Vai rachar a casa dos vizinhos, o que você faria?

Gerenciando Conflitos em Obras: O Dilema do Engenheiro e o Patrão

Responsabilidade Compartilhada e a Busca por Soluções

Como profissionais da engenharia e da construção civil, muitas vezes nos deparamos com situações delicadas em que precisamos equilibrar as demandas do cliente com os impactos potenciais de nossas ações. O caso apresentado neste relato é um exemplo claro dessa realidade complexa, onde o engenheiro responsável pela obra se vê diante de um dilema: cumprir as exigências do patrão ou priorizar a segurança e o bem-estar da vizinhança.

Identificando o Problema

O engenheiro, ao iniciar os processos de sondagem e estaqueamento para a obra, percebeu que a intensidade dos golpes estava gerando uma forte vibração no solo, colocando em risco a estrutura das casas vizinhas. Ciente dos potenciais danos, ele imediatamente comunicou a situação ao patrão e sugeriu uma mudança na metodologia, a fim de minimizar os impactos.

O Conflito de Interesses

No entanto, o patrão, motivado por concluir a obra o mais rápido possível, não aceitou a proposta do engenheiro. Ele queria que os trabalhos prosseguissem conforme o planejado, mesmo diante do risco iminente de danos à propriedade dos vizinhos.

Essa divergência de interesses colocou o engenheiro em uma situação delicada. De um lado, ele tinha a responsabilidade técnica de zelar pela integridade da obra e da vizinhança; de outro, enfrentava a pressão do patrão, que priorizava a conclusão do projeto em detrimento da segurança.

Buscando Soluções Equilibradas

Diante desse impasse, o engenheiro precisava encontrar uma forma de resolver o conflito, preservando tanto os interesses do patrão quanto a segurança da vizinhança. Algumas alternativas se apresentam como possíveis caminhos:

Opção 1: Demissão

Uma opção seria o engenheiro apresentar sua demissão, argumentando que não poderia assinar pela execução da obra, uma vez que isso colocaria em risco a integridade das casas vizinhas. Dessa forma, ele se eximiria da responsabilidade por eventuais danos.

Opção 2: Registro Formal e Transferência de Responsabilidade

Outra alternativa seria o engenheiro formalizar, por meio de e-mail ou documento, a sua recomendação de reduzir a intensidade dos golpes, bem como a recusa do patrão em acatar essa sugestão. Dessa forma, ele registraria sua preocupação e se eximiria da responsabilidade pelos possíveis danos, transferindo-a para o patrão.

Opção 3: Busca por Soluções Alternativas

Uma terceira possibilidade seria o engenheiro propor uma solução alternativa, como a compactação por pneus, que poderia minimizar os impactos na vizinhança sem atrasar excessivamente a obra. Essa abordagem demonstraria seu comprometimento em encontrar um equilíbrio entre as demandas do patrão e a segurança dos vizinhos.

Responsabilidade Compartilhada e Ética Profissional

Independentemente da opção escolhida, é fundamental que o engenheiro mantenha uma postura ética e responsável. Ele deve estar ciente de que, como profissional, possui uma responsabilidade compartilhada com os demais envolvidos na obra, incluindo o patrão. Essa responsabilidade exige que ele atue de forma a preservar a integridade da construção, a segurança dos trabalhadores e a proteção da vizinhança.

Nesse contexto, o engenheiro deve buscar soluções que equilibrem os interesses do patrão e da comunidade, sempre com base em seus conhecimentos técnicos e em sua responsabilidade ética. Essa abordagem pode envolver negociações, mediações e, em última instância, a tomada de decisões difíceis, como a opção de se desligar da obra.

Conclusão

O caso apresentado ilustra a complexidade que os profissionais da engenharia enfrentam ao lidar com conflitos de interesses em obras de construção. O engenheiro, nessa situação, precisa demonstrar liderança, habilidades de comunicação e um forte compromisso ético para encontrar soluções que protejam tanto os interesses do patrão quanto a segurança da vizinhança.

Essa é uma situação que evidencia a importância da responsabilidade compartilhada e da busca por equilíbrio entre as demandas do cliente e as exigências técnicas e de segurança. Ao enfrentar desafios semelhantes, os engenheiros devem estar preparados para tomar decisões difíceis, pautadas em seus conhecimentos, princípios éticos e no compromisso de zelar pela integridade de suas obras e pela segurança de todos os envolvidos.

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