Perito nunca marque duas perícias em um mesmo processo, utilize esta técnica.
No exercício da perícia judicial, a organização do cronograma de trabalho é um dos pilares mais críticos para evitar dores de cabeça processuais. Em um vídeo recente, o perito judicial Agenor Zapparoli aborda um erro comum cometido por muitos profissionais: agendar múltiplas perícias separadas para um mesmo processo, em vez de tratar as etapas adicionais como uma continuidade da perícia original.
Abaixo, detalhamos a técnica e a justificativa apresentadas para garantir maior segurança jurídica ao perito.
O especialista recomenda que peritos judiciais evitem o agendamento formal de múltiplas perícias isoladas para um mesmo processo, sugerindo a técnica da continuidade da perícia. Ao tratar novos encontros como uma extensão da diligência inicial, o profissional simplifica o rito processual e ganha flexibilidade para combinar datas diretamente com as partes interessadas. Essa estratégia dispensa a necessidade de novos prazos de intimação oficial de 30 dias, desde que o perito protocole a continuação nos autos e mantenha registros comprobatórios do acordo. Segundo o autor, essa abordagem previne impugnações futuras baseadas na falta de aviso prévio e evita deslocamentos perdidos ou nulidades no laudo. O método prioriza a composição entre os envolvidos, garantindo segurança jurídica por meio de gravações ou assinaturas colhidas durante a primeira reunião. Assim, o perito otimiza seu cronograma de trabalho enquanto protege a validade de sua atuação técnica perante o tribunal.
