{"id":597,"date":"2020-04-29T19:33:18","date_gmt":"2020-04-29T22:33:18","guid":{"rendered":"http:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/?p=597"},"modified":"2020-08-18T17:21:41","modified_gmt":"2020-08-18T20:21:41","slug":"como-funcionam-as-descargas-atmosfericas-da-raios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/2020\/04\/29\/como-funcionam-as-descargas-atmosfericas-da-raios\/","title":{"rendered":"Como funcionam as Descargas Atmosf\u00e9ricas &#8211; DA (Raios)"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"639\" height=\"431\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/lightning-behind-power-lines-1547793-639x430.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-614\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/lightning-behind-power-lines-1547793-639x430.jpg 639w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/lightning-behind-power-lines-1547793-639x430-300x202.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Indice:<br><a href=\"#\u00c1tomos-e-corrente-el\u00e9trica\">\u00c1tomos e corrente el\u00e9trica<\/a><\/strong><a href=\"#\u00c1tomos-e-corrente-el\u00e9trica\"> <\/a><br><a href=\"#As-nuvens\"><strong>As n\u00favens<\/strong><\/a><br><strong><a href=\"#Descargas-atmosf\u00e9ricas-(DA)\">Descargas atmosf\u00e9ricas (DA)<\/a><\/strong><br><strong><a href=\"#O-princ\u00edpio-de-m\u00ednima-a\u00e7\u00e3o\">O princ\u00edpio de m\u00ednima a\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><br><strong><a href=\"#Princ\u00edpio-da-divis\u00e3o-de-corrente\">Princ\u00edpio da divis\u00e3o de corrente<\/a><\/strong><a href=\"#Princ\u00edpio-da-divis\u00e3o-de-corrente\"> <\/a><br><strong><a href=\"#Lei-de-Coulomb-e-teorema-de-Gauss\">Lei de Coulomb e teorema de Gauss<\/a><\/strong><br><strong><a href=\"#Gaiola-de-Faraday\">Gaiola de Faraday<\/a><\/strong><br><strong><a href=\"#Sistema-de-Prote\u00e7\u00e3o-de-Descargas-Atmosf\u00e9ricas-(SPDA)\">Sistema de Prote\u00e7\u00e3o de Descargas Atmosf\u00e9ricas (SPDA)<\/a><\/strong><br><strong><a href=\"#Corrente-el\u00e9trica-e-a-temperatura\">Corrente el\u00e9trica e a temperatura<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"\u00c1tomos-e-corrente-el\u00e9trica\"><strong>\u00c1tomos e corrente el\u00e9trica<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c1tomo \u00e9 um sistema composto por el\u00e9trons, em suas camadas superiores, pr\u00f3tons e n\u00eautrons, em seu n\u00facleo, formador da mat\u00e9ria. Os \u00e1tomos \u201cabra\u00e7ados\u201d uns com os outros formam toda mat\u00e9ria conhecida pelo homem. Veja um exemplo da composi\u00e7\u00e3o do \u00e1tomo do cobre (Cu), um dos metais mais utilizados em condutores met\u00e1licos (fios para conduzir eletricidade):<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"341\" height=\"241\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Atomo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-598\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Atomo.jpg 341w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Atomo-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><figcaption>  Figura 01 \u2013 Composi\u00e7\u00e3o do \u00e1tomo de cobre (Cu) <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O \u00e1tomo \u00e9 formado por el\u00e9trons, que giram em \u00f3rbitas bem determinadas em torno do n\u00facleo. este, por sua vez, \u00e9 constitu\u00eddo por pr\u00f3tons e n\u00eautrons, como ilustra a Figura 2.4.<\/p><p>O pr\u00f3ton tem carga el\u00e9trica positiva, o el\u00e9tron tem carga el\u00e9trica negativa e o n\u00eautron n\u00e3o tem carga el\u00e9trica.<\/p><cite>(CRUZ, 2020)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A condu\u00e7\u00e3o el\u00e9trica nada mais \u00e9 do que a transmiss\u00e3o de el\u00e9trons de um \u00e1tomo para outro. Isso pode ocorrer naturalmente, como s\u00e3o os casos das descargas atmosf\u00e9ricas, ou de forma induzida, artificial, que \u00e9 o caso das usinas hidrel\u00e9tricas geradoras de energia. Neste segundo caso, campos eletromagn\u00e9ticos gerados por eletro\u00edm\u00e3s ou por im\u00e3s, empurram os el\u00e9trons de um \u00e1tomo para outro, isto \u00e9, s\u00e3o induzidos a percorrerem um determinado caminho. A isto d\u00e1-se o nome de <strong>corrente el\u00e9trica<\/strong>. Quanto maior a pot\u00eancia do campo magn\u00e9tico maior ser\u00e1 a correria dos el\u00e9trons, portanto, maior ser\u00e1 a corrente el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"583\" height=\"170\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/transferencia.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-599\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/transferencia.png 583w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/transferencia-300x87.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><figcaption> Figura 02 \u2013 Condu\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica a n\u00edvel at\u00f4mico. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Aplicando uma diferen\u00e7a de potencial em um condutor met\u00e1lico, os seus el\u00e9trons livres movimentam-se de forma ordenada no sentido contr\u00e1rio ao do campo el\u00e9trico, isto \u00e9, do potencial menor para o maior, como ilustra a Figura 3.10.<\/p><p>Essa movimenta\u00e7\u00e3o de el\u00e9trons denomina-se corrente el\u00e9trica e \u00e9 simbolizada por I. Sua unidade de medida \u00e9 o amp\u00e8re [A].<\/p><cite>(CRUZ, 2020)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p>CRUZ, Eduardo Cesar Alves. <strong>Eletricidade b\u00e1sica: circuitos em corrente cont\u00ednua<\/strong>. 2 ed. S\u00e3o Paulo: \u00c9rica, 2020. <\/p>\n\n\n\n<p>SENAI-SP (Org.). <strong>FUNDAMENTOS DA ELETRICIDADE<\/strong>. S\u00e3o Paulo &#8211; SP: Senai-SP, 2015. p. 252.  <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"As-nuvens\"><strong>As nuvens<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>Nuvens s\u00e3o massas de ar compostas por aglomera\u00e7\u00e3o de gases, vapores e outros particulados. Tornam-se vis\u00edveis devido ao aumento de sua densidade, isto \u00e9, a aproxima\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias part\u00edculas em um determinado espa\u00e7o, alteram a forma com que as luzes as atravessam (refra\u00e7\u00e3o) ou nelas se refletem (reflex\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>As nuvens Cumulonimbus (Cb) s\u00e3o conhecidas como nuvens de tempestades, pois s\u00e3o elas as respons\u00e1veis pelas DAs (Descargas Atmosf\u00e9ricas ou \u201craio\u201d). Quando se formam, por estarem em constante movimento, as cargas eletr\u00f4nicas tamb\u00e9m est\u00e3o em constante distribui\u00e7\u00e3o em seu interior. Por este movimento, pelo consequente choque de part\u00edculas, pela energia est\u00e1tica gerada nesse relacionamento particular, assim como outros fatores microf\u00edsicos, criam-se no interior das nuvens setores com cargas opostas, capazes de induzir movimenta\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica natural, isto \u00e9, gerar corrente el\u00e9trica que, partindo de um ponto ao outro, produz DA ou \u201craio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine um aglomerado de nuvens carregadas eletricamente se relacionando, deslocando umas entre as outras, cada uma com uma densidade diferente, com cargas opostas afastando e aproximando umas das outras. Essa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o ideal para a igni\u00e7\u00e3o das \u201csuper fagulhas\u201d chamadas popularmente de \u201craios\u201d. Quando os valores de cargas aumentam muito, atingindo fatores de milhares de Volts por cent\u00edmetro (V\/cm), inicia-se uma maratona eletr\u00f4nica do ponto de carga negativa com destino ao ponto de carga positiva, essa situa\u00e7\u00e3o pode gerar dezenas e at\u00e9 centenas de DAs dentro de uma mesma nuvem, de uma para outra ou de uma para o solo (terra). A seguinte figura ilustra basicamente como \u00e9 o funcionamento:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"482\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Nuvens.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-602\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Nuvens.png 920w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Nuvens-300x157.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Nuvens-768x402.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption> Figura 03 \u2013 Distribui\u00e7\u00e3o de carga no interior das nuvens. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Fonte: <\/p>\n\n\n\n<p>POTIER, G.C. et al. <strong>F\u00cdSICA DOS RAIOS E ENGENHARIA DE PROTE\u00c7\u00c3O<\/strong>. 2. ed. Porto Alegre: ediPUCRS, 2010. 299 p.  <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Descargas-atmosf\u00e9ricas-(DA)\"><strong>Descargas atmosf\u00e9ricas (DA)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Descarga atmosf\u00e9rica (DA), popularmente chamada de \u201craio\u201d, \u00e9 basicamente uma condu\u00e7\u00e3o el\u00e9trica de um local para outro utilizando o ar como meio de transmiss\u00e3o, em parte do seu caminho. Da mesma forma que um condutor met\u00e1lico, como um fio ou cabo met\u00e1lico, popular e erroneamente chamado de \u201cfio ou cabo el\u00e9trico\u201d, conduz a energia el\u00e9trica em seu interior, outros meios de condu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m podem transferir energia el\u00e9trica, como a madeira, a \u00e1gua, os gases, etc. Nesses meios de condu\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica encontramos uma determinada resist\u00eancia \u00e0 condutividade. Quando a resist\u00eancia \u00e0 condutividade el\u00e9trica \u00e9 alta demais, significa que os el\u00e9trons est\u00e3o colidindo com \u00e1tomos de baixa condu\u00e7\u00e3o, que consequentemente reduzem sua velocidade. Como o el\u00e9tron rec\u00e9m-chegado do \u00e1tomo vizinho est\u00e1 em alt\u00edssima velocidade, os el\u00e9trons desse \u00e1tomo s\u00e3o for\u00e7ados a descer algumas camadas eletr\u00f4nicas, o que gera f\u00f3tons, que em grande escala por sua vez gera uma imensa claridade \u201craio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p>YANOFF, M.; DUKER, J.S. <strong>OFTALMOLOGIA. TRADU\u00c7\u00c3O POR MOSBY<\/strong>. 3.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. p. 41. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"O-princ\u00edpio-de-m\u00ednima-a\u00e7\u00e3o\"><strong>O princ\u00edpio de m\u00ednima a\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>Uma regra natural da mec\u00e2nica cl\u00e1ssica, teoria proposta pelo fil\u00f3sofo, matem\u00e1tico e astr\u00f4nomo <strong>Pierre Louis Moreau de Maupertuis (1698-1759)<\/strong>, aperfei\u00e7oada pelo f\u00edsico, astr\u00f4nomo e matem\u00e1tico <strong>William Rowan Hamilton (1805-1865)<\/strong>, chamada <strong>princ\u00edpio da m\u00ednima a\u00e7\u00e3o<\/strong> ou <strong>princ\u00edpio do menor esfor\u00e7o<\/strong>, rege todos os atos f\u00edsicos e microf\u00edsico conhecidos atualmente. A teoria explica que os fen\u00f4menos naturais se resumem e se limitam ao menor esfor\u00e7o poss\u00edvel, isto \u00e9, toda a\u00e7\u00e3o ocorre com o menor consumo de energia e mais simples poss\u00edvel. Basicamente qualquer movimento c\u00f3smico conhecido prefere percorrer o menor caminho poss\u00edvel para sua conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessimistas podem interpretar o princ\u00edpio da m\u00ednima a\u00e7\u00e3o como uma representa\u00e7\u00e3o da \u201cpregui\u00e7a c\u00f3smica\u201d, tentando evitar as consequ\u00eancias de maiores esfor\u00e7os. Otimistas interpretam como uma forma eficiente e eficaz da natureza agir sem consumir muita energia, isto \u00e9, economizando algo que poder\u00e1 ser utilizado em outros fen\u00f4menos e, exemplo a ser seguido pela humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um grande exemplo dessa teoria encontra-se na m\u00e1xima <strong>\u201co menor caminho entre dois pontos \u00e9 uma reta\u201d<\/strong>. Teoria comprovada na pr\u00e1tica pela queda livre de um corpo. Qualquer corpo liberado de uma certa altura, devido \u00e0s for\u00e7as gravitacionais, tender\u00e1 percorrer a reta mais curta at\u00e9 atingir o ch\u00e3o. Logicamente descartando outros fen\u00f4menos que possam interferir, como o vento por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>As DAs, por serem fen\u00f4menos naturais, tamb\u00e9m seguem o mesmo princ\u00edpio. Lembrando que os \u201craios\u201d ocorrem de um ponto a outro, considerando nuvem e solo (terra) os dois pontos inicial e final, independentes da origem, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que o percurso da corrente el\u00e9trica ser\u00e1 quase uma reta entre eles. Como no exemplo do par\u00e1grafo antecedente, existem fatores que podem interferir nessa afirmativa, como o vento, a humidade pontual relativa, entre outros, mas no geral a margem de erro da afirmativa pode ser desconsiderada, isto \u00e9, os \u201craios\u201d em sua quase totalidade atingir\u00e3o o ponto final percorrendo o caminho de menor resistividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de toda explana\u00e7\u00e3o discorrida at\u00e9 o momento \u00e9 compreens\u00edvel e comum encontrar afirma\u00e7\u00f5es como <strong>\u201co raio atinge sempre o ponto mais alto\u201d<\/strong> e <strong>\u201cum raio nunca cai no mesmo lugar\u201d<\/strong>. Ambas s\u00e3o afirmativas incorretas pelo simples fato de estarem incompletas, pois um \u201craio\u201d pode cair no mesmo lugar e sempre no ponto mais alto se, este for o caminho de menor resistividade entre os pontos de origem e destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p>LEMOS, A. Nivaldo. <strong>MEC\u00c2NICA ANAL\u00cdTICA<\/strong>. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Livraria da F\u00edsica, 2007, p. 391.<\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE JR, O.; PESSOA JR, O.; BROMGERG, JL., orgs. <strong>TEORIA QU\u00c2NTICA: Hist\u00f3ricos e implica\u00e7\u00f5es culturais<\/strong>. Campina Grande: EDUEPB; S\u00e3o Paulo: Livraria da F\u00edsica, 2011, 456 p.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Princ\u00edpio-da-divis\u00e3o-de-corrente\"> <strong>Princ\u00edpio da divis\u00e3o de corrente<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>princ\u00edpio da divis\u00e3o de corrente<\/strong> baseia-se no <strong>princ\u00edpio do menor esfor\u00e7o<\/strong> da f\u00edsica. Primeiro a corrente el\u00e9trica tende a percorrer todos os meios condutores que encontrar pela frente, assim como a \u00e1gua de uma caixa d\u2019\u00e1gua tende a percorrer todos os canos ligados a ela. Segundo que a corrente el\u00e9trica prefere percorrer os caminhos de menor resist\u00eancia, isto \u00e9, grosseiramente explicando quanto mais espesso (grosso) for o fio, maior a atra\u00e7\u00e3o\/prefer\u00eancia \u00e0 corrente el\u00e9trica. Fazendo analogia ao caso da \u00e1gua, sai mais \u00e1gua em um cano espesso (grosso) do que um delgado (fino). Assim resume-se o princ\u00edpio da divis\u00e3o de corrente:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A corrente se distribui por todos os meios condutivos, diminuindo seu potencial em cada divis\u00e3o;<\/li><li>A corrente prefere o caminho de menor resist\u00eancia, portanto quanto menor a resist\u00eancia maior a corrente el\u00e9trica naquele caminho;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\nO\nconceito da divis\u00e3o de corrente \u00e9 muito t\u00e9cnico e a maioria das\nbibliografias o apresenta atrav\u00e9s de f\u00f3rmulas. Assim passa a\napresentar a f\u00f3rmula que define a divis\u00e3o das correntes e, a\nposteriori, sua explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\nImagem\n01: Configura\u00e7\u00e3o de um forno el\u00e9trico industrial da empresa Revest\nArc.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"616\" height=\"173\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/divisao-das-correntes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-733\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/divisao-das-correntes.jpg 616w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/divisao-das-correntes-300x84.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><figcaption>Circuito 1 &#8211; Divisor de corrente<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>ALEXANDER e SADIKU explicam o princ\u00edpio da divis\u00e3o de corrente atrav\u00e9s da f\u00f3rmula da divis\u00e3o de corrente, baseando-se na f\u00f3rmula da divis\u00e3o de tens\u00e3o, de forma menos complicada poss\u00edvel para o assunto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> \u2026mostra que a corrente total <em>i<\/em> \u00e9 compartilhada pelos resistores na propor\u00e7\u00e3o inversa de suas resist\u00eancias. Isso \u00e9 conhecido como princ\u00edpio da divis\u00e3o de corrente e o circuito da Figura 2.31 \u00e9 conhecido como divisor de corrente. Perceba que a maior corrente flui pela menor resist\u00eancia.<\/p><cite>(ALEXANDER, SADIKU, 2013)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para resumir as equa\u00e7\u00f5es e conceitos acima basta afirmar quanto menor for a resist\u00eancia do condutor, maior ser\u00e1 a corrente e, quanto mais condutores existirem, mais f\u00e1cil ser\u00e1 para a corrente atingir o seu objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\nFonte:<\/p>\n\n\n\n<p>ALEXANDER,\nCharles K. SADIKU, Matthew N. O. <strong>FUNDAMENTOS\nDE CIRCUITOS EL\u00c9TRICOS<\/strong>.\n5 ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Lei-de-Coulomb-e-teorema-de-Gauss\"><strong>Lei de Coulomb e teorema de Gauss<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>Charles Augustin de Coulomb (1736 \u2013 1806) f\u00edsico franc\u00eas, foi o respons\u00e1vel por apresentar ao mundo um princ\u00edpio da f\u00edsica, que mais tarde ficou conhecido como Lei de Coulomb. Para popularizar seu conceito e facilitar o entendimento neste laudo, Coulomb descobriu basicamente que os el\u00e9trons possuem cargas, positivas e negativas, dotadas de for\u00e7as que podem atrair ou repelir outras cargas, conforme o seu sinal. O el\u00e9tron possui carga negativa e o pr\u00f3ton positiva. Cargas opostas se atraem e iguais se repelem, isto \u00e9, dois el\u00e9trons se repelem, dois pr\u00f3tons se repelem, mas um el\u00e9tron e um pr\u00f3ton se atraem.<\/p>\n\n\n\n<p>Johann Friedrich Karl Gauss (1777 \u2013 1855) matem\u00e1tico e f\u00edsico alem\u00e3o, foi respons\u00e1vel por evoluir a lei de Coulomb, que at\u00e9 ent\u00e3o serviria para cargas est\u00e1ticas, sem movimento, para o patamar das cargas din\u00e2micas, com movimento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"506\" height=\"156\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cargas-opostas-se-atraem.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-604\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cargas-opostas-se-atraem.png 506w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cargas-opostas-se-atraem-300x92.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><figcaption>  Figura 04: Representa\u00e7\u00e3o da atra\u00e7\u00e3o e repuls\u00e3o das cargas. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O conceito que mais importa nesta constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica \u00e9 a m\u00e1xima \u201ccargas iguais se repelem e cargas opostas se atraem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>2.3.1 &#8211; Princ\u00edpio fundamental da eletrost\u00e1tica<\/p><p>O princ\u00edpio fundamental da eletrost\u00e1tica \u00e9 chamado de princ\u00edpio da atra\u00e7\u00e3o e repuls\u00e3o, cujo enunciado \u00e9: cargas el\u00e9tricas de sinais contr\u00e1rios se atraem e de mesmos sinais se repelem. Portanto entre cargas el\u00e9tricas h\u00e1 sempre uma for\u00e7a agindo.<\/p><cite>(CRUZ, 2020)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p>Bassalo, Jos\u00e9 Maria Filardo. <strong>ELETRODIN\u00c2MICA CL\u00c1SSICA<\/strong>. 1.ed. S\u00e3o Paulo &#8211; SP: Livraria da F\u00edsica, 2007. p. 387.<\/p>\n\n\n\n<p>CRUZ, Eduardo Cesar Alves. <strong>Eletricidade b\u00e1sica: circuitos em corrente cont\u00ednua<\/strong>. 2 ed. S\u00e3o Paulo: \u00c9rica, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>GREF. <strong>FISICA 3: ELETROMAGNETISMO<\/strong>. 5.ed. 2 reimpr. S\u00e3o Paulo &#8211; SP: Edusp, 2005. p. 441.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Gaiola-de-Faraday\"> <strong>Gaiola de Faraday<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>Michael Faraday (1791 \u2013 1867) f\u00edsico e qu\u00edmico ingl\u00eas, utilizando-se da lei de Coulomb e teorema de Gauss, que tratam basicamente da expuls\u00e3o de cargas de mesmo sinal (negativo ou positivo) e seus valores, percebeu que a \u00e1rea* dentro de uma forma geom\u00e9trica eletrizada, possui total aus\u00eancia de energia, isto \u00e9, se eletrizarmos uma gaiola de um p\u00e1ssaro por exemplo, seu morador estar\u00e1 completamente protegido em seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da Gaiola de Faraday leva em considera\u00e7\u00e3o que se a malha estiver eletrizada, significa que est\u00e1 polarizada, isto \u00e9, possui um \u00fanico sinal de carga (positivo ou negativo). Como existe uma grande concentra\u00e7\u00e3o de cargas de mesmo sinal numa mesma superf\u00edcie e, cargas iguais se repelem, significa que as cargas estar\u00e3o se repelindo a todo momento, expulsando umas as outras para fora da gaiola, isentando seu interior de qualquer interfer\u00eancia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"830\" height=\"471\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/gaiola-de-faraday.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-606\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/gaiola-de-faraday.png 830w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/gaiola-de-faraday-300x170.png 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/gaiola-de-faraday-768x436.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px\" \/><figcaption>  Figura 05: Representa\u00e7\u00e3o da expuls\u00e3o de cargas da Gaiola de Faraday. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em resumo qualquer corpo que estiver dentro de uma Gaiola de Faraday, estar\u00e1 protegido pela barreira eletr\u00f4nica formada na superf\u00edcie da mesma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>*<\/strong> A palavra \u00e1rea \u00e9 tratada aqui especificamente no sentido espacial, isto \u00e9, refere-se ao volume de um determinado espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p>GREF. FISICA 3: <strong>ELETROMAGNETISMO<\/strong>. 5.ed. 2 reimpr. S\u00e3o Paulo &#8211; SP: Edusp, 2005. p. 441.<\/p>\n\n\n\n<p>BAUER, W. WESTFALL, G. D. DIAS, Helio. <strong>FISICA PARA UNIVERSIT\u00c1RIOS: Eletricidade e Magnetismo<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Trieste Freire Ricci. S\u00e3o Paulo \u2013 SP: AMGH, 2012. 384 p.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Sistema-de-Prote\u00e7\u00e3o-de-Descargas-Atmosf\u00e9ricas-(SPDA)\"><strong>Sistema de Prote\u00e7\u00e3o de Descargas Atmosf\u00e9ricas (SPDA) <\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>Foi levando em considera\u00e7\u00e3o todo estudo t\u00e9cnico relatado nos itens anteriores, que se desenvolveu o SPDA (Sistema de Prote\u00e7\u00e3o de Descargas Atmosf\u00e9ricas), hoje obrigat\u00f3rios em estabelecimento com alto fluxo, perman\u00eancia e ac\u00famulo de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os captores, popularmente chamados de \u201cpara-raios\u201d, \u00e9 um dispositivo composto de material (metal) de baix\u00edssima resist\u00eancia \u00e0 corrente el\u00e9trica, geralmente posicionado no ponto mais alto de uma edifica\u00e7\u00e3o ou \u00e1rea, com o intuito de atrair DAs que possam surgir naquela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os condutores de decida s\u00e3o cabos met\u00e1licos que tamb\u00e9m possuem baixa resist\u00eancia \u00e0 corrente el\u00e9trica, geralmente conectados aos captores, possuem a fun\u00e7\u00e3o de conduzir a corrente das descargas at\u00e9 o aterramento.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de aterramento \u00e9 dotado de uma malha composta de cabos, eletrodos, entre outros, espalhados subterraneamente, geralmente conectado aos condutores, possuem a fun\u00e7\u00e3o de escoar a corrente el\u00e9trica para o solo, evitando danos aos equipamentos e acidentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Explanando grosseiramente as DAs basicamente se originam nas nuvens e seu objetivo \u00e9 o solo, ou vice-versa, onde se estabilizar\u00e3o potencialmente, isto \u00e9, onde se dissipar\u00e3o. Sem um sistema de controle esses fen\u00f4menos surgiriam imprevisivelmente, podendo provocar danos materiais e at\u00e9 acidentes fatais. Sendo imposs\u00edvel prever ou erradicar as DAs, os t\u00e9cnicos pensaram numa forma de afasta-las das estruturas concentradoras de pessoas. Assim o SPDA foi t\u00e9cnica e historicamente elaborado para orientar no quesito a captar e conduzir as DAs para os seus destinos finais, contornando e protegendo determinadas \u00e1reas e pessoas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"333\" height=\"402\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/prote\u00e7\u00e3o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-609\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/prote\u00e7\u00e3o.png 333w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/prote\u00e7\u00e3o-249x300.png 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><figcaption>  Figura 06: Representa\u00e7\u00e3o da teoria do afastamento das cargas. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Na figura anterior, percebe-se que o captor, os condutores e o sistema de aterramento conduzem a corrente el\u00e9trica, oriunda das DAs, afastando-as de todos que estiverem em seu interior. Assim conforme a teoria da <strong>Gaiola de Faraday<\/strong>, equipamentos e pessoas que estiverem no interior dessa estrutura, devidamente dimensionada, possuem menor risco de dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:<\/p>\n\n\n\n<p>SENAI-SP (Org.). <strong>SISTEMAS EL\u00c9TRICOS PREDIAIS: Projeto<\/strong>. S\u00e3o Paulo &#8211; SP: Senai-SP, 2015. p. 208.<\/p>\n\n\n\n<p>ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE NORMAS T\u00c9CNICAS. <strong>NBR 5419: Prote\u00e7\u00e3o e estruturas contra descargas atmosf\u00e9ricas<\/strong>. Rio de Janeiro, 2005.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Corrente-el\u00e9trica-e-a-temperatura\"><strong>Corrente el\u00e9trica e a temperatura<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o que a corrente el\u00e9trica \u00e9 basicamente a transmiss\u00e3o de el\u00e9trons de um \u00e1tomo para outro e, esta corrida eletr\u00f4nica gera potencial el\u00e9trico, isto \u00e9, gera energia, torna-se mais f\u00e1cil entender porque a corrente el\u00e9trica aquece os materiais que os conduzem.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos efeitos da condu\u00e7\u00e3o de corrente el\u00e9trica em um corpo \u00e9 o aquecimento. Esse efeito \u00e9 conhecido como efeito joule ou \u00f4hmico e acontece por causa dos choques dos el\u00e9trons. Quando o \u00e1tomo recebe um novo el\u00e9tron de seu vizinho, come\u00e7a a vibrar com mais intensidade, o que provoca maior aquecimento.  <\/p>\n\n\n\n<p>Um grande exemplo de aquecimento em um corpo pela corrente el\u00e9trica \u00e9 a resist\u00eancia de um chuveiro. Formada basicamente de um filamento de liga de metal de alta resist\u00eancia ao aquecimento, geralmente enrolada em formato de espiras, ao ser percorrido por uma corrente el\u00e9trica provoca choques de el\u00e9trons, gerando calor no filamento, que aquece a \u00e1gua. Por\u00e9m se n\u00e3o houver \u00e1gua no chuveiro para roubar calor da resist\u00eancia, isto \u00e9, resfria-la, esta tender\u00e1 ao rompimento pelo superaquecimento. O mesmo princ\u00edpio acontece nos \u201craios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando uma DA percorre todo seu percurso, gerando alt\u00edssimos n\u00edveis de corrente el\u00e9trica, aquece os \u00e1tomos das mol\u00e9culas do ar, que \u00e9 um g\u00e1s, atingindo alt\u00edssimos n\u00edveis de temperatura. Se uma DA atingir qualquer corpo com alta resist\u00eancia el\u00e9trica, isto \u00e9, com caracter\u00edsticas de baixa condutividade aos el\u00e9trons, por tempo maior que sua suportabilidade t\u00e9rmica permite, a corrente el\u00e9trica superaquecer\u00e1 este ao ponto de deforma\u00e7\u00e3o permanente, podendo induzir fogo, fuma\u00e7a, derretimento, carboniza\u00e7\u00e3o, em resumo a DA deformar\u00e1 o objeto atingido.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"712\" height=\"245\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/forno.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-610\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/forno.jpg 712w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/forno-300x103.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><figcaption>  Imagem 01: Configura\u00e7\u00e3o de um forno el\u00e9trico industrial da empresa Revest Arc.<br> Fonte: REVESTARC. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para se ter uma no\u00e7\u00e3o da temperatura que uma DA pode produzir, este Perito fez a seguinte elabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. A imagem anterior representa a configura\u00e7\u00e3o de um forno industrial da marca Revest Arc, fonte devidamente referenciada. Como \u00e9 poss\u00edvel perceber, o forno possui um consumo de 3.000 whats de pot\u00eancia, que em 220 volts equivale aproximadamente 14 amperes. Se 14 amperes, medida de corrente el\u00e9trica, consegue aquecer um forno a 400 graus Celsius, imagine uma DA que pode atingir m\u00e9dia de 30.000 amperes, conforme o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), devidamente referenciado. Fazendo um c\u00e1lculo b\u00e1sico para demonstrar o poder t\u00e9rmico de uma DA:<\/p>\n\n\n\n<p>Se 14 amperes podem induzir 400 graus Celsius em um condutor, usando regra de 3, os 30.000 amperes podem induzir aproximadamente 857.142 graus C\u00e9lsius.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"265\" src=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Ponto-de-fus\u00e3o-1024x265.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-611\" srcset=\"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Ponto-de-fus\u00e3o-1024x265.jpg 1024w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Ponto-de-fus\u00e3o-300x78.jpg 300w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Ponto-de-fus\u00e3o-768x199.jpg 768w, https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Ponto-de-fus\u00e3o.jpg 1209w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>  Tabela 01: Ponto de fus\u00e3o de alguns materiais em graus c\u00e9lsius.<br> Fonte: UFRGS \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Fonte:<\/p>\n\n\n\n<p>CHANG, Raymond. <strong>FISICO-QU\u00cdMICA PARA AS CI\u00caNCIAS QU\u00cdMICAS E BIOL\u00d3GICAS<\/strong>. 3.ed. Tradu\u00e7\u00e3o de Elizabeth P. G. Ar\u00eaas. Fernando R. Ornellas. Porto Alegre &#8211; RS: AMGH, 2010. 1 v. 596 p.<\/p>\n\n\n\n<p>WRESZINSKI, Walter F. <strong>TERMODIN\u00c2MICA<\/strong>. S\u00e3o Paulo \u2013 SP: Edusp, 2003. 50 v. 89 p.<\/p>\n\n\n\n<p>ATKINS, Peter. JONES, Loretta. <strong>PRINC\u00cdPIOS DE QU\u00cdMICA: Questionando a vida moderna e o meio ambiente<\/strong>. 5.ed. Tradu\u00e7\u00e3o de Ricardo Bicca de Alencastro. S\u00e3o Paulo \u2013 SP: Bookman, 2012. 927 p.<\/p>\n\n\n\n<p>REVESTARC. Forno Modelo RVT F-50 &#8211; Digital. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.revestarc.com\/fornos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"https:\/\/www.revestarc.com\/fornos (abre numa nova aba)\">https:\/\/www.revestarc.com\/fornos<\/a>&gt;. Acesso em: 11 julho 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>INPE \u2013 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, subordinado ao Minist\u00e9rio da ci\u00eancia, tecnologia, inova\u00e7\u00f5es e comunica\u00e7\u00f5es. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.inpe.br\/webelat\/homepage\/menu\/el.atm\/perguntas.e.respostas.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"http:\/\/www.inpe.br\/webelat\/homepage\/menu\/el.atm\/perguntas.e.respostas.php (abre numa nova aba)\">http:\/\/www.inpe.br\/webelat\/homepage\/menu\/el.atm\/perguntas.e.respostas.php<\/a>&gt;. Acesso em: 11 julho 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Ponto de fus\u00e3o dos pl\u00e1sticos. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/educa.fc.up.pt\/ficheiros\/noticias\/69\/documentos\/111\/Manual%20Identificacao%20de%20plasticos%20.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"http:\/\/educa.fc.up.pt\/ficheiros\/noticias\/69\/documentos\/111\/Manual%20Identificacao%20de%20plasticos%20.pdf (abre numa nova aba)\">http:\/\/educa.fc.up.pt\/ficheiros\/noticias\/69\/documentos\/111\/Manual%20Identificacao%20de%20plasticos%20.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 11 julho 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Tabela I &#8211; Temperatura do ponto de fus\u00e3o de algumas subst\u00e2ncias (\u00baC). Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.if.ufrgs.br\/cref\/amees\/tabela.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"http:\/\/www.if.ufrgs.br\/cref\/amees\/tabela.html (abre numa nova aba)\">http:\/\/www.if.ufrgs.br\/cref\/amees\/tabela.html<\/a>&gt;. Acesso em: 11 julho 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea educativa: O Raio. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.ipma.pt\/pt\/educativa\/fenomenos.meteo\/index.jsp?page=dea.raio.xml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"https:\/\/www.ipma.pt\/pt\/educativa\/fenomenos.meteo\/index.jsp?page=dea.raio.xml (abre numa nova aba)\">https:\/\/www.ipma.pt\/pt\/educativa\/fenomenos.meteo\/index.jsp?page=dea.raio.xml<\/a>&gt;. Acesso em: 11 julho 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indice:\u00c1tomos e corrente el\u00e9trica As n\u00favensDescargas atmosf\u00e9ricas (DA)O princ\u00edpio de m\u00ednima a\u00e7\u00e3oPrinc\u00edpio da divis\u00e3o de corrente Lei de Coulomb e teorema de GaussGaiola de FaradaySistema<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":614,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-597","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cursodepericia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=597"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":798,"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/597\/revisions\/798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/periciajudicial.zsistemas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}