fosse interrompido, seria necess\u00e1rio remover as placas ou os cabos que conduzem a energia gerada pelas placas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Da conclus\u00e3o da an\u00e1lise<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Ao final do desenvolvimento identificou e demonstrou este Perito, por toda an\u00e1lise exposta neste laudo, que inexistem motivos para apontar o <strong>OBJETO PERICIAL PRINCIPAL (OPP)<\/strong>, identificado como inversor solar, como objeto causador ou permissivo do sinistro, haja vista n\u00e3o ser um equipamento de seguran\u00e7a, mas sim equipamento <strong>componente da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica<\/strong> que, apesar de possuir certo n\u00edvel de seguran\u00e7a interno, n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a dos demais integrantes da rede, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um equipamento que necessita de outros dispositivos especializados em seguran\u00e7a para sua prote\u00e7\u00e3o, tais quais disjuntores, fus\u00edveis e talvez DPSs e DRs. Por outro lado demonstrou que, apesar de deter equipamentos de seguran\u00e7a em pontos espec\u00edficos e estrat\u00e9gicos da rede, a equipe de elabora\u00e7\u00e3o falhou em n\u00e3o projetar medidas de seguran\u00e7as entre <strong>OPP<\/strong> e o transformador de pot\u00eancia (<strong>TRAFO<\/strong>), sendo este a causa prov\u00e1vel do curto-circuito que acometeu a estrutura el\u00e9trica.  <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>M\u00c9TODOS UTILIZADOS<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>M\u00e9todos<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nN\u00e3o\nse confundindo com metodologia, a ci\u00eancia que estuda os m\u00e9todos, o\nconceito de m\u00e9todo est\u00e1 ligado ao processo utilizado para atingir a\nverdade sobre um fato analisado. \u00c9 imprescind\u00edvel que o m\u00e9todo\nadotado utilize procedimentos t\u00e9cnico-cient\u00edficos, formais,\nl\u00f3gicos, sistematizados e reconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> O m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9 entendido como o conjunto de processos orientados por uma habilidade cr\u00edtica e criadora voltada para a descoberta da verdade e para a constru\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia hoje. A pesquisa constitui seu principal instrumento ou meio de acesso. <\/p><cite> (KHALMEYER-MERTENS, 2007, p 15 apud Cervo e Bervian, 2004)   <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Etapas da pesquisa t\u00e9cnica<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\n<strong>\t<\/strong>Para\na elabora\u00e7\u00e3o das\netapas de pesquisa t\u00e9cnica deste laudo o Perito adaptou as Etapas da\nPesquisa Cient\u00edfica do trabalho do Professor Maxwell Ferreira de\nOliveira, da\nUGF de Catal\u00e3o GO,\n\u201cMetodologia\nCient\u00edfica: um manual para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas em\nadministra\u00e7\u00e3o\u201d, de 2011, utilizada\npor outras entidades estudantis com o trabalho do Prof. Dr. Anael\nKrelling da IFSC de Santa Catarina PR, ambos devidamente\nreferenciados\nnesse t\u00f3pico. \n<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Delimita\u00e7\u00e3o do tema;<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAqui\nrepresentadas pela interpreta\u00e7\u00e3o do que se p\u00f4de abstrair dos\nautos, leitura da peti\u00e7\u00e3o inicial, contesta\u00e7\u00e3o, documentos\narrolados e inspe\u00e7\u00e3o do verossimilhante do OBJETO PERICIAL.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\n\t\t\t<strong>Delimita\u00e7\u00e3o\n\t\t\tdo problema<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>Delimita\u00e7\u00e3o\n\t\t\tdo objeto<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>Delimita\u00e7\u00e3o\n\t\t\tdos objetivos<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>Delimita\u00e7\u00e3o\n\t\t\tda escolha dos m\u00e9todos de pesquisa<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>Coleta\n\t\t\tde dados;<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>Exame\n\t\t\tdos dados;<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>An\u00e1lise\n\t\t\te discuss\u00e3o dos dados<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>Relat\u00f3rio\n\t\t\tfinal<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t<strong>Conclus\u00e3o<\/strong>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<ol><\/ol>\n\t\t<\/li><\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Projeto de pesquisa<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\ndimensionamento estrutural desse laudo adaptou a norma ABNT NBR\n10719\/2011,\nque trata da informa\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios t\u00e9cnicos\ne\/ou cient\u00edficos. Ademais\na estrutura do laudo respeita os requisitos das NBR 14.653\/2001 \u2013\n<strong>Avalia\u00e7\u00e3o\nde bens \u2013 Parte 1: Procedimentos gerais<\/strong>\ne NBR 17.752\/1996 \u2013 <strong>Per\u00edcias\nde engenharia na constru\u00e7\u00e3o civil<\/strong><strong>,\ndevidamente explicadas no artigo a seguir:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-perito-judicial\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"UGqqKnKxTp\"><a href=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/2021\/06\/11\/a-diferenca-entre-laudo-pericial-e-parecer-tecnico\/\">A diferen\u00e7a entre Laudo Pericial e Parecer T\u00e9cnico<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;A diferen\u00e7a entre Laudo Pericial e Parecer T\u00e9cnico&#8221; &#8212; Perito Judicial\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/2021\/06\/11\/a-diferenca-entre-laudo-pericial-e-parecer-tecnico\/embed\/#?secret=UGqqKnKxTp\" data-secret=\"UGqqKnKxTp\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>An\u00e1lise dos objetos da per\u00edcia<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPara\na an\u00e1lise do objeto da per\u00edcia o intuito seria a aplica\u00e7\u00e3o dos\n<strong>m\u00e9todo<\/strong><strong>s<\/strong><strong>cient\u00edficos indutivo e<\/strong><strong>\nlaboratorial<\/strong>, submetendo o equipamento a v\u00e1rios testes para\nidentifica\u00e7\u00e3o do referido defeito e origem. O <strong>m<\/strong><strong>\u00e9todo\nindutivo <\/strong>consiste em realizar v\u00e1rias an\u00e1lises particulares e,\nap\u00f3s uma quantidade suficiente, considerar as demais por\nequival\u00eancia. Portanto seriam inspecionados v\u00e1rios componentes do\nsistema de entrada, sa\u00edda e tratamento energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Em linhas gerais, o m\u00e9todo indutivo \u00e9 aquele pelo qual uma lei geral \u00e9 estabelecida a partir da observa\u00e7\u00e3o e da repeti\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, por meio de observa\u00e7\u00f5es particulares at\u00e9 chegar-se \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de um princ\u00edpio geral. <\/p><cite> (FELIX, 2018) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> A pesquisa laboratorial procede a uma investiga\u00e7\u00e3o mais precisa, no entanto, obt\u00e9m resultados mais exatos. Para o seu procedimento, \u00e9 necess\u00e1rio descreve e averiguar o que suceder\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o controlada. Requer instrumental necess\u00e1rio, espec\u00edfico e ambientes prop\u00edcios.<\/p><cite> (FELIX, 2018, p. 9 apud LAKATOS, MARCONI, 2003) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> A pesquisa laboratorial \u00e9 feita em ambientes preparados e controlados, onde o pesquisador tem o controle das vari\u00e1veis para encontrar respostas ou testar hip\u00f3teses <\/p><cite> (FELIX, 2018, p. 9 apud LAKATOS, MARKONI, 2009). <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Como o <strong>OBJETO<\/strong> <strong>PERICIAL<\/strong> n\u00e3o foi apresentado, n\u00e3o foi poss\u00edvel detalhar as caracter\u00edsticas do equipamento espec\u00edfico. Por\u00e9m, da aus\u00eancia do <strong>OPP<\/strong> o Perito desenvolveu sua vistoria utilizando <strong>m\u00e9todo da m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a<\/strong> concatenado com o a <strong>infer\u00eancia bayesiana<\/strong>, identificando os pontos principais a serem tratados nas demais fases periciais.<br><br> A m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a \u00e9 um m\u00e9todo estat\u00edstico utilizado para um amplo espectro de an\u00e1lises desenvolvido na d\u00e9cada de 1920 por Ronald A. Fissehr para estimar par\u00e2metros desconhecidos em um modelo. [\u2026] O modelo de evolu\u00e7\u00e3o pode ser emp\u00edrico, derivado de pressupostos gerais sobre evolu\u00e7\u00e3o de sequ\u00eancias, ou param\u00e9trico, escolhido com base no conjunto de dados a ser analisado. [&#8230;] Com base no modelo escolhido, a m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a escolhe a \u00e1rvore que, de todas as \u00e1rvores, \u00e9 a que \u00e9 mais prov\u00e1vel de ter produzido os dados observados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> A infer\u00eancia bayesiana \u00e9 uma metodologia geral de infer\u00eancia estat\u00edstica intimamente relacionada com a m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a. Ela difere da m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a pelo fato dos par\u00e2metros em um determinado modelo serem considerados vari\u00e1veis aleat\u00f3rias que possuem distribui\u00e7\u00e3o estat\u00edstica. Antes da an\u00e1lise dos dados, uma distribui\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e9 designada aos par\u00e2metros que ser\u00e1 combinada com a verossimilhan\u00e7a dos dados para gerar uma distribui\u00e7\u00e3o posterior. Todas as infer\u00eancias realizadas a partir dos par\u00e2metros dados s\u00e3o com base na distribui\u00e7\u00e3o posterior obtida. Desta forma, diferentemente da m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a, as probabilidades n\u00e3o s\u00e3o estimadas fundamentadas em modelos a priori mas ap\u00f3s algum tio de conhecimento sobre os dados, ou seja, a an\u00e1lise \u00e9 realizada com probabilidades a posteriori. A hip\u00f3tese considerada ideal \u00e9 aquele que maximiza a probabilidade posterior. <\/p><cite> (SIM\u00d5ES, 2019) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>An\u00e1lise do inc\u00eandio<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nCom\nbase nas evid\u00eancias coletadas e presentes nos autos, utilizando-se\nda <strong>metodologia de an\u00e1lise de inc\u00eandio do <\/strong><strong>Manual de\nper\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es <\/strong><strong>do<\/strong><strong> Corpo de\nBombeiros Militar do Distrito Federal<\/strong>,\ndevidamente referenciado ao\nfinal, passou\na analisar metodicamente os principais e poss\u00edveis elementos\nidentific\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Vistoria das instala\u00e7\u00f5es<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nCom\no intuito de classificar as instala\u00e7\u00f5es do <strong>CLIENTE<\/strong>,\nnecess\u00e1rio para resposta dos quesitos, o Perito utilizaria o m\u00e9todo\nde <strong>pesquisa de campo<\/strong>, aquele caracterizado pela busca de\nvari\u00e1veis em seu local de origem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> pesquisa de campo \u2013 apresenta-se como investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica realizada no local onde ocorreu o fen\u00f4meno ou que disp\u00f5e de elementos para investig\u00e1-los. O termo \u201cpesquisa de campo\u201d \u00e9 normalmente empregado para descrever um tipo de pesquisa feito nos lugares da vida cotidiana, por\u00e9m fora do laborat\u00f3rio ou da sala de entrevista. Nesse sentido, o pesquisador vai ao campo para coletar dados que ser\u00e3o depois analisados, utilizando uma variedade de m\u00e9todos tanto para a coleta quanto para a an\u00e1lise. As pesquisas de campo podem ser do tipo experimental; pesquisa-a\u00e7\u00e3o, estudo de caso, pesquisa etnogr\u00e1fica e fenomenol\u00f3gica. <\/p><cite> (KHALMEYER-MERTENS, 2007, p. 55) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nComo\na per\u00edcia ficou inviabilizada pela completa altera\u00e7\u00e3o da cena\npericial, restou ao Perito realizar a an\u00e1lise indireta, utilizando\nm\u00e9todo de vistoria, exame e an\u00e1lise indireto, atrav\u00e9s da consulta\nde documentos arrolados nos autos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Bibliografia e documentos<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nPerito analisou todas as informa\u00e7\u00f5es presentes nos autos, inclusive\nnovos documentos solicitados e atendidos, utilizando o m\u00e9todo de\n<strong>pesquisa <\/strong><strong>documental<\/strong>, aquela que consiste da utiliza\u00e7\u00e3o\nde v\u00e1rios documentos relevantes ao deslinde de um fato controverso.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Conforme Lakatos (2010, p. 157), a caracter\u00edstica de pesquisa documental \u00e9 a que a fonte de coleta de dados est\u00e1 restrita a documentos, escritos ou n\u00e3o, constituindo as fontes prim\u00e1rias. <\/p><cite> (FELIX, 2018 apud LAKATOS, 2010, p. 157) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> [Na] pesquisa documental h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o de fontes documentais, pois tem o mesmo procedimento da pesquisa bibliogr\u00e1fica, a diferen\u00e7a \u00e9 que vale-se de materiais que n\u00e3o receberam ainda tratamento anal\u00edtico, que podem ser reelaborados de acordo com o objetivo da pesquisa. <\/p><cite> (FELIX, 2018 apud GIL, 2010, p. 51) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Coleta, exame e an\u00e1lise de dados<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPara\na coleta de dados, organiza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o dos ind\u00edcios\napresentados no desenvolvimento do laudo, procedimento conhecido como\nheur\u00edstica, o Perito utilizou o m\u00e9todo de <strong>pesquisa hist\u00f3rica<\/strong>,\naquela em que o profissional estuda o passado, sintetizando-o em uma\nnarrativa cronol\u00f3gica para utiliza\u00e7\u00e3o em posterior fase anal\u00edtica.\nPara MIRANDA NETO (2005) a pesquisa hist\u00f3rica ocorrem em 03 (tr\u00eas)\netapas:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> antes de tudo submeter\u00e1 os dados extra\u00eddos de suas fontes de informa\u00e7\u00e3o a um estudo e an\u00e1lise cr\u00edtica, como bibliotecas, arquivos p\u00fablicos e privados etc. Fundamental nesta primeira fase do trabalho do pesquisador hist\u00f3rico \u00e9 o exame rigorosamente cr\u00edtico do material de informa\u00e7\u00e3o com o objetivo de estabelecer sua autenticidade e em seguida seu valor de prova para a demonstra\u00e7\u00e3o que interessa o pesquisador. Esta parte da pesquisa hist\u00f3rica se chama heur\u00edstica;<\/p><p> a segunda parte consiste na reconstru\u00e7\u00e3o mental dos fen\u00f4menos do passado, sobre a base de uma sele\u00e7\u00e3o adequada e uma interpreta\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e explica\u00e7\u00e3o dos dados coletados no processo anterior da pesquisa (a hermen\u00eautica).<\/p><p> a terceira etapa, finalmente, \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o escrita que adota diferentes formas: monografia, que trata de um determinado assunto, a biografia, e a hist\u00f3ria propriamente dita, como narra\u00e7\u00e3o em forma sistematizada dos fen\u00f4menos do passado. <\/p><cite> (MIRANDA NETO, 2005, p. 28) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>An\u00e1lise, delimita\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edcios<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPara\na an\u00e1lise, delimita\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edcios do par\u00e1grafo\nanterior, o Perito utilizou o <strong>m\u00e9todo indutivo<\/strong>, devidamente\nexplicado anteriormente,<strong> hipot\u00e9tico-<\/strong><strong>in<\/strong><strong>dutivo<\/strong>,\n<strong>hipot\u00e9tico-dedutivo<\/strong>\ne, o <strong>m\u00e9todo <\/strong><strong>investigativo <\/strong>baseado\nno <strong>m\u00e9todo <\/strong><strong>dial\u00e9tico<\/strong>,\nque trata do conflito entre\na teoria e sua ant\u00edtese, isto \u00e9, a criticidade de qualquer teoria,\nmesmo a do profissional que a est\u00e1 apresentando, chegando a\numa s\u00edntese final devidamente combatida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Mas h\u00e1 tamb\u00e9m outra forma de entender o m\u00e9todo dial\u00e9tico, que disciplina a constru\u00e7\u00e3o de conceitos para diferenciar os objetos, e examin\u00e1-los, com rigor cient\u00edfico. Dessa forma, aquilo que se coloca prerante o pesquisador como verdade deve ser contraditado, confrontado com outras realidades e teorias para se obter uma conclus\u00e3o, uma nova teoria. Utilizar o m\u00e9todo dial\u00e9tico como racioc\u00ednio faz com que seja poss\u00edvel \u201c[\u2026] verificar com mais rigor os objetos de an\u00e1lise, justamente por serem postos frente a frente com o teste de suas contradi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis\u201d. <\/p><cite> (BONAT, 2009 citando MEZZAROBA; MONTEIRO, 2003) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Indicadores, vest\u00edgios, evid\u00eancias e\/ou ind\u00edcios<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPara\nse estabelecer os indicadores, vest\u00edgios, evid\u00eancias e\/ou ind\u00edcios,\ngeralmente utilizado nas fases iniciais de uma pesquisa\ntecnocient\u00edfica, utiliza-se o m\u00e9todo <strong>hipot\u00e9tico-indutivo<\/strong>,\naquele que se utiliza da met\u00f3dica observa\u00e7\u00e3o emp\u00edrica,\nestabelecendo assim as premissas b\u00e1sicas de suportabilidade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> Quando iniciamos uma pesquisa pela primeira vez, a abordagem hipot\u00e9tico-indutiva normalmente prevalece, ou seja, constru\u00edmos nossas hip\u00f3teses e indicadores a partir da observa\u00e7\u00e3o do campo emp\u00edrico, derivando da\u00ed novos conceitos e novas hip\u00f3teses que ser\u00e3o submetidas \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o pelo m\u00e9todo estabelecido. Na sequ\u00eancia, quando se possuem algumas ideias conceituais e respeito do tema trabalhado que possam explicar o objeto de estudo, a abordagem hipot\u00e9tico-dedutiva passa a ter mais import\u00e2ncia. Isso quer dizer que a constru\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses parte de um postulado ou conceito como modelo de interpreta\u00e7\u00e3o do objeto estudado. Na realidade, esses duas abordagens se articulam, pois todos os modelos elaborados por uma pesquisa cient\u00edfica comportam dedu\u00e7\u00e3o e indu\u00e7\u00e3o. <\/p><cite> (GERHARDT, SILVEIRA, 2009) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>M\u00e9todo hipot\u00e9tico-indutivo<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\n<strong>hipot\u00e9tico-indutivo<\/strong> parte da observa\u00e7\u00e3o emp\u00edrica do objeto\npara elaborar as primeiras teses que, ap\u00f3s a utiliza\u00e7\u00e3o da\ndial\u00e9tica (tese e ant\u00edtese), estabelecem-se as primeiras premissas.\nAtrav\u00e9s do modelo a ser observado levanta-se as hip\u00f3teses,\ndefinem-se os conceitos, conformam as dimens\u00f5es abrangidas,\nestabelecem-se os componentes envolvidos, resultando nos indicadores.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> M\u00e9todo hipot\u00e9tico-indutivo<\/p><p> A constru\u00e7\u00e3o parte da observa\u00e7\u00e3o.<\/p><p> O indicador \u00e9 de natureza emp\u00edrica.<\/p><p> A partir dele, constroem-se novos conceitos, novas hip\u00f3teses e o modelo que ser\u00e1 submetido \u00e0 prova dos fatos.<\/p><cite>  (GERHARDT, SILVEIRA, 2009) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>M\u00e9todo hipot\u00e9tico-dedutivo<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\n<strong>hipot\u00e9tico-dedutivo<\/strong> parte das premissas j\u00e1 estabelecidas e\nprovadas, indicadores, vest\u00edgios, evid\u00eancias e ind\u00edcios,\ngeralmente pelo seu m\u00e9todo irm\u00e3o <strong>hipot\u00e9tico-indutivo<\/strong> que,\nap\u00f3s debates dial\u00e9ticos e probat\u00f3rios, geram novas hip\u00f3teses que,\ndevidamente combatidas firmam novos precedentes cient\u00edficos, podendo\ninclusive gerar novos m\u00e9todos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> M\u00e9todo hipot\u00e9tico-dedutivo<\/p><p> A constru\u00e7\u00e3o parte de um postulado ou conceito como modelo de interpreta\u00e7\u00e3o do objeto estudado.<\/p><p> Esse modelo gera, atrav\u00e9s de um trabalho l\u00f3gico, as hip\u00f3teses, os conceitos e os indicadores para os quais ser\u00e1 necess\u00e1rio buscar correspondentes no real. <\/p><cite> (GERHARDT, SILVEIRA, 2009) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Afirmativas<\/strong> <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nPara\npautar as v\u00e1rias afirmativas do desenrolar do laudo, o Perito\nutilizou-se da <strong>pesquisa bibliogr\u00e1fica<\/strong>, m\u00e9todo obrigat\u00f3rio\nna pesquisa t\u00e9cnico-cient\u00edfica, utilizando conhecimento de outros\nprofissionais e m\u00e9todos reconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> A <strong>pesquisa bibliogr\u00e1fica<\/strong> \u00e9 utilizada para quaisquer tipos de pesquisa no trabalho cient\u00edfico, n\u00e3o \u00e9 mera repeti\u00e7\u00e3o de dados de v\u00e1rios autores do mesmo assunto. \u201cA pesquisa bibliogr\u00e1fica \u00e9 desenvolvida a partir de material j\u00e1 elaborado, constitu\u00eddo principalmente de livros e artigos cient\u00edficos\u201d. <\/p><cite> (FELIX, 2018 apud GIL, 2010, p. 50) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nResultado\nda pesquisa bibliogr\u00e1fica, para esta per\u00edcia o Perito utilizou os\ntrabalhos de v\u00e1rios profissionais devidamente citados no decorrer do\ndesenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\n\t\t<strong>Elabora\u00e7\u00e3o\n\t\tdo laudo<\/strong>\n\t\t\n\t<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nO\nresumo foi elaborado conforme adapta\u00e7\u00e3o da norma ABNT NBR\n6028\/2003, que estabelece os requisitos para reda\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o\nde resumos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> 3.1 O resumo deve ressaltar o objetivo, o m\u00e9todo, os resultados e as conclus\u00f5es do documento. A ordem e a extens\u00e3o destes itens dependem do tipo de resumo (informativo ou indicativo) e do tratamento que cada item recebe no documento original.<\/p><p> 3.3 O resumo deve ser composto de uma seq\u00fc\u00eancia de frases concisas, afirmativas e n\u00e3o de enumera\u00e7\u00e3o de t\u00f3picos. Recomenda-se o uso de par\u00e1grafo \u00fanico.<\/p><p> 3.3.1 A primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal do documento. A seguir, deve-se indicar a informa\u00e7\u00e3o sobre a categoria do tratamento (mem\u00f3ria, estudo de caso, an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o etc.).<\/p><p> 3.3.2 Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular.<\/p><cite>  (ABNT NBR 6028\/2003) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> O laudo pericial foi redigido e formatado conforme as regras b\u00e1sicas de per\u00edcia, baseado no m\u00f3dulo II do livro digital do curso de Computa\u00e7\u00e3o Forense do programa de educa\u00e7\u00e3o continuada a dist\u00e2ncia, portal da educa\u00e7\u00e3o e de outras normas e trabalhos devidamente citados.<br><br> Os trabalhos periciais, bem como a elabora\u00e7\u00e3o do laudo e respostas dos quesitos, se desenvolveram com base em documenta\u00e7\u00e3o fornecida pelos autos, normas referidas, de literatura t\u00e9cnica e do conhecimento do Perito.<br><br> A vistoria n\u00e3o ocorreu, mas permearia \u00e0s regras da metodologia investigativa de an\u00e1lise de erros, seguindo os padr\u00f5es do <strong>m\u00e9todo dial\u00e9tico<\/strong>, onde decidiria por uma busca em v\u00e1rios itens elencado nas NBRs 5419\/2015, 5410\/2004 corrigida em 2008 e NR10 MTE.<br><br> Uma parte da per\u00edcia \u00e9 formada por quesitos que ser\u00e3o respondidos a partir do conhecimento espec\u00edfico do perito e seu Assistente.<br><br> Os quesitos que demandaram metodologia diferenciada foram devidamente discriminados em seus pr\u00f3prios itens.<\/p>\n\n\n\n<p>\nFontes:<\/p>\n\n\n\n<p>\nASSOCIA\u00c7\u00c3O\nBRASILEIRA DE NORMAS T\u00c9CNICAS. <strong>NBR\n10719:2011 Informa\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o \u2013 Relat\u00f3rio t\u00e9cnico e\/ou\ncient\u00edfico: Refer\u00eancias<\/strong>.\nRio de Janeiro, 11 p. 2011.\n\n<\/p>\n\n\n\n<p>\nASSOCIA\u00c7\u00c3O\nBRASILEIRA DE NORMAS T\u00c9CNICAS. <strong>NBR\n<\/strong><strong>5410\/2004<\/strong><strong>Instala\u00e7\u00f5es\nel\u00e9tricas de baixa tens\u00e3o. Vers\u00e3o corrigida 2008.<\/strong><strong>\nRefer\u00eancias<\/strong>.\nRio de Janeiro. ABNT.\n209\npg.\n\n<\/p>\n\n\n\n<p>\nASSOCIA\u00c7\u00c3O\nBRASILEIRA DE NORMAS T\u00c9CNICAS. <strong>NBR\n<\/strong><strong>5419<\/strong><strong>\/20<\/strong><strong>15<\/strong><strong>\n<\/strong><strong>Prote\u00e7\u00e3o\ncontra descargas atmosf\u00e9ricas<\/strong><strong>.\n<\/strong><strong>Partes\n1, 2, 3 e 4<\/strong><strong>.<\/strong><strong>\nRefer\u00eancias<\/strong>.\nRio de Janeiro. ABNT.\n\n<\/p>\n\n\n\n<p>\nBONAT,\nDebora. METODOLOGIA DE PESQUISA. 3 ed. Curitiba. IESDE BRASIL: 2009.\n132 p.<\/p>\n\n\n\n<p>\nFELIX,\nJohn Hebert da Silva. COMO ESCREVER BEM: PROJETO DE PESQUISA E ARTIGO\nCIENT\u00cdFICO. 1\u00aa ed. Curitiba: Appris, 2018. 187 p.<\/p>\n\n\n\n<p>\nGERHARDT,\nTatiana Engel. SILVEIRA, Denise Tolfo. M\u00c9TODOS DE PESQUISA. 1 ed.\nPorto Alegre; UAB\/UFRGS e SEAD\/UFRGS: 2009. 120 p.<\/p>\n\n\n\n<p>\nKHALMEYER-MERTENS,\nRoberto S. et al. COMO ELABORAR PROJETOS DE PESQUISAS \u2013 Linguagem e\nm\u00e9todo. 1\u00aa ed. Rio de Janeiro: FGV. 2007. 140 p.<\/p>\n\n\n\n<p> KRELLING, Anael. AS ETAPAS DA PESQUISA. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/joinville.ifsc.edu.br\/~anael.krelling\/Bacharelado%20em%20Engenharia%20Mec%C3%A2nica\/MPE\/3%20-%20As%20Etapas%20da%20Pesquisa.pdf\">Link<\/a>&gt;. Acesso em: 30 Out. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p> Manual de per\u00edcia em inc\u00eandios e explos\u00f5es: conhecimentos gerais \/ Diretoria de Investiga\u00e7\u00e3o de Inc\u00eandio \u2013 Bras\u00edlia: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, 2019. 310 p. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.cbm.df.gov.br\/downloads\/edocman\/file_5e21f5896b722_I-Conhecimentos%20Gerais%20-%20Manual%20de%20Percia%20em%20Incndios%20e%20Exploses.pdf\">Link<\/a>&gt;. Acesso em: 12 fev 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\nMEZZAROBA,\nOrides. MONTEIRO, Cl\u00e1udia Servilha. MANUAL DE MEOTODOLOGIA DE\nPESQUISA NO DIREITO. S\u00e3o Paulo. Saraiva: 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>\nMIRANDA\nNETO, Manoel Jos\u00e9 de. PESQUISA PARA O PLANEJAMENTO \u2013 M\u00c9TODOS &amp;\nT\u00c9CNICAS. 1\u00aa ed. Rio de Janeiro \u2013 RJ: FGV, 2005. 84 p.<\/p>\n\n\n\n<p> OLIVEIRA, Maxwell Ferreira de. METODOLOGIA CIENT\u00cdFICA: UM MANUAL PARA A REALIZA\u00c7\u00c3O DE PESQUISAS EM ADMINISTRA\u00c7\u00c3O. Catal\u00e3o: UFG, 2011. 72 p.: il. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/adm.catalao.ufg.br\/up\/567\/o\/Manual_de_metodologia_cientifica_-_Prof_Maxwell.pdf\">Link<\/a>&gt;. Acesso em: 30 Out. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>\nSECRETARIA\nDO TRABALHO.\n<strong>NR\n10\/2004.<\/strong><strong>\n<\/strong><strong>SEGURAN\u00c7A\nEM INSTALA\u00c7\u00d5ES E SERVI\u00c7OS EM ELETRICIDADE<\/strong><strong>.\nVers\u00e3o corrigida 20<\/strong><strong>16<\/strong><strong>.<\/strong><strong>\nRefer\u00eancias<\/strong>.\nBras\u00edlia\n\u2013 DF.\n14\npg.\n\n<\/p>\n\n\n\n<p> SIM\u00d5ES, Rachel Siqueira de Queiroz. VIROLOGIA HUMANA E VETERIN\u00c1RIA. 1 Ed. Rio de Janeiro \u2013 RJ: Thieme Revienter Publica\u00e7\u00f5es, 2019. 352 p.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>RESUMO<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> Definido como a \u201capresenta\u00e7\u00e3o concisa dos pontos relevantes de um documento\u201d pela NBR ABNT 6028\/2003, segue resumo de a\u00e7\u00f5es de coleta, exame e an\u00e1lises explicadas e descriminadas pelo Perito do Ju\u00edzo que ponderaram a conclus\u00e3o:<br><br> O Perito apresentou suas considera\u00e7\u00f5es iniciais. N\u00e3o identificou os OBJETOS PERICIAIS (OP). Apresentou sua vis\u00e3o da problem\u00e1tica dos autos, o detalhamento dos OPs, os objetivos do laudo, as ferramentas utilizadas. Detalhou suas compet\u00eancias, complementando com seu curr\u00edculo e certificados. Apresentou conceitua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, a descri\u00e7\u00e3o dos presentes \u00e0 per\u00edcia de campo, o agendamento contendo a data, hora e local da per\u00edcia de campo. <strong>Na fase de preambular<\/strong> o Perito descreveu sucintamente o hist\u00f3rico da per\u00edcia de campo em pre\u00e2mbulo inicial. <strong>Na fase formal da per\u00edcia de campo<\/strong>, conhecida como fase de coleta de dados,o Perito detalhou a oitiva e demais produ\u00e7\u00e3o de provas na fase formal de coleta de dados, onde n\u00e3o identificou a presen\u00e7a do OP, relatando presen\u00e7a de ambas as <strong>PARTES<\/strong>. Questionou as <strong>PARTES<\/strong> sobre laudo de inc\u00eandio, projetos el\u00e9tricos, SPDA ou an\u00e1lise de risco, fotografias, informa\u00e7\u00f5es sobre o OPP como on-gride ou off-gride, como presumiu v\u00edcio e OPP como causador ou permissivo do sinistro, baterias, Kit de prote\u00e7\u00e3o como disjuntores, fus\u00edveis, DPs e DRs, bem como sistema de aterramento de prote\u00e7\u00e3o. Questionou a <strong>REQUERIDA<\/strong> sobre logs do OPP. \u00c0 <strong>TERCEIRA<\/strong> realizou in\u00fameros questionamentos t\u00e9cnicos como tecnologia limiter, datasheet, fus\u00edveis e DPSs no OPP, anti-ilhamento. <strong>Na fase material da per\u00edcia de campo<\/strong>, da aus\u00eancia do OPP vistoriou outro inversor de m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a. Na fase de complementa\u00e7\u00e3o documental recebeu novos documentos via autos das <strong>PARTES<\/strong>, incluindo novas fotografias, projetos, As Built, etc. <strong>Na fase elaborativa de exames periciais<\/strong> apresentou os crit\u00e9rios de recep\u00e7\u00e3o e\/ou afastamento de provas, recepcionou alguns documentos apresentados em complementa\u00e7\u00e3o documental, correlacionou o objeto analisado em per\u00edcia de campo com as imagens apresentadas nos autos, deliberou sobre a aus\u00eancia do OPP, explicou sobre a vistoria em equipamento verossimilhante, afastou fundamentadamente alguns documentos. <strong>Na fase de an\u00e1lise pericial<\/strong> o Perito apresentou explicativamente algumas normas t\u00e9cnicas e seus requisitos de seguran\u00e7a, apresentou, conceituou e definiu as fun\u00e7\u00f5es principal e subsidi\u00e1rias do OPP, deliberou sobre utiliza\u00e7\u00e3o do OPP como fun\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, conceituou e explicou sobre curto-circuito, realizou estudo da an\u00e1lise de inc\u00eandio utilizando metodologia aplicada pela Corpora\u00e7\u00e3o do Corpo de Bombeiros, apresentando investiga\u00e7\u00e3o, zona de origem, foco inicial, explicou e caraterizou o inc\u00eandio como monofoco, explicou e apontou a fonte da igni\u00e7\u00e3o, explicou e apontou o candidato a objeto causador, deliberou explicativamente sobre o alastramento ou propaga\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio. Apresentou fundamenta\u00e7\u00e3o afastando curto-circuito nos condutores de corrente cont\u00ednua (CC), afastando culpabilidade do inversor (OPP), afastando culpabilidade dos terminais do transformador de pot\u00eancia (TRAFO), apresentou inconsist\u00eancias nos projetos de \u201c<em><strong>como fazer<\/strong><\/em>\u201d (As Built) apontando especificamente a aus\u00eancia protetiva entre OPP e TRAFO, enfatizando ser o ponto de maior fragilidade da instala\u00e7\u00e3o e, da aus\u00eancia e\/ou insufici\u00eancia t\u00e9cnica dos projetos apresentados, n\u00e3o p\u00f4de certificar a estrutura implantada. Explicou fundamentadamente sobre a inflamabilidade do PVC, apresentou estudo da AFAP, Instru\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica n 10\/2018 e outras refer\u00eancias sobre o tema, aprofundou a explica\u00e7\u00e3o sobre condu\u00edtes corrugados antichamas, como o condu\u00edte extingue o fogo, motivo do fogo n\u00e3o ter sido extinto utilizando o m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o do segundo material combust\u00edvel, deliberou sobre a resist\u00eancia investigativa pela aus\u00eancia da reconstru\u00e7\u00e3o ou reconstitui\u00e7\u00e3o da cena, sobre a aus\u00eancia do laudo pericial de inc\u00eandio, sobre a aus\u00eancia do estabelecimento da cadeia de cust\u00f3dia, explicou e apontou a causa prov\u00e1vel, explicou sobre curto-circuito em corrente cont\u00ednua (CC) e corrente alternada (CA), explicou sobre a limita\u00e7\u00e3o de corrente do OPP, explicou e apontou sobre os equipamentos de seguran\u00e7a, explicou a incapacidade do OPP identificar e interromper curto-circuito em CA e CC, tratou da aus\u00eancia de kit protetivo nos m\u00f3dulos fotovoltaicos (placas), apontou o erro em confiar no inversor como sistema de prote\u00e7\u00e3o. Passou a delibera sobre a obrigatoriedade dos profissionais, projetos, vistorias, inspe\u00e7\u00f5es, documentos, entre outros apontados pelas normas NR10, NBR5419 e NBR5410, reconhecendo os documentos \u201can\u00e1lise de risco\u201d que afastam a necessidade do PDA, modesto projeto de instala\u00e7\u00e3o, ART e \u201cAs Built\u201d, ausentando demais documentos obrigat\u00f3rios. Passou a demonstrar sobre a vistoria dos objetos pericias e demais por m\u00e9todo de m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a, vistoriou equipamento verossimilhante, identificou os sistemas contra surtos energ\u00e9ticos, apresentou os princ\u00edpios da vistoria estrutural, explicou sobre a vistoria indireta, tipificou o inversor solar OPP como componente da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, afastando sua responsabilidade protetiva dos demais componentes. Apresentou estudo sobre validade de laudos unilaterais. Apresentou a conclus\u00e3o da fase de an\u00e1lise pericial. Em seguida desenvolveu a metodologia aplicada no laudo, o resumo final, as conclus\u00f5es finais, seguido das devidas respostas dos quesitos e apresenta\u00e7\u00e3o do ap\u00eandice.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> <strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\nAnalisando\ntodos os documentos dispon\u00edveis nos autos, novos solicitados em\ncomplementa\u00e7\u00e3o documental, vistoriando equipamentos\nverossimilhantes, levando em considera\u00e7\u00e3o o conhecimento do Perito,\n\u00e0 literatura t\u00e9cnica, resolu\u00e7\u00f5es, normas, princ\u00edpios\nt\u00e9cnico-cient\u00edficos, entre outras, diante da indisponibilidade dos\nobjetos periciais e impossibilidade confirmat\u00f3ria t\u00e9cnico-cient\u00edfica\ndos danos, das irregularidades da estrutura el\u00e9trica do <strong>CLIENTE<\/strong>,\nda insufici\u00eancia norma e t\u00e9cnico protetiva da estrutura el\u00e9trica\ninstalada pela <strong>REQUERENTE<\/strong>, afastou fundamentadamente a\nresponsabilidade do Objeto Pericial Principal (OPP) como permissivo\ndo sinistro, haja vista n\u00e3o ser um equipamento de seguran\u00e7a, mas\nsim um componente da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica que necessita de\nsuportabilidade protetiva adicional e, apresentou como causa prov\u00e1vel\ndo sinistro a insufici\u00eancia ou aus\u00eancia protetiva entre OPP e TRAFO\nque, ap\u00f3s an\u00e1lise do projeto encaminhado em complementa\u00e7\u00e3o\ndocumental, diante da aus\u00eancia de qualquer dispositivo de seguran\u00e7a,\nse mostrou o ponto de maior fragilidade da estrutural el\u00e9trica em\nquest\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trata-se de um inc\u00eandio ocorrido em uma resid\u00eancia na cidade de Arax\u00e1 &#8211; MG, que teve parte de seu sistema de gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica afetado. 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